Minas Gerais
Queimadas prejudicam mais de 54 mil clientes da Cemig nos primeiros sete meses de 2023
Além de causar danos irreparáveis ao meio ambiente e colocar em risco a fauna local, as queimadas também trazem outros prejuízos significativos para a população. Somente nos sete primeiros meses deste ano, os incêndios causaram interrupções no fornecimento de energia elétrica para mais de 54 mil clientes da Cemig, em um total de 110 ocorrências envolvendo a rede de distribuição da empresa. Para tentar conscientizar mais a população, a Cemig estendeu sua campanha sobre queimadas até o fim do próximo mês de outubro.
No início desta semana, 380 clientes da Cemig, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, tiveram interrupção do fornecimento de energia em função de uma queimada em uma mata próxima do bairro Serra. O fogo danificou um equipamento da rede de distribuição, que precisou ser substituído em um local de difícil acesso.
Somente na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) foram registradas 28 ocorrências de queimadas, que prejudicaram quase 23 mil clientes. Apenas na capital mineira e no município de Betim, cerca de 17 mil consumidores da Cemig tiveram o fornecimento de energia interrompido em decorrência de incêndios até julho.
As ocorrências de queimadas no sistema elétrico tendem a se intensificar no segundo semestre, pouco antes do período chuvoso. É importante destacar que provocar queimadas – além de deixar hospitais, comércios e escolas sem energia – pode ser considerado crime e levar à prisão. De acordo com o art. 41 da Lei 9.605/98, provocar incêndio em mata ou floresta é tipificado como crime ambiental, que pode resultar em pena de reclusão de dois a quatro anos, além de multa.
A técnica de supervisão e controle do sistema elétrico da Cemig, Suellen Karine Braga Vieira, explica que grande parte dos focos de incêndio é causada por ação humana. “Por isso, a companhia procura reduzir os desligamentos provocados por queimadas que atingem o sistema elétrico alertando a população a respeito dos riscos e consequências dessa prática, que é mais comum nesta época do ano, caracterizada por baixa umidade e vegetação seca”, explica.

Dificuldade de acesso prejudica atuação da Cemig
Ainda segundo Suellen Vieira, os equipamentos da rede elétrica, quando expostos às queimadas, têm seu funcionamento prejudicado, o que pode causar o desligamento de linhas de transmissão, de distribuição e subestações, bem como causar graves acidentes com pessoas que estão próximas a estas áreas. “Um dos maiores desafios para as equipes de campo é chegar ao local da ocorrência para fazer o reparo. Normalmente, são locais de difícil acesso e em áreas rurais muito amplas. Além disso, levar estruturas pesadas, como torres e postes, em áreas acidentadas, torna ainda mais desafiadora a manutenção das redes danificadas pelas queimadas”.
A especialista da Cemig destaca que as queimadas podem prejudicar o fornecimento para hospitais e centros de saúde. “As chamas danificam equipamentos e tornam o restabelecimento mais demorado, o que pode trazer transtornos para todos. Além disso, o alto volume de fumaça pode trazer sérios danos à saúde, principalmente nesta época do ano em que doenças respiratórias são mais comuns. As pessoas precisam se conscientizar dos impactos causados por suas ações, pensar de forma coletiva e evitar dar início a focos de incêndio que podem tomar grandes proporções e causar grandes estragos”, alerta.
Atuação preventiva e medidas de segurança
Para minimizar ocorrências deste tipo em sua área de concessão, a Cemig realiza, constantemente, ações preventivas, investindo na limpeza de faixas de servidão, com poda de árvores e arbustos, além da remoção da vegetação ao redor dos postes e torres. A companhia também realiza inspeções em suas linhas de transmissão, para identificar e mitigar riscos potenciais e tentar evitar ocorrências causadas por queimadas.
Algumas medidas simples podem ser tomadas pela população para conter os riscos. As pessoas devem apagar com água o resto do fogo em acampamentos, para evitar que o vento leve as brasas para a mata, além de não jogar pontas de cigarros acesas na estrada ou em áreas rurais.
Outra atitude consciente é não deixar garrafas plásticas ou de vidro expostas ao sol em áreas com vegetação, porque estes materiais podem criar focos de incêndio. Também existem restrições para a realização de queimadas mesmo quando permitidas por lei: não devem ser realizadas a menos de 15 metros de rodovias, ferrovias e do limite das faixas de segurança das linhas de transmissão e distribuição de energia. A Cemig lembra, ainda, que é proibido o uso de fogo em áreas de reservas ecológicas, preservação permanente e parques florestais.
Em caso de incêndios, a Cemig (116) e o Corpo de Bombeiros (193) devem ser avisados o mais rápido possível. Vale destacar que todos podem denunciar a prática de queimadas ilegais, de maneira anônima, ligando gratuitamente para o telefone 181.
Tecnologia contra queimadas
A Cemig investe na tecnologia do projeto Apaga o Fogo!, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Por meio da plataforma on-line www.apagaofogo.eco.br, que disponibiliza imagens em tempo real, a empresa e qualquer usuário voluntário podem identificar focos de incêndio em sua fase inicial.
Essas imagens são processadas por algoritmos de inteligência artificial que podem validar – já no início – focos de fumaça, além de monitorar a evolução de um incêndio. A plataforma também permite a participação de internautas, que podem se cadastrar e auxiliar na identificação dessas queimadas.
“Dessa forma, as áreas de preservação ambiental poderão ser supervisionadas 24 horas por dia, e ainda podem contar com uma ampla colaboração dos internautas. O objetivo do projeto é reduzir os registros de incêndio. Também vem para melhorar a qualidade dos serviços da companhia, por meio da redução das interrupções no fornecimento de energia elétrica causadas por incêndios próximos às redes de transmissão e distribuição da empresa”, explica o engenheiro de Transmissão da Cemig, Carlos Alexandre Meireles do Nascimento.
Atualmente, o site Apaga o Fogo! monitora, em tempo real em caráter experimental, a Reserva Biológica da UFMG, por meio de câmeras instaladas no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec), e a Mata Serra Verde, a partir de câmeras instaladas na Cidade Administrativa. A serra Rola Moça conta com seis pontos de monitoramento no site. A expansão dessa cobertura irá aproveitar a estrutura já existente nas linhas de transmissão e distribuição de energia para abrigar novas câmeras do projeto. No último feriado de 7/9, o Apaga o Fogo! Identificou uma queimada na Serra do Rola Moça, que poderia desligar linhas de transmissão e de distribuição da Cemig. Contudo, com o alerta e a ação rápida da brigada de incêndio, a estrutura da companhia não foi afetada.
Fonte: Agência Minas
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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