Minas Gerais
Projeto de Lei Orçamentária prevê redução do déficit para 2023
O Governo de Minas Gerais encaminhou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para o exercício de 2023. O cenário projetado apresenta redução de 69,70% do déficit orçamentário, em comparação à LOA de 2022. Em 2023, a diferença entre receitas e despesas deve totalizar R$ 3,555 bilhões – R$ 8,177 bilhões a menos do que no atual exercício.
O texto estima as receitas e fixa as despesas do Orçamento Fiscal e do Orçamento de Investimentos das empresas controladas pelo Estado. No próximo ano, a projeção é a de que a receita total mineira seja de R$ 106,104 bilhões, enquanto as despesas foram fixadas em R$ 109,659 bilhões.
Ainda que a projeção tenha melhorado, a secretária de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Luísa Barreto, reforça o desafio de equacionar o déficit fiscal.
“Nesse horizonte, é necessária a união dos Poderes e da sociedade em geral no encaminhamento e na aprovação de reformas e medidas estruturais, legislativas e administrativas, de forma a garantir, definitivamente, o Estado de Minas Gerais no trilho do crescimento sustentável e do desenvolvimento socioeconômico. A junção de forças e ideias é essencial para a manutenção do caminho correto do equilíbrio fiscal, e, ao longo do tempo, reverterá na efetividade das políticas públicas, com o consequente incremento do progresso e da qualidade de vida da população mineira”, afirma a secretária.
Receitas
O Estado prevê arrecadar, em 2023, cerca de R$ 95,9 bilhões, descontadas as operações intraorçamentárias – aquelas realizadas entre diferentes órgãos da administração pública e que não geram impacto fiscal. Esse valor é 10,3% menor do que a arrecadação estimada na LOA de 2022, de R$ 107 bilhões.
Grande parte da redução da arrecadação da receita justifica-se pela alteração na metodologia de registro das transferências aos municípios, que, a partir de 2023, passam a ser operacionalizadas mediante a dedução da receita orçamentária. Isso se soma à necessidade de adequação do Estado de Minas Gerais à Lei Complementar nº 178, de 2021, que alterou o art. 18 da Lei de Responsabilidade Fiscal, estabelecendo a não dedução, para fins de limite, das despesas com inativos e pensionistas custeadas com recursos aportados para a cobertura do déficit financeiro dos regimes de previdência. Até 2022, o aporte foi operacionalizado via operação intraorçamentária, que gerava receita específica para o pagamento de parte dos inativos.
Outro fator que impactou negativamente a previsão de arrecadação, sinalizado pelo subsecretário de Planejamento e Orçamento da Seplag-MG, Felipe Magno Parreiras de Sousa, foi a redução nas alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) que incide sobre gasolina, etanol, energia elétrica e telecomunicações. O ICMS é o principal imposto estadual e foi revisado para esses produtos durante o ano de 2022.
“No valor de arrecadação previsto para o exercício de 2023 o Governo de Minas Gerais mantém a redução nas alíquotas de ICMS daqueles serviços inseridos no rol de essenciais pela União em 2022. O impacto dessa decisão nas contas públicas é, com certeza, bem maior do que o déficit de R$ 3,555 bilhões estimado para o próximo exercício. Minas estaria com as contas equilibradas caso a Lei Complementar não tivesse sido promulgada com essa alteração. Independentemente disso, assim como ocorreu em 2021, o compromisso do governo é por buscar os ajustes necessários ao longo do próximo ano para que o resultado orçamentário esteja o mais próximo possível do equilíbrio”, reforça o subsecretário.
Destaques
De forma global, os principais pontos que podem ser destacados em relação à receita orçamentária para o exercício de 2023, quando comparada à estimativa inicial de 2022, são: aumento de R$ 5,4 bilhões em receitas tributárias; crescimento de R$ 1,1 bilhão nas receitas de contribuições, devido ao ajuste de vencimentos concedido aos servidores de todos os poderes em 2022; incremento de R$1,6 bilhão na receita patrimonial; e acréscimo de R$3,4 bilhões das transferências correntes.
Além disso, também são levadas em consideração outras receitas, que totalizam R$ 2,2 bilhões, sobretudo em decorrência do acordo judicial firmado com a empresa Vale S.A. para reparação dos danos relativos ao rompimento das barragens do Córrego do Feijão em Brumadinho.
A arrecadação de R$ 10,2 bilhões com receitas intraorçamentárias complementa a receita total estimada para a PLOA 2023, de R$ 106,1 bilhões.
Despesas
A despesa total projetada para 2023 é de R$ 109,6 bilhões, sendo R$ 10,2 bilhões referentes a operações intraorçamentárias, que também geram receita de igual valor. Desconsiderada essa parcela, as despesas correntes do Estado são de aproximadamente R$ 87,6 bilhões, enquanto as despesas de capital equivalem a R$ 10 bilhões e a reserva de contingência alcança R$ 1,9 bilhão.
A divisão da despesa total ocorre da seguinte forma, descontadas as operações intraorçamentárias: pagamento de pessoal do Poder Executivo (50,2%), despesas dos outros poderes (16,3%), gastos de capital e custeio dos constitucionais (11,4%) e serviço da dívida (4,1%). Os recursos governamentais seguem, portanto, direcionados para financiar as despesas obrigatórias, com margem reduzida para novos ajustes no orçamento fiscal do próximo ano.
Já em relação ao indicador que mede o comprometimento da receita corrente líquida pelas despesas de pessoal de cada um dos poderes, o cenário projetado para 2023 indica uma apuração de 52,09% para o Executivo e a Defensoria Pública (DPMG); 1,85% para o Ministério Público (MPMG); 2,32% para o Legislativo e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG); e 5,78% para o Judiciário. Os números estão próximos da margem preconizada pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece limites máximos de 49%, 2%, 3% e 6%, respectivamente, para esses setores.
O PLOA 2023 ainda projeta aumento de R$ 2,5 bilhões nas despesas constitucionais em Saúde, Educação, amparo e fomento à pesquisa. Cumprindo os percentuais mínimos obrigatórios estabelecidos pela Constituição Federal em despesas com Saúde (12%) e Educação (25%), o documento fixa despesas de R$ 8,9 bilhões (12%) e de R$ 18,6 bilhões (25,19%) nessas áreas para 2023.
Excluídos os gastos constitucionais, as outras despesas de capital do Poder Executivo somam R$ 6,3 bilhões, contra R$ 5,5 bilhões da LOA 2022. Por fim, na amortização e no pagamento dos juros da dívida, o Estado calcula uma redução de R$ 9 bilhões, na comparação de 2023 com 2022. Para isso, é considerado o cenário de contratação de refinanciamento da dívida com a União e a homologação da adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).
Déficit previdenciário
Em 2023, o resultado negativo previdenciário deve chegar a R$ 19,2 bilhões. O déficit é resultado de uma receita previdenciária de R$ 11,2 bilhões e uma despesa de R$ 30,4 bilhões.
PPAG
Também em 30/9, o Governo de Minas entregou à ALMG o projeto de lei contendo a revisão do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) para o ano de 2023. Essa é a última das revisões do PPAG 2020-2023 – instrumento que reflete o planejamento de médio prazo do Estado.
No projeto de lei do PPAG 2023, as metas físicas e orçamentárias são definidas para o quadriênio 2023-2026. Ao todo, a revisão contempla uma carteira de 164 programas, distribuídos em 889 ações, que serão monitoradas e avaliadas regularmente, de acordo com diretrizes e objetivos estratégicos estabelecidos no Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI) – instrumento de planejamento de longo prazo do Estado, válido até 2030.
Fonte: Agência Minas
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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