Pão, Circo, Redes Sociais e Barriga Vazia
“Prêmio Odorico Paraguaçu”
Gilberto Almeida
“O falso brilho das palavras raramente esconde a escuridão das ações.”
John Locke
Luiz Inácio Lula da Silva, o popular Lula, consolidou-se como um líder que representava a classe trabalhadora, combatendo os privilégios das elites. Contudo, em seus governos, firmou alianças com grandes empresários e banqueiros, que colheram lucros recordes sob sua gestão. Essa contradição entre discurso e prática é uma marca que se reflete em múltiplas esferas de seu governo e de sua retórica.
Lula sempre pregou ética e combate à corrupção, mas foi sob sua liderança e a do PT que o país enfrentou escândalos de grandes proporções, como o Mensalão e a Operação Lava Jato. Embora o STF tenha anulado diversos processos de Lula, figuras poderosas do governo que confessaram crimes e mesmo o fato de condenações em 3 instâncias por dezenas de juízes, a fizeram com que tudo isso maculasse definitivamente sua imagem de moralidade. Agora, em seu atual governo, as denúncias de corrupção começaram a ressurgir, inclusive envolvendo empresas já condenadas que, com novos CNPJs, continuam a obter vultuosos contratos.
Em sua retórica, Lula condena medidas neoliberais, como privatizações e cortes sociais. No entanto, adotou políticas econômicas conservadoras, como metas de superavit fiscal e incentivos a empresas privadas, muitas delas ligadas a ele. Critica a mídia tradicional, mas destinou bilhões em publicidade estatal para veículos como a Globo e a Folha de S.Paulo, que durante anos ecoaram os discursos do governo.
No campo ambiental, a incoerência segue. Embora defenda a proteção ambiental, incentivou projetos controversos, como a construção da usina de Belo Monte, e viu, sob sua gestão, expansões agrícolas na Amazônia. Hoje, extrações ilegais de madeira e queimadas atingem níveis alarmantes, em meio ao silêncio conivente da imprensa e de defensores ambientais.
Apesar de se posicionar como defensor dos mais pobres, Lula não hesita em frequentar eventos luxuosos e aproximar-se da elite cultural e econômica, distanciando-se de sua antiga imagem sindicalista. Além disso, o cotidiano do governo é marcado por episódios como os gastos divulgados da primeira-dama, que chegam à kafkiana cifra de R$ 4 mil por dia.
Enquanto Lula encarna esse espetáculo de demagogia e populismo, algumas de suas frases célebres demonstram uma indolência que desafia a mínima inteligência do povo brasileiro:
- “Eu duvido que neste mundo tenha uma vivalma mais honesta que eu.”
- “No Brasil, ninguém morre de fome, porque tem manga nas ruas.”
- “A democracia é boa, mas às vezes atrapalha.”
- “Nunca no Brasil um governo priorizou a Educação de verdade”
Essas desconexões entre discurso e realidade nacional encontram paralelo em nossa querida Passos, sob a administração do Excelentíssimo Senhor Doutor Prefeito Diego Rodrigo de Oliveira. Infelizmente, o cenário local parece uma réplica, em menor escala, do cinismo que permeia a política nacional.
Logo no início de seu mandato, o prefeito proferiu declarações grosseiras contra adversários e demonstrou desprezo por servidores públicos mais antigos, declarando que “substituí-los por jovens mais produtivos” era o caminho. Entre os episódios que mais causam indignação selecionei apenas dois para simbolizar um verdadeiro festival de patacoadas:
- Enchentes no Polivalente: A cidade cresce mas a cabeça dos gestores permanece pequena. Apesar do aumento da impermeabilização da bacia de contribuição, Sua Excelência alardeou em vídeos triunfantes um arremedo de obra, que não passou de “quebra de barrancos”, e que com isso tinha resolvido o complexo problema que começa na Barrinha, indo até o Polivalente. Poucos dias depois e até hoje, as enchentes continuam castigando a região, sem qualquer mea-culpa ou explicação de Sua Excelência que nunca se preocupa em dar satisfações do que acontece.
- Homenagem desconexa: Em vídeo, o prefeito festejou, com sua costumeira jactância, ter recebido da Superintendência Regional de Saúde um prêmio de “Excelência em Saúde”. Isso num momento em que mais de 50 mil atendimentos estão represados, incluindo consultas, exames e cirurgias, enquanto cidadãos esperam anos por socorro ou, tragicamente, falecem sem tratamento, com dificuldades inclusive para conseguir o transporte para atendimento em outro Município.
É impossível não enxergar nesses episódios, ecos de Odorico Paraguaçu, o personagem icônico de Dias Gomes, que fazia da demagogia um espetáculo, desviando-se das questões reais para autopromoção. A caricatura de Odorico é uma crítica atemporal, mas infelizmente também é um reflexo muito real da nossa política.
Por isso, e em homenagem ao absurdo da situação, instituo nesta coluna – na qual sou soberano – o “Prêmio Odorico Paraguaçu”. Ele vai para nosso excelentíssimo prefeito, pela ousadia de receber um prêmio por instituir um sistema de saúde pública de Passos que não passa de um palco de promessas vazias, enquanto cidadãos seguem desassistidos, sofrendo ou até perdendo suas vidas, exatamente por não merecerem o devido cuidado do Poder Público.
Seja em Brasília ou em Passos, as práticas políticas parecem cada vez mais unificadas em seu cinismo e desprezo pela população. Odorico vive – em múltiplas encarnações e, tristemente, sem a graça do original.
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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