Tribunal de Justiça
Ejef e GMF promovem curso sobre audiências concentradas

O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), por meio da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef) e o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e das Medidas Socioeducativas (GMF), realizou, nesta sexta-feira (11/8), o curso “Audiências concentradas como recurso de integração da política socioeducativa”, no auditório da Corregedoria-Geral de Justiça e na sede da Ejef.

A atividade é destinada a magistradas e magistrados com competência em matéria de infância e juventude em Minas Gerais que possuem unidade de atendimento socioeducativo em sua jurisdição; defensoras e defensores públicos, promotoras e promotores de Justiça atuantes na infância e juventude das comarcas que possuem unidade socioeducativa; além de servidoras e servidores da direção da Subsecretaria de Atendimento Socioeducativo (Suase).
A mesa de honra foi formada pelo supervisor do GMF, desembargador José Luiz de Moura Faleiros, representando o presidente do TJMG, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho; o coordenador geral da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), desembargador Antônio Carlos Cruvinel, representando o superintendente do Programa Novos Rumos do TJMG, desembargador Jayme Silvestre Corrêa Camargo; a coordenadora geral do Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário Portador de Sofrimento Mental (PAI-PJ), desembargadora Márcia Maria Milanez; o juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Edinaldo César Santos Junior.
Também participaram a juíza auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais, Simone Saraiva de Abreu Abras, representando o corregedor-geral de Justiça do TJMG, desembargador Luiz Carlos de Azevedo Corrêa Junior; o juiz Ricardo Rodrigues de Lima, da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Juiz de Fora, representando o coordenador executivo da Coordenadoria da Infância e da Juventude (Coinj), juiz Flávio Umberto Moura Schmidt; o assessor chefe da Assessoria Jurídica da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Prisional (Sejusp), procurador Thiago José Teixeira de Assis Coelho, representando o Governador de Minas Gerais, Romeu Zema; o secretário adjunto da Sejusp, Edgar Estevão da Silva, representando o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco; a coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Minas Gerais (Caodca), promotora de Justiça Paola Domingos Botelho Reis de Nazaré; a coordenadora estadual de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cededica), defensora pública Daniele Bellettato Nesrala e da subsecretaria de Atendimento Socioeducativo da Sejusp, Giselle da Silva Cyrillo.
A mesa de honra incluiu ainda os juízes José Roberto Poiani, da Vara da Infância e da Juventude de Uberlândia, membro do GMF e da Coinj; Afrânio José Fonseca Nardy, da Vara Infracional da Infância e da Juventude da Comarca de Belo Horizonte e membro do GMF; do coordenador executivo da Apac, Gustavo Moreira; da coordenadora executiva do Pai-PJ, Bárbara Isadora Santos Sebe Nardy; auxiliar da Corregedoria Andréa Cristina de Miranda Costa e também do coordenador estadual do Programa Fazendo Justiça do CNJ, Lucas Pereira Miranda.
O desembargador José Faleiros ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pelo programa Novos Rumos, em especial das Apacs e do PAI-PJ, e de se realizar um evento para debater o tema do curso. “As audiências concentradas representam uma ferramenta poderosa no processo de integração da política socioeducativa. Ao concentrar diversos atores e recursos em um único espaço e momento, essas audiências permitem uma abordagem holística e eficiente para essas questões complexas. Elas facilitam a colaboração entre diferentes setores governamentais, organizações não governamentais e comunidades locais, promovendo uma compreensão mais profunda das necessidades sociais e educacionais”, afirmou o supervisor do GMF.
A desembargadora Márcia Milanez celebrou a oportunidade desse encontro com as presenças de magistrados de diferentes instituições. “Devemos todos estar juntos, pois estamos na mesma caminhada. Hoje, foi um dia de trabalho e muita alegria e emoção. A instalação das audiências concentradas era um sonho antigo do GMF que agora se tornou realidade”.
O desembargador Antônio Carlos Cruvinel afirmou que o sistema socioeducativo desempenha um papel primordial na vida dos jovens em conflito com a lei. “Oferece uma oportunidade concreta de mudança, crescimento pessoal e reintegração à sociedade, tendo seus objetivos centrados na ressocialização, educação e prevenção da reincidência, ocasionando impactos positivos e duradouros, não apenas na vida desses jovens, mas também para a sociedade como um todo. As audiências concentradas representam um passo significativo em direção a uma Justiça mais ágil e humanizada”, afirmou.
Estudos e desenvolvimento
O curso teve uma etapa de painéis explicativos e uma etapa com oficinas. Antes das palestras houve leitura de algumas cartas escritas por adolescentes que cumprem medida socioeducativa.
O primeiro painel foi apresentado pelo juiz Edinaldo César Santos Junior, do CNJ, que trouxe o tema “Políticas Judiciárias na socioeducação e a atuação do Programa Fazendo Justiça no Brasil”. Ele deu uma aula sobre as políticas judiciárias desde a lei Áurea, em 1888, passando por diferentes fases históricas do tratamento dado à infância pelo Poder Judiciário no Brasil, começando pela absoluta indiferença, depois a fase da mera imputação criminal, a tutelar e a da proteção integral. “Eu sou um homem preto e me pareço muito com os socioeducandos com os quais vocês trabalham diariamente. penso naqueles que se parecem comigo e que precisam de todos nós”, disse o palestrante.

