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Central de Triagem promove celeridade e auxilia no combate à litigância predatória

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A Central de Triagem (CTBH), implantada pela Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) em fevereiro de 2023, tem colaborado para a redução dos trabalhos das secretarias de varas Cíveis, varas de Feitos Tributários do Município e da vara de Precatórias Cíveis.

A área unifica procedimentos, gera padronização dos trabalhos, detecta os processos com anomalias – que podem gerar uma sobrecarga no trabalho jurisdicional – e contribui para a produção de estatísticas e qualificação dos atendimentos anômalos. Além disso, a Central previne a litigância predatória e tem atuação estratégica e cooperativa em unidades judiciárias.

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Para o corregedor-geral de Justiça, desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior, o trabalho de qualidade da Central de Triagem promove a celeridade com segurança nas atividades das secretarias (Crédito: Cecília Pederzoli/TJMG)

Criada pela portaria Nº 7.663/CGJ/2023, a CTBH atua em conjunto com a equipe estratégica da Direção do Foro e está vinculada à Gerência de Distribuição, Autuação de Feitos, Devolução de Autos e Protocolo de Petições (Gedipro), com orientação técnica do Núcleo de Monitoramento de Demandas Predatórias (Numopede) e do Centro de Inteligência da Justiça de Minas Gerais (CIJMG).

O corregedor-geral de Justiça, desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior, ressaltou que o trabalho de qualidade da Central de Triagem promove a celeridade com segurança nas atividades das secretarias. “Esta é uma importante iniciativa da gestão. Além de retirar das já assoberbadas secretarias funções de análise processual, para possibilitar o exercício de outras atividades também relevantes, a triagem realizada com método e pessoal especializado torna mais ágil a apuração de anomalias e a constatação de eventual procedimento que pode ser qualificado como litigância predatória, para que o resultado seja levado de pronto ao juiz logo após o ajuizamento da ação. Essa medida repercute no número de feitos que vão contar com tramitação regular tanto na 1ª quanto na 2ª Instâncias”, disse.

A chamada litigância predatória consiste no ajuizamento de demandas com características de abusividade e/ou fraude processual que podem ser repetitiva, fraudulenta ou artificial. Na maioria, a abusividade ocorre em situações como a apresentação de petições iniciais com um mesmo comprovante de residência para diferentes ações, particionamento de pedidos relacionados a uma mesma causa, petições iniciais sem documentos comprobatórios ou não relacionados com a causa, ausência de pagamento de custas, petições iniciais genéricas e distribuição de ações idênticas.

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A equipe da Central de Triagem é responsável por analisar os documentos apresentados nas petições iniciais e inserir as informações em um sistema desenvolvido pelo TJMG para o setor (Crédito: Raquel Medeiros)

Essas anomalias são identificadas pela Central de Triagem. A equipe da área é responsável por analisar os documentos apresentados nas petições iniciais e inserir as informações em um sistema desenvolvido pelo TJMG para o setor. A emissão da Certidão de Triagem é feita após essa camada de avaliações.

O documento certifica que o material entregue está de acordo com a legislação, além de confirmar que as partes e advogados estão devidamente cadastrados. A certificação também denota a indicação de prioridade, a existência de pedido de liminar, o segredo de Justiça, o pagamento de custas, entre outros tópicos necessários para o início de uma ação judicial.

Por meio do trabalho do setor, tornou-se possível tabular e acompanhar detalhadamente as petições iniciais, prevenindo a litigância predatória e identificando os padrões anômalos de distribuição. Os casos específicos, que podem ser considerados como litigância predatória, são analisados por uma equipe à parte.

O juiz diretor do Foro da Comarca de Belo Horizonte, Sérgio Henrique Cordeiro Caldas Fernandes, ressaltou a atuação da Central de Triagem. “A CTBH auxilia as unidades judiciárias na emissão das certidões de triagem e conjuntamente faz um levantamento dos dados visando gerar informações que serão tratadas e permitirão a adoção de diagnósticos precisos e medidas que promovam a correta distribuição dos feitos, a celeridade processual e também combate à litigância predatória”, afirmou.

Segundo o superintendente adjunto de Planejamento da Secretaria da Corregedoria-Geral de Justiça, juiz Marcelo Rodrigues Fioravante, a Central exerce outras funções importantes, além da contribuição para a identificação de litigância predatória. “A Central de Triagem, com sua equipe especializada, também exerce papel fundamental na identificação de anomalias de cadastros e de documentos que implicam a imediata devolução dos processos aos advogados, convidando-os a promoverem o saneamento”.

