Minas Gerais

Política de descentralização de medicamentos já é realidade para todos os municípios da região de Manhuaçu

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Antonio Rodrigues / SES-MG

Até junho deste ano, os moradores dos 34 municípios da Superintendência Regional de Saúde de Manhuaçu (SRS Manhuaçu), na Zona da Mata, não precisarão mais se deslocar de suas cidades para retirar os medicamentos de doenças raras, de baixa prevalência ou de uso crônico prolongado, fornecidos pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

Em média 2,5 mil pessoas são atendidas por mês pela superintendência e precisam se locomover até 130 quilômetros para terem acesso ao tratamento de saúde. No caso da moradora da cidade de Divino, Eliane Amaral Durão, a distância percorrida era de 74 quilômetros. Mais de uma hora de carro para a paciente que passou por dois transplantes e, hoje, necessita de uma medicação especial após receber um novo rim.

“É muito positivo saber que o medicamento agora está mais próximo. Isso representa um alívio para quem precisa”, comemora a paciente. Em muitas ocasiões, seus familiares precisaram utilizar veículos da Secretaria Municipal de Saúde para irem até a Unidade Regional de Saúde (URS) Manhuaçu buscar os remédios.

Humanização

Humanização no atendimento da população, estruturar e fortalecer a regionalização dos serviços de saúde são alguns dos objetivos do Governo de Minas com a descentralização da entrega dos medicamentos para as secretarias municipais de Saúde, explica o superintendente regional de Saúde de Manhuaçu, Juliano Estanislau Lacerda.

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A SRS Manhuaçu é a única entre as outras 27 regionais do estado em que todos os municípios já aderiram à Política de Descentralização do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (PDCEAF) da SES-MG.

“Tivemos alguns fatores que contribuíram para a adesão de todas as prefeituras nessa descentralização dos medicamentos, entre eles está a credibilidade conquistada pelo governo estadual, a partir do momento em que assumiu o compromisso de pagar dívidas anteriores e manter o pagamento em dia das políticas de saúde”, explicou o superintendente.

Outro fator citado por ele foi que, em 2021, foi estabelecido como indicador e meta da SRS que todos os municípios dispensassem os medicamentos do componente especializado por meio de um sistema integrado de gerenciamento da secretaria. 

Agilidade

O coordenador da Assistência Farmacêutica da SRS Manhuaçu, Otto Carobine Werner, explica que, com a descentralização, o processo de entrega de medicamentos será muito mais rápido, uma vez que as etapas passam a ser totalmente via sistema.

“O paciente dava entrada ao processo em uma unidade do programa Farmácia de Minas. Esse processo era tramitado fisicamente para a sede da SRS Manhuaçu, que encaminhava para Belo Horizonte”, explica. Agora, segundo o coordenador,  todas essas etapas são via sistema. Um processo que levava de 15 a 20 dias para concluir sua tramitação. Com a descentralização essa mesma tramitação ocorre em 24 horas.

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“Com o medicamento no município, os pacientes já cadastrados e que precisam viajar quilômetros para buscar o medicamento, poderão fazer a retirada em seus municípios”, destaca o coordenador.

Componente Especializado da Assistência Farmacêutica

O Componente Especializado da Assistência Farmacêutica visa garantir, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o acesso ao tratamento medicamentoso de doenças raras, de baixa prevalência ou de uso crônico prolongado, com alto custo unitário, cujas linhas de cuidado estão definidas em Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) publicados pelo Ministério da Saúde. São para tratamento de doenças e como lúpus,  psoríase, esclerose múltipla, Alzheimer, Parkinson, entre outras.

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Marcelo Morais quer disputar presidência da AMM

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O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições

Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.

O posicionamento firme de Marcelo Morais ecoa entre os prefeitos do sudoeste mineiro, que já iniciou as estratégias articuladas para fortalecer a representatividade da região nas eleições da Associação Mineira de Municípios (AMM), previstas para março deste ano.

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