Minas Gerais

Público e artistas comemoram Palácio do Samba, que fez estreia no Carnaval da Liberdade 2024

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Sucesso instantâneo. Assim pode ser definido o Palácio do Samba, iniciativa inédita de abrir as portas do Palácio da Liberdade durante o Carnaval para colocar em evidência o samba, gênero que está em vias de ser registrado como Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais.

A iniciativa é do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Comunicação Social, da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Secult-MG) e da Empresa Mineira de Comunicação (EMC), em parceria com a Casulo Cultura e patrocínio da Gasmig.

Durante a programação, de 10 a 13/2, o público lotou os jardins do Palácio da Liberdade para acompanhar atrações como rodas de samba agitou público animado, como a belo-horizontina Maria Vitória Oliveira Silva, de 24 anos, que pela primeira vez passa o Carnaval na cidade natal.

“Estou achando maravilhoso, porque eu não sabia que teria o samba no Carnaval de BH. Geralmente, eu ia para o interior de Minas para descansar. Sou sambista de carteirinha, e o Palácio do Samba está lindo. Só samba de raiz, samba de primeira”, aprovou a jovem, que, além do repertório, elogiou a organização: “Está tudo muito organizado. Você vê a galera se divertindo sem briga, está muito bom!”.

Estrutura

A estrutura do evento também foi elogiada por Fabrício Rodrigues Nascimento, 29 anos, que faz o movimento contrário de Maria Vitória. Apesar de ser de Belo Horizonte, ele mora em Santo Antônio do Monte e há anos vem à capital especialmente para o Carnaval.

“A organização do Palácio do Samba está impecável. A roda do samba está muito boa. Está maravilhoso, arrasaram!”, parabenizou Fabrício.

A alegria do público só não era maior do que a dos músicos. Ramon Feliciano, pandeirista do Grupo Simpatia, se surpreendeu com a adesão das pessoas. “Bastou começar a música para isso aqui encher, e ficou essa maravilha que está aí. Foi muito gratificante para a gente participar desse evento, porque o público cantou com a gente. Muito, muito bom”, alegrou-se.

No domingo (11/2), o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira, visitou o espaço e pôde conferir de perto a animação das pessoas com a iniciativa.

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“Eu tenho visto uma alegria nos blocos, nas áreas sonorizadas, nos bairros, e em especial, no Palácio do Samba, onde está uma energia totalmente contagiante. O povo negro foi quem criou o samba no Brasil, um gênero que, no início do século passado, foi incorporado ao Carnaval e o transformou numa grande festa”, pontua Oliveira.

Democratização do acesso ao Palácio da Liberdade

A felicidade de Fabrício Nascimento com o Palácio do Samba não estava apenas no evento em si. Para ele, ver o Palácio da Liberdade aberto durante o Carnaval foi uma grata surpresa.

“Eu amei quando cheguei aqui e vi o evento no castelo, que antes ninguém tocava. A gente passava aqui na praça e não podia entrar. Na época do Carnaval era sempre fechado. Amei”, reforçou.

Parte de uma política de Estado que democratiza o acesso à antiga sede do Executivo estadual, a iniciativa foi a responsável por fazer Paizinho do Cavaco, vocalista da Velha Guarda Baluartes do Samba, entrar pela primeira vez no Palácio da Liberdade aos 77 anos.

“Sou nascido e criado em Belo Horizonte, sou um garoto de 77 anos, e é a primeira vez que entro no Palácio da Liberdade. E conhecer este espaço fazendo aquilo que faço desde a década de 60 é muito gratificante. Estou me sentindo super bem por me apresentar aqui”, contou Antônio Justino da Silva, nome de registro do integrante da Escola de Samba Cidade Jardim e um dos símbolos do samba de Belo Horizonte.

A presença maciça de um público diverso também encantou o baluarte. “Aqui tem pessoas de todas as idades. Todo mundo tem oportunidade de ouvir o samba, conhecer o sambista. O Palácio do Samba atinge a minha faixa etária e o público jovem”, observou.

“O Palácio do Samba é uma iniciativa muito boa. Uma oportunidade não só para nós da Velha Guarda, mas para toda a comunidade do samba. É uma ação que dá oportunidade para que o sambista se apresente”, concluiu Paizinho do Cavaco, que mostrou seu talento ao lado dos companheiros da Velha Guarda Baluartes do Samba, formada por Fabinho do Terreiro, Raimundo do Pandeiro, Bira Favela, Lulu do Império, Evair Rabelo e Janamô.

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Transmissão ao vivo

A Rede Minas, gerenciada pela Empresa Mineira de Comunicação (EMC), transmitiu integralmente a festa no Palácio do Samba.

O estúdio da emissora pública mineira foi transportado para o local, que, durante os quatro dias de Carnaval, contou com rodas de samba começando às 16h e show de velhas guardas a partir das 19h.

A programação incluiu ainda apresentações de mestres-sala, portas-bandeira, passistas e baianas das escolas de samba de Belo Horizonte.

Os espectadores puderam assistir a tudo pela TV, pelo site redeminas.tv e na plataforma de streaming EMCplay. A Rádio Inconfidência, que também integra a EMC, fez a cobertura jornalística ao vivo e distribuiu copos comemorativos dos 45 anos da emissora.

Circuito Gastronômico de Favelas

O Palácio do Samba também contou com o Circuito Gastronômico de Favelas, espaço de alimentação com a participação de oito chefs da periferia, que levaram o sabor da cozinha mineira e de outras regiões do Brasil para a festa.

O Barreiro foi representado por dois chefs: Lora, com receita intitulada “Lanceta”, e Diones, que leva o “Pastel Trem de Minas”. Dirce, do Alto Vera Cruz, apresentou o prato “Feijoada Senzala”, enquanto Lia, da Barragem Santa Lúcia, serviu “Língua Recheada com Arroz do Campo e Banana Chips”.

Vinda do Morro do Papagaio, Wanusa preparou “Frango com pó de quiabo”, ao passo que Isaías, da Vila Conceição, cozinhou um “Peixe frito”.

O “Embolado Berrante” de Marlene, do Taquaril, e os bombons e tortas diversas de Alê Lucia, da Vila Aparecida, fecharam a lista de delícias apreciadas no Palácio da Liberdade durante os dias de Palácio do Samba.

Fonte: Agência Minas

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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