Tribunal de Justiça
Exposição “Tuhut – Arte e Inclusão em Rede” é aberta no TJMG

O presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho, conduziu nesta segunda-feira (31/7) a cerimônia de lançamento da exposição “Tuhut – Arte e Inclusão em Rede”, aberta à visitação em dias úteis, de segunda a sexta-feira, de 9h às 18h, até 18/8, na Galeria de Arte do TJMG, na Avenida Afonso Pena, 4001.
A exposição, realizada pela Diretoria Executiva de Comunicação (Dircom), por meio do TJMG Cultural, reúne fotografias do povo Maxakali, de aldeias localizadas no Vale do Mucuri, região Nordeste de Minas Gerais. A mostra também conta com peças produzidas por indígenas das etnias Maxakali, Krenak, Pataxó e Xakriabá, que fazem parte do acervo da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), como chocalhos, lanças, máscaras, instrumentos musicais, objetos destinados a ritos e adornos e peças confeccionadas com madeira, penas e palhas e cerâmica.

As 15 fotografias da exposição são da repórter fotográfica do TJMG Cecília Pederzoli, e foram captadas durante o mutirão de Justiça Itinerante realizado no final do mês de abril em aldeias maxakalis do Vale do Mucuri. Durante o evento, foi assinado um termo de cooperação técnica entre o TJMG e a Funai para a execução de ações conjuntas entre a fundação e o Judiciário mineiro, por meio dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania.
Reconhecimento internacional
No discurso de abertura da exposição, o presidente José Arthur Filho falou sobre a importância da iniciativa como forma de divulgação do trabalho das tribos indígenas que vivem em Minas Gerais. “Essa exposição é desdobramento da ação que o juiz Matheus Moura Matias Miranda, atualmente titular da Comarca de Caeté, alma sensível e humanista, idealizou quando titular da Comarca de Águas Formosas: o projeto ‘Cidadania, Democracia e Justiça ao Povo Maxakali’, desenvolvido pelo magistrado por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania local, em parceria com diversas outras instituições. e institucionalizado pela 3ª Vice-Presidência do TJMG”, afirmou.

O projeto foi reconhecido internacionalmente pelo Observatório da Inovação no Setor Público, fórum global liderado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, entre centenas de propostas de mais de 90 países.
Ações conjuntas
O presidente José Arthur Filho também falou sobre o termo de cooperação técnica entre a Corte Mineira e a Funai para execução de ações conjuntas entre a Fundação e o Poder Judiciário mineiro, por meio dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania. “A iniciativa garante e amplia o acesso dos povos indígenas aos serviços judiciários, aproveitando-se da capilaridade dos Cejuscs, presentes em todas as 298 comarcas mineiras”, ressaltou.

Ele também agradeceu ao juiz Matheus Miranda, por ter desencadeado o movimento no TJMG, a todos os setores do Tribunal que abraçaram a temática e às equipes que se envolveram diretamente na realização da exposição. O presidente do TJMG também parabenizou a Funai, as aldeias que compartilharam os objetivos expostos, o artista indígena Geovani Krenak, autor de esculturas indígenas, e a repórter fotográfica Cecília Pederzoli.

Escuta ativa
A coordenadora adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Povos e Comunidades Tradicionais, desembargadora Shirley Fenzi Bertão, que também representou no evento a 3ª vice-presidente do TJMG, desembargadora Ana Paula Nannetti Caixeta, afirmou que a exposição é uma forma de mostrar às pessoas que transitam diariamente pelo edifício-sede a existência e a força da cultura indígena em Minas Gerais. “É uma cultura diversificada e que deve ser respeitada”, disse.
Ela também destacou a importância do Cejusc Povos e Comunidades Tradicionais, criado para auxiliar na interlocução do TJMG com as populações indígenas, inclusive as mais isoladas. “Estamos realizando visitas a todos os territórios indígenas para estabelecer uma escuta ativa com estes povos. Temos que ouvi-los para podermos oferecer soluções para estes povos, cuja ancestralidade não respeitamos ao longo da nossa história”, salientou.
Para a desembargadora Shirley Bertão, o Poder Judiciário tem a missão de formar uma grande rede, trabalhando em conjunto com o Poder Executivo, organizações civis, universidades, Ministério Público e Defensoria Pública para auxiliar na defesa da cidadania das populações indígenas.