A segunda apresentação foi feita pela subsecretaria de Atendimento Socioeducativo da Sejusp, Giselle da Silva Cyrillo, sobre o “Programa de Atendimento das Unidades em Minas Gerais”, com dados e informações sobre o trabalho que é desenvolvido pela Sejusp. Ela mostrou que 16 estados brasileiros já implementaram a metodologia das audiências concentradas no país e Minas foi um dos pioneiros.
“Todos os avanços que conseguimos experimentar nos últimos anos no atendimento aos adolescentes em cumprimento de medida em Minas Gerais adveio dessa parceria, disposição, numa construção colaborativa das instituições. Antes de sermos Poder Executivo e Judiciário, nós somos o sistema de garantia. Promovemos os direitos das crianças e adolescentes e agradeço por este investimento no sistema socioeducativo.”, afirmou Giselle Cyrillo.
Para encerrar a etapa de palestras, o juiz José Roberto Poiani falou sobre o tema “Apresentação do Provimento Conjunto Nº 125/2023 sobre Audiências Concentradas”, que dispõe sobre as diretrizes e os procedimentos para a realização de audiências concentradas no sistema socioeducativo, visando a reavaliar as medidas socioeducativas de internação e semiliberdade no Estado de Minas Gerais.
Ele trouxe dados da Comarca de Uberlândia, onde atua e que já realizou 141 audiências desde julho de 2022. E também informações sobre as oitivas qualificadas nas audiências de concentração como explicação simples sobre o que é a audiência de reavaliação; indagar sobre o tratamento recebido ao longo da medida; indagar sobre a participação na elaboração do Plano Individual de Atendimento (PIA) e a realização das atividades previstas; abrir espaço para que o adolescente manifeste e requeira o que desejar; facultar a palavra à família e, em caso de registro de sanção disciplinar, indagar sobre as circunstâncias de apuração da falta disciplinar.

“Há todo um trabalho para a realização das audiências concentradas presenciais que envolvem diversos atores e instituições. É preciso ter uma escuta atenta, resgatar os laços familiares, trazer outras referências para esses jovens além dos pais e ouvir o que eles têm a dizer”, disse o juiz de Uberlândia.
As oficinas envolveram conversas sobre a coordenação das audiências concentradas e elementos aplicados na metodologia. O tema foi “Diálogos sobre a Aplicação da Metodologia de Audiências Concentradas em Minas Gerais” e incluiu análise do caso concreto entre os integrantes de cada subgrupo e dinâmica entre os membros para discussão de cada caso.
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Fonte: Tribunal de Justiça de MG


Notícia Boa!
Carlos Henrique Romanelli, “Carlinhos do Ney”, é eleito vereador em Itamonte com o compromisso de seguir o legado do pai, Ney Romanelli

Carlos Henrique Romanelli, conhecido carinhosamente como “Carlinhos do Ney”, 56 anos, casado e pai de três filhos, agora faz parte da Câmara Municipal de Itamonte. Eleito pelo PL (Partido Liberal), Carlinhos assume seu lugar como vereador com um grande compromisso: continuar o legado do pai, o inesquecível Ney Romanelli, ex-prefeito de Itamonte por três mandatos e símbolo de trabalho e dedicação à cidade.
Ney Romanelli, falecido recentemente, deixou sua marca através de grandes obras e transformações em Itamonte. Com um coração generoso, o ex-prefeito conquistou o carinho e a admiração do povo, sendo lembrado como alguém que sempre esteve presente nas dificuldades dos cidadãos. “Meu pai foi um grande líder, um exemplo de humildade e amor pela cidade”, afirma Carlinhos, com a emoção de quem foi influenciado profundamente pela trajetória do pai.
O legado de Ney Romanelli é visível nas estruturas que transformaram a cidade, e seu nome permanece na memória dos moradores como sinônimo de uma administração que cuidava de cada detalhe da cidade com zelo e comprometimento. “Quero dar continuidade a esse trabalho, resgatar a simplicidade e o contato próximo com o povo, que meu pai sempre teve”, declara Carlinhos do Ney, evidenciando que sua gestão será marcada pelo mesmo carinho e dedicação, bem como pelo trabalho sério e humanizado que pautou a política de seu pai.
Com a sua eleição, Carlinhos do Ney chega à Câmara Municipal como a voz do povo, com um olhar atento aos problemas diários que afetam a comunidade. Ele leva consigo o exemplo de liderança do pai, mantendo a humildade e o carinho no trato com cada cidadão de Itamonte, sempre buscando soluções para o bem-estar da população.
A cidade aguarda com expectativa os próximos passos de Carlinhos como vereador, já reconhecendo nele a vontade de fazer a diferença, mantendo a essência de quem cresceu ao lado de um homem que dedicou sua vida à sua terra e ao seu povo. Carlinhos do Ney já se mostra como um político de proximidade, que não perdeu a conexão com as raízes e que promete caminhar, com dedicação e respeito, pelos mesmos trilhos que seu pai seguiu, com muito trabalho e amor por Itamonte.
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