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Regionais de Saúde para controle da tuberculose recebem prêmio em Minas

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Rafael Mendes

Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) concedeu premiação, nesta semana, às Gerências Regionais de Saúde (GRSs), com melhores indicadores de ações relativas ao enfrentamento da tuberculose. A GRS de Pirapora, no Norte de Minas, primeira colocada no prêmio, foi apresentada durante o IV Workshop para o Controle da Tuberculose, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.

O evento também foi uma oportunidade para discutir estratégias de enfrentamento da doença no estado de Minas Gerais, principalmente no que se refere aos processos de gestão e vigilância, e também aos aspectos sociais.

A referência técnica regional do Programa da Tuberculose, Gilza Francisca Alves, aponta que a premiação demonstra a valorização e o reconhecimento dos esforços que são empregados para a melhoria ou garantia da saúde da população, principalmente com relação à tuberculose. “Essa ação e esse evento são estratégicos. A tuberculose continua sendo um grave problema de saúde pública. Reforçamos o nosso compromisso de reproduzir oportunamente todas as demandas solicitadas, orientações ou outras necessidades do serviço”.

Gilza reforça o trabalho conjunto com os municípios. “Deixo registrado esse agradecimento a todos que contribuíram para esse mérito, com boas práticas na rotina dos serviços que culminaram na execução dos indicadores. Ressalto que foi necessário implementar e aprimorar a forma de execução das atividades por meio do repasse de informações sobre os conteúdos abordados no Manual de Recomendação para o Controle da Tuberculose no Brasil”, afirma.

Referência técnica de controle da tuberculose da GRS Barbacena, no Campo das Vertentes, Ana Cristina dos Santos, foi uma das premiadas no evento. “Ganhar um prêmio é sempre gratificante e neste contexto até mais. A gente teve que se desdobrar no contexto da pandemia, que trouxe dificuldades por exemplo na busca da população aos serviços de saúde. E a sobrecarga do serviço de saúde dificulta a adesão e continuidade de tratamento, uma vez que ele é mais longo. No âmbito pessoal, tive uma grande perda, minha mãe, para a covid-19”, conta.

Outra Unidade Regional de Saúde premiada foi Uberaba, no Triângulo Mineiro. A referência técnica de tuberculose, hanseníase e vigilância do óbito da Vigilância Epidemiológica da Unidade Regional de Saúde de Uberaba, Júnia Vilela de Oliveira, destacou a relevância do reconhecimento do trabalho para a equipe.

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“Nós, do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da URS de Uberaba ficamos contentes com esse reconhecimento. Considerando as inúmeras dificuldades em trabalhar os demais agravos em virtude da pandemia de covid-19, tanto na esfera municipal quanto regional,  os profissionais fizeram o que estava ao seu alcance para que a tuberculose não passasse despercebida. Compartilhamos esse prêmio com os 27 municípios da macrorregião de saúde do Triângulo Sul, atores fundamentais da batalha travada na saúde por todos nós no ano de 2021”.

Workshop

“A tuberculose ainda é uma doença prevalente no território mineiro. Em 2021 tivemos 3.487 casos da doença no estado e 552 dos 853 municípios mineiros registraram casos. É importante traçar estratégias com a contribuição das regionais junto à equipe do nível central e oferecer o tratamento adequado à população”, salienta a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES-MG, Herica Vieira Santos.

O workshop, nos dias 15 e 16/3, fez referência ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose, comemorado em 24/3. “É uma data importante de conscientização sobre a doença. Esse workshop surgiu para promover discussões importantes sobre as estratégias de enfrentamento no estado. Estamos em fase de atualização do plano estadual pelo fim da tuberculose como problema de saúde pública, baseado no plano nacional. O nosso plano está sendo estruturado com base nas diretrizes do Ministério da Saúde e inclui também as experiências inovadoras e especificidades do nosso estado”, esclarece a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose da SES-MG, Maíra Veloso.

O evento, contou com a participação das referências técnicas das 28 unidades regionais de saúde, municípios estratégicos, laboratórios macrorregionais, Fundação Ezequiel Dias (Funed) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), além de palestrantes externos, representantes do Ministério da Saúde, do Rio de Janeiroe referências da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG).

Tuberculose

A tuberculose é uma doença que tem cura e o diagnóstico e tratamento são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para o êxito do tratamento, é importante que o paciente tome os medicamentos diariamente, em doses adequadas, e pelo tempo previsto, que costuma ser de seis meses, no mínimo. Com aproximadamente 15 dias de tratamento, a maioria das pessoas não transmite mais a doença, evitando novos casos. Para a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose da SES-MG, Maíra Veloso, um dos principais desafios é a conscientização da população sobre a doença.

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“A tuberculose pode atingir qualquer pessoa, embora determinados grupos tenham maior risco de adoecimento. A tosse por três semanas ou mais é um dos principais sintomas. Temos no SUS a disponibilidade do diagnóstico e tratamento. É importante que as pessoas saibam quais são os sintomas para procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS)”, explica.

Sobre o tratamento, Veloso enfatiza a importância da adesão até o final. “Em geral, nos primeiros meses de tratamento ocorre a regressão dos sintomas e com 15 dias o paciente não transmite mais a doença, mas é necessário que o paciente realize o tratamento de forma adequada até o final, que é de no mínimo 6 meses, para que seja curado.” Em relação ao tratamento e diagnóstico, o SUS conta com diversas tecnologias como teste rápido molecular que faz diagnóstico e ainda sinaliza se o paciente tem resistência ao principal medicamento para tratamento.

A interface entre Atenção Primária e Vigilância Epidemiológica da Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte (SRS-BH) foi apontada como estratégica pela referência técnica de Atenção Primária à Saúde (APS) da SRS-BH, Roseli Lima.

“O evento favorece a elaboração de ações e estratégias envolvendo diferentes e complementares setores na questão da tuberculose. A Atenção Primária, como porta de entrada, e a Vigilância Epidemiológica, potencializam o acesso e o tratamento à população”. Nesse contexto, a superintendente de Vigilância Epidemiológica da SES-MG, Elice Eliane Nobre Ribeiro, destaca o papel das Unidades Regionais de Saúde (URS). “A tuberculose é, historicamente, negligenciada. As URS trabalham nos municípios mineiros com objetivos de detecção precoce da tuberculose, e o acompanhamento até o cidadão completar o tratamento. Há trabalho feito em parceria com a APS na busca ativa. É importante parabenizar as regionais premiadas e que continuem sendo nossos parceiros”.

Confira mais informações sobre a doença, seu tratamento e diagnóstico em www.saude.mg.gov.br/tuberculose.

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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