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Reunião com o governo da Polônia encerra participação de Minas na COP27

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Renata Araújo

Em seu último dia de participação efetiva na 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022 (COP27), que acontece na cidade de Sharm el-Sheikh, no Egito, o Governo de Minas teve uma importante reunião com líderes da Polônia nesta quinta-feira (17/11). O tema da conversa foi a prospecção de parcerias em diversos temas, sobretudo em energia e transportes.

Representaram Minas Gerais na conversa a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Marília Melo, além do presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), Renato Brandão, e o diretor da Invest Minas, Ronaldo Barquette. Pela Polônia, compareceu o Senhor Marechal do Voivodato Silesiano, Jakub Chelstowski, e demais membros da comitiva governamental do país.

De acordo com Marília Melo, as conversas resultaram em uma reunião técnica a ser marcada entre os governos após a COP27, para que a parceria possa ser formalizada e que haja uma troca técnica nos temas de transporte e energia, segundo setor que mais emite gases de efeito estufa no estado, com 27% das emissões, de acordo com o 4º Inventário de Emissões e Remoções Antrópicas de Gases de Efeito Estufa. A parceria, então, poderá ser uma forte aliada para auxiliar na mudança do panorama.

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“Foi um momento muito importante de identificação desses pontos comuns de cooperação e definimos que, após a COP, faremos uma reunião técnica para estabelecer formalmente essa parceria e identificar o caminho que deverá ser traçado para que a gente colabore com a troca técnica nesses temas”, afirmou Marília.

Balanço

Após o término da reunião, a secretária fez um balanço da participação de Minas na COP27. De acordo com Marilia, o governo estadual teve a oportunidade de apresentar diversas entregas relacionadas à agenda climática, especialmente as que foram realizadas após a adesão à campanha Race to Zero, que possui o objetivo de alcançar emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050.

“A assinatura da campanha Race to Zero nos deu a oportunidade de estabelecer diversas parcerias internacionais com CDP, Under2 Coalizion, e, especialmente, com o governo britânico, que financiou o inventário de gases de efeito estufa, que foi atualizado, e a elaboração do Plano de Ação Climática”, disse.
 

Renata Araújo

Previsto para ser lançado em dezembro, o Plano de Ação Climática está em seus ajustes finais. O documento, de acordo com Marília, “é uma importante ferramenta, porque ele apresenta o caminho a ser percorrido e as metas para cada um dos setores, para que atinjamos a neutralidade até 2050, ou seja, a descarbonização da economia mineira”.

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Agendas

Durante as duas últimas semanas, Minas participou de agendas multilaterais e bilaterais para prospectar novas parcerias, que darão condições ao Estado de aprimorar tecnicamente a implementação do Plano de Ação Climática. Outro objetivo do governo foi buscar financiamentos para a execução de outros projetos, sobretudo de restauração florestal na agricultura familiar.

Além da Semad, participaram da COP representando Minas a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), por meio da Invest Minas, e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

“Foi um momento de muito aprendizado e muito produtivo, que resultou em ações práticas pós-COP27, mas, um aprimoramento contínuo na gestão ambiental no estado”, concluiu.

Fonte: Agência Minas

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Marcelo Morais quer disputar presidência da AMM

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O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições

Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.

O posicionamento firme de Marcelo Morais ecoa entre os prefeitos do sudoeste mineiro, que já iniciou as estratégias articuladas para fortalecer a representatividade da região nas eleições da Associação Mineira de Municípios (AMM), previstas para março deste ano.

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