Tribunal de Justiça
Idosa viveu quase um século sem ter reconhecida a paternidade

Quase 100 anos de vida, seis filhos, nove netos e muita história pra contar. Dona Carmelita de Santo Antônio Chaves, de 97 anos, não tirou o sorriso do rosto desde que entrou na sala de audiências do Centro de Reconhecimento de Paternidade, em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (15/12), onde veio finalizar o acordo de reconhecimento de paternidade, em uma audiência híbrida ( presencial e virtual), com os irmãos biológicos.
Acompanhada de três dos filhos e uma sobrinha, filha da irmã gêmea que também estava buscando o reconhecimento do pai de origem portuguesa na certidão, Carmelita fez questão de cumprimentar todos os presentes, sorriu muito e também arrancou muitos sorrisos dos presentes com um senso de humor contagiante e muita simpatia.
Ela mesma contou toda a história de seus quase 100 anos de vida, desde que ela e a irmã gêmea foram separadas e doadas para dois casais de compadres da mãe biológica. Registrada por uma tia da família adotiva, Carmelita disse que a certidão dela “foi muito mal feita” porque a tia, analfabeta, não conseguiu indicar quase nenhuma informação sobre as gêmeas.

Na certidão original de nascimento não constava nome do pai ou outras informações familiares, e tampouco sobrenome, que a professora Carmelita só oficializou por ocasião do casamento, quando aproveitou para acrescentar “de Santo Antônio Chaves”, do marido, já falecido.
Em março desse ano, a família decidiu buscar e confirmar as poucas informações que tinham sobre a origem de Carmelita e sua irmã gêmea, Carmélia. A “comitiva” que a acompanhava, como ela se referiu à família, partiu de Belo Horizonte, onde ela mora, para o distrito de Carrancas, na região de Campo das Vertentes, próximo a São João Del Rey, onde foi criada.
A motivação para ir atrás das origens foi de Carmelita, que se sensibilizou com o esforço dos netos e sobrinhas, que pretendem tentar a sorte em Portugal. Uma das sobrinhas, neta da irmã, Carmélia, já mora no país, e as irmãs dela pretendem reconhecimento de cidadania portuguesa para poder trabalhar legalmente na Europa.
Em Carrancas, descobriram que tinham muitos irmãos e parentes, inclusive o atual prefeito da cidade. O temor da rejeição da família biológica foi rapidamente afastado nos primeiros contatos, com o acolhimento dos irmãos ainda vivos e dos sobrinhos, que contaram que já sabiam da existência das gêmeas e sempre tiveram vontade de conhecê-las.
Desde então, iniciaram os trâmites para o reconhecimento legal das duas irmãs gêmeas. Com ajuda dos irmãos de Carrancas, descobriam que o pai reconheceu a paternidade das gêmeas perante os registros de batismo da igreja da cidade. Também um exame particular de DNA, realizado há poucos meses com material genético dos irmãos vivos, confirmou o parentesco. No decorrer do processo, há cerca de dois meses, a irmã gêmea, Carmélia, faleceu.
Novo nome
Na audiência de reconhecimento de paternidade, os cinco irmãos vivos de Carmelita participaram de forma online e concordaram que ela também seja reconhecida como filha paterna do português Accácio José Alves.
Como a adoção do sobrenome da família é opcional, a juíza Maria Luíza Rangel Pires, titular da Vara de Registros Públicos e coordenadora do Centro de Reconhecimento de Paternidade, indagou se ela pretendia fazer uma alteração do nome para constar o nome do pai. E assim, ela escolheu o novo formato do nome: Carmelita de Santo Antônio Alves Chaves, antepondo o sobrenome do pai português ao do marido, “porque primeiro eu fui da família de meu pai” explicou ela.
A busca que se iniciou pela iniciativa da família, apenas com intenção de identificar a ascendência portuguesa, de acordo com a juíza Maria Luiza de Andrade Rangel Pires, acabou trazendo muitas alegrias, possibilitando que Carmelita, aos quase 100 anos de idade, conhece e formasse vínculo com a nova família.
A família vai prosseguir com o processo de reconhecimento do parentesco dos filhos e netos de Carmélia, que faleceu recentemente.
D. Carmelita foi professora em Belo Horizonte, alfabetizando crianças e também lecionando Português e Matemática para o Magistério. Ela ainda foi professora no antigo Instituto de Reumatologia, onde ensinava as crianças que iriam até lá para tratamentos, onde aprendiam com ela a fazer flores e demais coisas para enfeites e decorações, na década de 70.
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Fonte: TJMG


Notícia Boa!
Carlos Henrique Romanelli, “Carlinhos do Ney”, é eleito vereador em Itamonte com o compromisso de seguir o legado do pai, Ney Romanelli

Carlos Henrique Romanelli, conhecido carinhosamente como “Carlinhos do Ney”, 56 anos, casado e pai de três filhos, agora faz parte da Câmara Municipal de Itamonte. Eleito pelo PL (Partido Liberal), Carlinhos assume seu lugar como vereador com um grande compromisso: continuar o legado do pai, o inesquecível Ney Romanelli, ex-prefeito de Itamonte por três mandatos e símbolo de trabalho e dedicação à cidade.
Ney Romanelli, falecido recentemente, deixou sua marca através de grandes obras e transformações em Itamonte. Com um coração generoso, o ex-prefeito conquistou o carinho e a admiração do povo, sendo lembrado como alguém que sempre esteve presente nas dificuldades dos cidadãos. “Meu pai foi um grande líder, um exemplo de humildade e amor pela cidade”, afirma Carlinhos, com a emoção de quem foi influenciado profundamente pela trajetória do pai.
O legado de Ney Romanelli é visível nas estruturas que transformaram a cidade, e seu nome permanece na memória dos moradores como sinônimo de uma administração que cuidava de cada detalhe da cidade com zelo e comprometimento. “Quero dar continuidade a esse trabalho, resgatar a simplicidade e o contato próximo com o povo, que meu pai sempre teve”, declara Carlinhos do Ney, evidenciando que sua gestão será marcada pelo mesmo carinho e dedicação, bem como pelo trabalho sério e humanizado que pautou a política de seu pai.
Com a sua eleição, Carlinhos do Ney chega à Câmara Municipal como a voz do povo, com um olhar atento aos problemas diários que afetam a comunidade. Ele leva consigo o exemplo de liderança do pai, mantendo a humildade e o carinho no trato com cada cidadão de Itamonte, sempre buscando soluções para o bem-estar da população.
A cidade aguarda com expectativa os próximos passos de Carlinhos como vereador, já reconhecendo nele a vontade de fazer a diferença, mantendo a essência de quem cresceu ao lado de um homem que dedicou sua vida à sua terra e ao seu povo. Carlinhos do Ney já se mostra como um político de proximidade, que não perdeu a conexão com as raízes e que promete caminhar, com dedicação e respeito, pelos mesmos trilhos que seu pai seguiu, com muito trabalho e amor por Itamonte.
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