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Queijo Minas Artesanal do Cerrado obtém reconhecimento de Indicação Geográfica

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Produtores de Queijo Minas Artesanal do Cerrado estão comemorando uma nova conquista. O Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi) divulgou em seu relatório de agosto o reconhecimento de Indicação Geográfica (IG) para o queijo de leite de vaca cru integral. É a terceira região produtora de Queijo Minas Artesanal a obter o registro. As outras duas são as regiões da Canastra e do Serro.

A Indicação Geográfica para o Queijo do Cerrado foi na espécie Indicação de Procedência (IP). De acordo com o instituto, a IP é o nome geográfico de um país, cidade, região ou uma localidade que se tornou conhecido como centro de produção, fabricação ou extração de determinado produto ou prestação de determinado serviço. “A Indicação Geográfica para o Queijo do Cerrado é uma conquista para os produtores, pois irá valorizar ainda mais o queijo e garantir a sua procedência. Ou seja, garantir que é um produto fabricado de acordo com as especificações técnicas na Região do Cerrado”, afirma a coordenadora técnica regional de Bem-Estar Social da Emater-MG, Mara Mota.

O pedido de reconhecimento de Indicação Geográfica foi feito pela Associação de Produtores de Queijo Minas Artesanal do Cerrado (Aprocer), que contou com a ajuda da Emater-MG e Sebrae para obter toda a documentação e fornecer as informações exigidas pelo Inpi. “Junto com essas duas instituições, nós desenhamos toda esta trajetória. Contratamos um profissional especializado na área e, com o apoio dos produtores, Emater e Sebrae, foi montado um dossiê, com todo o histórico, desde a origem deste queijo”, afirma o presidente da Aprocer, Eudes Braga.

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Para ele, ter um registro de reconhecimento nacional beneficia toda a cadeia produtiva do queijo artesanal no país. “Todo o queijo brasileiro ganha com isso. É mais uma região que tem a indicação. É sinal de que o queijo tem um papel fundamental na sociedade, feito de modo artesanal, e que tem um significado pela sua história. Isso traz visibilidade, reconhecimento e segurança para o consumidor, que sabe que está comendo um queijo que foi feito naquela determinada região. É uma carteira de identidade”, diz.

O Queijo Minas Artesanal do Cerrado é fabricado a partir de leite de vaca cru integral, produzido na propriedade de origem e recém-ordenhado. No processo de fabricação, é usado o fermento natural, conhecido como “pingo”, coalho e sal. Ele é maturado pelo período mínimo de 22 dias ou por um tempo menor que venha a ser definido pela legislação.

No formato padrão, ele tem de 15 a 17 centímetros de diâmetro e até sete centímetros de altura. O queijo apresenta sabor suave, adocicado, ligeiramente ácido, podendo ser levemente amanteigado ou picante.

Municípios

Os municípios mineiros que poderão utilizar o selo de Indicação Geográfica para o queijo do Cerrado são: Abadia dos Dourados, Arapuá, Carmo do Paranaíba, Coromandel, Cruzeiro da Fortaleza, Guimarânia, Lagamar, Lagoa Formosa, Matutina, Patos de Minas, Patrocínio, Presidente Olegário, Rio Paranaíba, Santa Rosa da Serra, São Gonçalo do Abaeté, São Gotardo, Vazante, Tiros e Varjão de Minas.

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Segundo a Emater-MG, existem aproximadamente seis mil produtores de Queijo Minas Artesanal na região. “A partir de agora, a associação, a Emater-MG e o Sebrae irão trabalhar no regulamento para o uso da marca do Inpi pelos produtores”, explica Mara Mota.

De acordo com o Inpi, já foram concedidas pelo instituto 114 Indicações Geográficas. A maioria na espécie Indicação de Procedência.

Queijo Minas Artesanal

A Emater-MG orienta os produtores de Queijo Minas Artesanal na adoção de boas práticas agropecuárias e de fabricação, com o objetivo de garantir a segurança sanitária do alimento. A empresa também assessora no processo de legalização das queijarias, além de incentivar a organização dos produtores.

Anualmente, a Emater-MG promove o Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal. A competição busca valorizar a produção do queijo artesanal e aproximar os produtores do mercado comprador.

Em Minas Gerais, existem dez regiões caracterizadas pelo Estado como produtoras de Queijo Minas Artesanal: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Diamantina, Entre Serras da Piedade ao Caraça, Serra do Salitre, Serras da Ibitipoca, Serro e Triângulo Mineiro.

Fonte: Agência Minas

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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