Minas Gerais

‘Tramas’ é tema da oitava edição da mostra CHAMA!, do Centro de Formação Artística e Tecnológica

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Obra Colhendo Café, de Jarbas Juarez (1977) – FCS / Divulgação

Fundação Clóvis Salgado (FCS), por meio da Escola de Artes Visuais do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart), apresenta a mostra CHAMA! – Tramas. Alcançando a sua oitava edição, o espetáculo tem como objetivo possibilitar a aplicação prática pelos estudantes dos conteúdos aprendidos em sala de aula.

Pela terceira vez consecutiva, a mostra entra em contato com o acervo da Fundação Clóvis Salgado, nesta edição homenageando o artista visual Jarbas Juarez e duas de suas obras que compõem o acervo. Abordando as tramas como temática central, a mostra apresenta conteúdos veiculados no site da FCS, dentro da aba Cefart. O público pode conferir produção textual crítica, propostas educativas, conteúdo audiovisual e uma proposta de apresentação virtual de obras do acervo e de obras digitais produzidas por estudantes da Escola de Artes Visuais.

Tramas como ponto de partida

O enfoque desta edição partiu do pressuposto da temática da trama. Trazendo uma perspectiva de pensamentos e reflexões a respeito do objeto, os estudantes e professores da Escola de Artes Visuais do Cefart buscaram elaborar os trabalhos artísticos por meio da concepção da trama como arte coletiva, encontrando relações e vínculos, além de explicitar a importância das conexões culturais e afetivas.

“Trama remete a linhas, pontos, tear, fiar e conexões em rede. Dentro dessa temática, estudantes dos quatros cursos foram convidados a enviar seus trabalhos artísticos que passaram também pela curadoria de estudantes e professores do Curso Básico de Curadoria”, explica Mariana Rodrigues, coordenadora da Escola de Artes Visuais do Cefart.

Em um trabalho minucioso e estritamente elaborado, os estudantes e professores do Cefart tomaram como referência as obras do artista visual Jarbas Juarez para construir as obras que compõem a mostra, correlacionando com o sentido da trama.

“Começamos trazendo elementos que remetem a nossa arte, quem somos como artistas e o que temos a dizer. Tivemos como referência o grande artista Jarbas Juarez. Aos poucos, em cada aula, fomos trazendo ideias, recortando temas, até chegar na palavra ‘tramas’, que conseguiu abarcar a essência do nosso grupo que é um pouco de tudo que perpassa cada artista. Trama, no sentido de emaranhado da vida, de tecer, dar e desfazer nós, costurar, amarrar e unir, nesse imenso fazer e refazer que é a vida”, relata Mariana Guieiro, estudante da Escola de Artes Visuais do Cefart. 

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Processo criativo e afetuoso

O processo de desenvolvimento e execução da mostra decorreu da criação efetiva dos estudantes em conjunto com os professores das quatro escolas do Cefart. Em um movimento colaborativo, cada parte concedeu ideias e conceitos específicos para a produção do espetáculo.

“Existe todo um trabalho tanto acadêmico quanto técnico para a chegada da mostra. Nós estudamos toda a obra de Jarbas Juarez, todas as suas características e onde ele se localiza no cenário artístico. O que eu achei extremamente interessante é que existe um momento em que cada disciplina se converge para o trabalho específico do homenageado, nesse caso, do Jarbas Juarez. Foi uma pesquisa extremamente profunda assessorada pelos professores. Houve uma reunião em que estudantes e professores das quatro escolas se conectaram para discutir a mostra. Foi um momento singular e profundamente importante. E ali, diante de todo um cenário preparatório e técnico, foi o momento em que tivemos para pensar quais os formatos cada artista iria trabalhar”, explica Rita Matiusso, estudante da Escola de Artes Visuais do Cefart.

Obra Nu, de Jarbas Juarez (1978) – FCS / Divulgação

Para Rita, além da oportunidade do aprendizado e da execução prática de uma obra, a mostra possibilitou, também, um caminho de conexão afetiva com as origens de sua família. “No meu caso, como sou atriz, trabalhei como uma fotoperformance, pensando na questão do café e como ele é presente na obra de Jarbas Juarez. E isso, particularmente, dialoga muito com a história da minha família, que eram imigrantes que vieram para o Brasil para a colheita e plantação de café. Portanto, produzir para essa mostra teve um gosto imensamente especial. Me fez pesquisar, além da obra de Juarez, a minha ancestralidade e a memória de minha família. Foi uma experiência extremamente rica para mim”, relata.

Jarbas Juarez

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O mineiro de 86 anos é o grande homenageado da oitava edição da mostra CHAMA!. Juarez transita pelas mais variadas formas artísticas, seja como pintor, muralista, escultor, desenhista, gravador, designer gráfico, ilustrador, professor e jornalista. Natural de Coqueiral-MG e morador de Belo Horizonte desde a sua juventude, a obra do artista remonta às suas relações de afetos e construções dentro do território mineiro. Em duas delas, Colhendo Café (1977) e Café (1978), presentes no acervo da Fundação Clóvis Salgado, a trama se faz presente em seu modo mais concreto, aproximando o público de suas memórias.

“Em 2020, professores da Escola de Artes Visuais do Cefart criaram o conceito de trabalhar com as obras do acervo da Fundação Clóvis Salgado. Trabalhar com esse acervo institucional traz conversas sobre conservação, armazenamento, memória, além do acesso ao acervo público que enriquece os debates que acontecem durante as aulas. Para esta edição, foi escolhido o artista Jarbas Juarez, pela relevância de seus trabalhos no contexto das artes visuais e por toda a sua história como multiartista e professor”, relata Mariana Rodrigues.

Mostra 

CHAMA é a mostra artística da Escola de Artes Visuais do Cefart, um projeto pedagógico caracterizado por incluir em sua programação atividades como exposições, rodas de conversa, oficinas, ações de mediação cultural, propostas artísticas diversas como apresentações, saraus, performances e feiras de arte. O evento ocorre ao final de cada semestre, seguindo o calendário da Escola de Artes Visuais, integrando a programação de mostras artísticas do Cefart.

O principal objetivo da CHAMA é possibilitar a aplicação prática pelos estudantes dos conteúdos aprendidos em sala de aula, durante os cursos disponibilizados: Formação Continuada em Assistente de Produção Cultural, Curso Básico de Arte Educação, Curso Básico de Curadoria e Curso Básico de Expografia. A primeira mostra da Escola de Artes Visuais, ‘Sarau das Incertezas’, aconteceu em 2017, na sala Juvenal Dias. O nome CHAMA só passou a ser utilizado a partir da terceira versão do evento. Em 2022, a mostra completa a sua oitava edição.

Serviço

Mostra CHAMA! – Tramas

Endereço: Avenida Afonso Pena, 1.537 – Belo Horizonte (MG)

Acesso virtual: site da Fundação Clóvis Salgado

Informações para o público: (31) 3236-7400

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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