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Cerca de 30% dos processos dos tribunais estaduais brasileiros são predatórios ao Judiciário, contribuindo para a morosidade no andamento dos processos (Crédito: Cecília Pederzoli/TJMG)

Para o juiz Guilherme Lima Nogueira da Silva, em atuação na 23ª Vara Cível de Belo Horizonte e coordenador da CTBH, os dados já apresentados pela Central demonstram a importância da iniciativa. “ Alcançamos com a Central de Triagem e com o Numopede a consciência de que todo o sistema jurisdicional deve estar atento e unido no combate às fraudes. Essa atenção é constante porque as formas de fraudes podem ser alteradas todos os dias. Hoje, temos o reconhecimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) devido aos resultados de identificação de anomalias que já alcançamos com essa iniciativa”, afirmou.

O juiz enfatizou que as anomalias processuais devido às fraudes geram danos expressivos para os tribunais. “Uma nota técnica assinada pelo TJMG e por diversos tribunais estaduais e federais do país, em janeiro de 2024, mostra que 30% dos processos dos tribunais estaduais brasileiros, que englobam feitos como ações declaratórias de inexistência de débito com pedido de exclusão de negativação, frequentemente acompanhado de pleito de indenização por danos morais, ações revisionais de contratos bancários em geral e diversas ações em que se discutem empréstimos bancários, são predatórios ao Judiciário, o que produz uma morosidade na Justiça. Essas situações são de interesse público porque é um ataque à força de trabalho do Tribunal”, disse.

O magistrado explicou que a nota técnica foi elaborada para o Superior Tribunal de Justiça fundamentar o julgamento do Tema Repetitivo 1.198 (REsp 2.021.665). Nessa decisão será deliberado se magistradas e magistrados poderão obrigar, quando verificada a possibilidade de existência de litigância predatória em um processo, a apresentação de novos documentos para embasar os pedidos.

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Fonte: Tribunal de Justiça de MG

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Carlos Henrique Romanelli, “Carlinhos do Ney”, é eleito vereador em Itamonte com o compromisso de seguir o legado do pai, Ney Romanelli

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Carlos Henrique Romanelli, conhecido carinhosamente como “Carlinhos do Ney”, 56 anos, casado e pai de três filhos, agora faz parte da Câmara Municipal de Itamonte. Eleito pelo PL (Partido Liberal), Carlinhos assume seu lugar como vereador com um grande compromisso: continuar o legado do pai, o inesquecível Ney Romanelli, ex-prefeito de Itamonte por três mandatos e símbolo de trabalho e dedicação à cidade.

Ney Romanelli, falecido recentemente, deixou sua marca através de grandes obras e transformações em Itamonte. Com um coração generoso, o ex-prefeito conquistou o carinho e a admiração do povo, sendo lembrado como alguém que sempre esteve presente nas dificuldades dos cidadãos. “Meu pai foi um grande líder, um exemplo de humildade e amor pela cidade”, afirma Carlinhos, com a emoção de quem foi influenciado profundamente pela trajetória do pai.

O legado de Ney Romanelli é visível nas estruturas que transformaram a cidade, e seu nome permanece na memória dos moradores como sinônimo de uma administração que cuidava de cada detalhe da cidade com zelo e comprometimento. “Quero dar continuidade a esse trabalho, resgatar a simplicidade e o contato próximo com o povo, que meu pai sempre teve”, declara Carlinhos do Ney, evidenciando que sua gestão será marcada pelo mesmo carinho e dedicação, bem como pelo trabalho sério e humanizado que pautou a política de seu pai.

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Com a sua eleição, Carlinhos do Ney chega à Câmara Municipal como a voz do povo, com um olhar atento aos problemas diários que afetam a comunidade. Ele leva consigo o exemplo de liderança do pai, mantendo a humildade e o carinho no trato com cada cidadão de Itamonte, sempre buscando soluções para o bem-estar da população.

A cidade aguarda com expectativa os próximos passos de Carlinhos como vereador, já reconhecendo nele a vontade de fazer a diferença, mantendo a essência de quem cresceu ao lado de um homem que dedicou sua vida à sua terra e ao seu povo. Carlinhos do Ney já se mostra como um político de proximidade, que não perdeu a conexão com as raízes e que promete caminhar, com dedicação e respeito, pelos mesmos trilhos que seu pai seguiu, com muito trabalho e amor por Itamonte.

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