Ampliação
O juiz Matheus Miranda, que agora atua na Comarca de Caeté, foi o idealizador do Projeto Cidadania, Democracia e Justiça ao Povo Maxakali, quando ainda respondia pela Comarca de Águas Formosas, Nordeste de Minas Gerais.
Ele ressaltou que o projeto provocou uma mudança de postura do Poder Judiciário, que passou a ter um outro olhar para os povos indígenas do Estado, o que corresponde, inclusive, a uma orientação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que tribunais de todo o país mantenham permanente diálogo com os povos e comunidades tradicionais.
“Agora, queremos ampliar o nosso projeto para outros povos indígenas de Minas Gerais, com a previsão de que, agora em agosto, visitaremos a aldeia dos Xakriabás, na Região Norte de Minas, por meio de um grande mutirão, como fizemos com os povos Maxakalis”, anunciou o magistrado.
Cidadania
O coordenador Regional da Fundação Nacional do Índio em Minas Gerais, Douglas Krenak, acredita que o termo de cooperação assinado entre o TJMG e a Funai vai criar mecanismos que facilitarão o acesso dos indígenas à questões básicas como emissão de certidões de nascimentos e outros documentos, além de dar cidadania ao integrantes das várias tribos espalhadas pelo Estado.

“Estamos dando um grande passo para garantir que os povos indígenas tenham acesso, por exemplo, a uma alimentação de qualidade e mais saúde. A Funai deixa de ser a única entidade nesta luta e transfere a responsabilidade para outras instituições como o Tribunal de Justiça”, frisa o coordenador Regional da Funai.
Engajamento
Para a repórter fotográfica Cecília Pederzoli, é fundamental que o Poder Judiciário esteja presente nas diversas aldeias indígenas para garantir os direitos de povos originários.
Há quatro anos atuando no TJMG, ela considera a exposição muito importante para sua carreira. “Sempre fui muito engajada com questões ambientais e indígenas e tenho muito orgulho desta exposição. Temos que defender a demarcação das terras indígenas, pois muitos povos ainda habitam áreas que não foram demarcadas e que podem ser retirados de lá por grileiros e garimpeiros que agem de forma ilegal”, concluiu a repórter fotográfica do TJMG.

Ao final da solenidade, a Diretoria Executiva de Comunicação (Dircom) do TJMG exibiu um vídeo, retratando a tradição e a cultura do povo Maxakali. Representantes dos povos Pataxós apresentaram cantos e danças em homenagem ao evento.
Presenças
Também estiveram presentes no evento o procurador federal José Figueiredo Silva; a deputada estadual Andrea de Jesus, além de desembargadores, juízes e servidores do TJMG.
Veja o álbum com mais imagens da abertura da exposição.
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Fonte: Tribunal de Justiça de MG


Notícia Boa!
Carlos Henrique Romanelli, “Carlinhos do Ney”, é eleito vereador em Itamonte com o compromisso de seguir o legado do pai, Ney Romanelli

Carlos Henrique Romanelli, conhecido carinhosamente como “Carlinhos do Ney”, 56 anos, casado e pai de três filhos, agora faz parte da Câmara Municipal de Itamonte. Eleito pelo PL (Partido Liberal), Carlinhos assume seu lugar como vereador com um grande compromisso: continuar o legado do pai, o inesquecível Ney Romanelli, ex-prefeito de Itamonte por três mandatos e símbolo de trabalho e dedicação à cidade.
Ney Romanelli, falecido recentemente, deixou sua marca através de grandes obras e transformações em Itamonte. Com um coração generoso, o ex-prefeito conquistou o carinho e a admiração do povo, sendo lembrado como alguém que sempre esteve presente nas dificuldades dos cidadãos. “Meu pai foi um grande líder, um exemplo de humildade e amor pela cidade”, afirma Carlinhos, com a emoção de quem foi influenciado profundamente pela trajetória do pai.
O legado de Ney Romanelli é visível nas estruturas que transformaram a cidade, e seu nome permanece na memória dos moradores como sinônimo de uma administração que cuidava de cada detalhe da cidade com zelo e comprometimento. “Quero dar continuidade a esse trabalho, resgatar a simplicidade e o contato próximo com o povo, que meu pai sempre teve”, declara Carlinhos do Ney, evidenciando que sua gestão será marcada pelo mesmo carinho e dedicação, bem como pelo trabalho sério e humanizado que pautou a política de seu pai.
Com a sua eleição, Carlinhos do Ney chega à Câmara Municipal como a voz do povo, com um olhar atento aos problemas diários que afetam a comunidade. Ele leva consigo o exemplo de liderança do pai, mantendo a humildade e o carinho no trato com cada cidadão de Itamonte, sempre buscando soluções para o bem-estar da população.
A cidade aguarda com expectativa os próximos passos de Carlinhos como vereador, já reconhecendo nele a vontade de fazer a diferença, mantendo a essência de quem cresceu ao lado de um homem que dedicou sua vida à sua terra e ao seu povo. Carlinhos do Ney já se mostra como um político de proximidade, que não perdeu a conexão com as raízes e que promete caminhar, com dedicação e respeito, pelos mesmos trilhos que seu pai seguiu, com muito trabalho e amor por Itamonte.
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