Tribunal de Justiça
Memória do Judiciário disponibiliza acervo documental histórico


Os inventários de bens do tenente-coronel Antonio da Silva Bernardes, pai do 12º presidente do Brasil, Arthur Bernardes (1822-1826), então ainda um jovem advogado de 35 anos; do militar Tomé Francisco da Silva Botelho, realizado poucos dias antes da proclamação da República, em 6 de novembro de 1889; e da filha de Dona Beja, bem como o dela própria, são alguns dos itens que historiadores e pesquisadores podem baixar, com um simples clique, no portal do Museu da Memória do Judiciário Mineiro (Mejud).
O material, que em boa parte é inédito, cresce mês a mês, à medida que os documentos são higienizados, catalogados, acondicionados de forma a proteger as folhas de rasgos e outros danos, e digitalizados. Em alguns casos, é preciso restaurar os itens. A listagem é atualizada periodicamente, no site e no link da bio da Mejud no Instagram, museudojudiciariomineiro.
Há nove autos datados do século XVIII, inclusive a Carta de Alforria de Chica da Silva (1754). O documento mais antigo é um fragmento do Livro de Registros de Testamentos do Serro (1743). A comarca está entre as primeiras de Minas. Entre 1709 e 1711 foram instaladas as de Vila Rica (hoje Ouro Preto), Rio das Mortes (atual São João del-Rei) e Rio das Velhas (Sabará). A instalação da Comarca do Serro, inicialmente denominada Comarca do Serro Frio, ocorreu em março de 1720.
Outros atrativos são exemplares de registros de nascimento do município de Cachoeira do Campo (que integra a comarca de Ouro Preto), berço do mestre Aleijadinho, Antônio Francisco Lisboa, e documentos das Comarcas de Entre Rios (modernamente, Entre Rios de Minas), Pitangui, Santa Bárbara, Conselheiro Lafaiete, Araxá e Viçosa.
Entre as preciosidades mais recentes está a documentação do erro judiciário envolvendo os irmãos Naves, de Araguari. Obrigados a confessar um crime que não cometeram e condenados em 1938, eles passaram mais de 8 anos presos. O primo com quem trabalhavam, a suposta vítima do assassinato, admitiu ter fugido e adotado outro nome devido a um revés financeiro, reaparecendo apenas em 1952.
Pioneirismo
O desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant, superintendente da Mejud e membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, destaca que o trabalho de preservação da memória desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais é pioneiro e de excelência, tendo inspirado a criação de setores análogos em outras cortes e instituições brasileiras. “O significado desse presente para a coletividade é ainda maior considerando que estamos em 2023, ano em que celebramos os 150 anos de criação do Tribunal de Justiça”, frisa.

Para o desembargador, ter o acervo disponível é uma conquista para todos. “Estamos prodigalizando um conteúdo valioso para pesquisadores – sejam eles historiadores, geógrafos, profissionais do Direito, sociólogos, jornalistas, filatelistas, genealogistas ou mesmo amadores e curiosos. Nestas páginas se inscreve a história do País, do Estado e das nossas comarcas, fonte da construção de identidade e da cidadania, por meio de personalidades relevantes ou obscuras e de fatos cotidianos ou marcantes”, enfatiza o magistrado.
O superintendente da Mejud avalia que o acervo poderá subsidiar a produção de conhecimento em diversas áreas, de forma gratuita, sistematizada e organizada. Segundo ele, o convite visa principalmente aos estudiosos, pois o olhar especializado é capaz de mostrar a relevância de documentos que podem parecer banais para o público em geral.
“O leigo lê nomes que podem soar sem significado ou interesse, como Ana Jacinta de São José, ao passo que o pesquisador sabe que se trata de Dona Beja. Nestes autos é possível aprender sobre a ortografia e abreviaturas usadas em outras épocas, as práticas administrativas e legais, os serviços públicos, os hábitos e costumes, os objetos que eram considerados de valor para as famílias, até mesmo o suporte físico usado para os processos e os agentes de deterioração nos fóruns. Tais documentos possibilitam aprender bastante sobre o passado”, afirma.
Trabalho de excelência
A assessora técnica da Mejud, Andréa Vanêssa da Costa Val, explica que já existe bastante reconhecimento para as atividades e a expertise da unidade, pois, em novembro deste ano, a Mejud completa três décadas e meia de atuação. “Em âmbito nacional, essas questões foram regulamentadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) há pouco, mediante a Resolução 324/2020, que instituiu o Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário (Proname)”, diz.

Porém, a busca pelo conteúdo ainda fica restrito a especialistas, embora o grande público possa, igualmente, se beneficiar dessa saber. “Lidamos com zelo com esse acervo, que é de enorme riqueza. Além de todas as etapas para salvaguardar o aspecto material — são documentos frágeis, com séculos de existência —, estamos em sintonia com as melhores técnicas e tratativas referentes a preservação, resgate e disponibilização de documentos de forma segura e confiável. Eles são indexados e colocados em duas plataformas, à escolha do usuário: a do nosso site, que é associada ao Instagram, e o Acervo Minas Justiça, numa parceria com a Diretoria Executiva de Gestão Documental (Dirged)”, afirma.
De acordo com a assessora técnica Andréa da Costa Val, a Mejud inova, ainda, ao atender a um requisito que dá garantia de autenticidade aos documentos. “Nós estamos implantando os chamados repositórios arquivísticos digitais confiáveis (RDC-Arq), exigidos pela Resolução 324, que são espaços de armazenamento virtual de documentos cuja cadeia de custódia é reconhecida e rastreável. A partir do momento em que ingressaram nesse repositório, eles não podem ser alterados, ficam preservados digitalmente de modo permanente e asseguramos que eles não sofram adulterações”, afirma.
Ela acrescenta que, em 2020, a Mejud integrou-se ao planejamento estratégico do TJMG para o período 2020-2026. “Estabelecemos a meta de digitalização de 35 mil páginas por ano, mas temos conseguido índices bem superiores. Já temos mais de 88 mil páginas digitalizadas e nossa expectativa é encerrar o sexênio com todo o nosso acervo disponível. Por isso, contamos com os pesquisadores para divulgar nossas atividades, seguir o Instagram para que mais interessados conheçam esse patrimônio à disposição de todos”, estima.
Acervo
A Mejud recebe doações de autos findos, livros, documentos e objetos com relevância histórica ou cultural de pessoas físicas e jurídicas. Quem desejar colaborar com a ampliação do acervo pode entrar em contato pelo telefone (31) 3237-6224 ou pelo endereço eletrônico [email protected]. Também é possível solicitar documentos históricos desta listagem pelo e-mail e sanar dúvidas pelo número (31) 3237-8257.
Palácio da Justiça Rodrigues Campos
O Museu do Judiciário Mineiro está sediado no Palácio da Justiça Rodrigues Campos, no centro de Belo Horizonte. Habitualmente, a instituição é aberta ao público, mas no momento visitas e pesquisas presenciais estão suspensas devido a reformas de restauro na edificação.
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Fonte: TJMG


Notícia Boa!
Carlos Henrique Romanelli, “Carlinhos do Ney”, é eleito vereador em Itamonte com o compromisso de seguir o legado do pai, Ney Romanelli

Carlos Henrique Romanelli, conhecido carinhosamente como “Carlinhos do Ney”, 56 anos, casado e pai de três filhos, agora faz parte da Câmara Municipal de Itamonte. Eleito pelo PL (Partido Liberal), Carlinhos assume seu lugar como vereador com um grande compromisso: continuar o legado do pai, o inesquecível Ney Romanelli, ex-prefeito de Itamonte por três mandatos e símbolo de trabalho e dedicação à cidade.
Ney Romanelli, falecido recentemente, deixou sua marca através de grandes obras e transformações em Itamonte. Com um coração generoso, o ex-prefeito conquistou o carinho e a admiração do povo, sendo lembrado como alguém que sempre esteve presente nas dificuldades dos cidadãos. “Meu pai foi um grande líder, um exemplo de humildade e amor pela cidade”, afirma Carlinhos, com a emoção de quem foi influenciado profundamente pela trajetória do pai.
O legado de Ney Romanelli é visível nas estruturas que transformaram a cidade, e seu nome permanece na memória dos moradores como sinônimo de uma administração que cuidava de cada detalhe da cidade com zelo e comprometimento. “Quero dar continuidade a esse trabalho, resgatar a simplicidade e o contato próximo com o povo, que meu pai sempre teve”, declara Carlinhos do Ney, evidenciando que sua gestão será marcada pelo mesmo carinho e dedicação, bem como pelo trabalho sério e humanizado que pautou a política de seu pai.
Com a sua eleição, Carlinhos do Ney chega à Câmara Municipal como a voz do povo, com um olhar atento aos problemas diários que afetam a comunidade. Ele leva consigo o exemplo de liderança do pai, mantendo a humildade e o carinho no trato com cada cidadão de Itamonte, sempre buscando soluções para o bem-estar da população.
A cidade aguarda com expectativa os próximos passos de Carlinhos como vereador, já reconhecendo nele a vontade de fazer a diferença, mantendo a essência de quem cresceu ao lado de um homem que dedicou sua vida à sua terra e ao seu povo. Carlinhos do Ney já se mostra como um político de proximidade, que não perdeu a conexão com as raízes e que promete caminhar, com dedicação e respeito, pelos mesmos trilhos que seu pai seguiu, com muito trabalho e amor por Itamonte.
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