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Mutirão do Júri de BH realiza 198 sessões em 20 dias úteis

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O Mutirão do Júri de Belo Horizonte, o maior já organizado em uma única comarca em Minas Gerais, foi encerrado nesta sexta-feira (28/7) com a realização de 198 sessões em 20 dias úteis. Balanço registra 90 absolvições, 92 condenações e 15 desclassificações para outros tipos penais. Outras duas sessões foram redesignadas e vão ocorrer nos dias 31/7 e 4/8 no Fórum da capital, instalado provisoriamente no prédio da Rua Mato Grosso, no Barro Preto.

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O mutirão contou com o auxílio de 28 juízes cooperadores, 44 promotores de justiça e 26 defensores públicos (Crédito: Juarez Rodrigues/TJMG)

O mutirão teve início no dia 3/7 e realizou uma média de dez julgamentos por dia, em 35 salas oferecidas pela Universidade Fumec por meio de termo de cessão assinado com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Ao todo, foram intimados 250 jurados e 200 acusados para participarem das sessões simultâneas. Todos os processos são do 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte e contaram com o auxílio de 28 juízes cooperadores, 44 promotores de justiça e 26 defensores públicos. Os esforços para ampliar a celeridade na prestação jurisdicional equivaleram a um ano de trabalho.

Para otimizar a pauta com o maior número possível de julgamentos, na última semana foram realizadas sessões em dois turnos – manhã e tarde. A juíza auxiliar da Presidência Marcela Maria Pereira Amaral Novais fez um balanço altamente positivo do mutirão. “O resultado é muito positivo, para além das nossas expectativas. A sessão plenária do Tribunal do Júri é bastante complexa e solene, envolve uma série de atores, além de todo suporte administrativo. Conseguir esse êxito de realizar 198 sessões é um resultado para além do que esperávamos”, disse.

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Em 20 dias úteis foi feito o trabalho correspondente a um ano (Crédito: Juarez Rodrigues/TJMG)

A magistrada reforçou o impacto do mutirão para desafogar os processos de crimes dolosos contra a vida que tramitam sob a Presidência do 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte. “Nós temos três Tribunais do Júri na Comarca de Belo Horizonte e a pauta do 2º Tribunal tinha uma certa discrepância de data em relação aos outros dois tribunais. Era necessário fazer esse esforço concentrado para tentar igualar o acervo e colocar as pautas dos Tribunais do Júri relativamente em dia para que a sociedade não tenha que esperar de forma desigual esses julgamentos. Essas sessões que foram realizadas no mutirão representam, aproximadamente, um ano de trabalho se os júris fossem feitos numa pauta ordinária com uma sessão por dia”, afirmou.

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A juíza também elogiou a parceria com a Fumec. “Quando idealizamos esse projeto no final do ano de 2022, a primeira meta foi traçar o local onde seria realizado o mutirão. Teria que ser um espaço que comportasse tantas sessões simultâneas, porque além dos plenários, também são necessárias salas de apoio. Aqui na Fumec, cada três salas de aula funcionaram como um Tribunal do Júri: uma destinada para a realização do julgamento e outras duas para garantir a incomunicabilidade das testemunhas de acusação e de defesa, além das salas de apoio administrativo”.

O corregedor-geral de Justiça, desembargador Luiz Carlos de Azevedo Corrêa Júnior, já havia ressaltado a relevância da organização dos mutirões para ampliar a celeridade na prestação jurisdicional. “Temos reconhecido a importância desses mutirões porque, além de agilizar os julgamentos, conseguimos adiantar as pautas dos Tribunais do Júri que estavam atrasadas. Com isso, damos uma resposta mais rápida à sociedade sobre crimes que tanto impactam a população”.

Trabalho em equipe

A juíza diretora do Foro da capital em substituição, Andrea Miranda, enalteceu o trabalho em equipe para alcançar resultados tão satisfatórios. “É importante nós destacarmos a colaboração de terceiros que foram indispensáveis para a realização do Mutirão do Júri. Os servidores foram imprescindíveis para a questão da formalização das intimações das testemunhas e jurados. Destaco também a participação dos jurados, que são os representantes do povo julgando seus pares. Precisamos destacar também o apoio incondicional daquelas pessoas responsáveis pela limpeza, pela segurança e por toda a estrutura que foi colocada à disposição da sociedade”, disse.

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Trabalho em equipe foi essencial para atingir a meta do Mutirão do Júri (Crédito: Juarez Rodrigues/TJMG)

O juiz titular da Comarca de Caxambu, Hilton Silva Alonso Junior, um dos 28 magistrados que atuaram em cooperação, participou de dez julgamentos. “O balanço é 100% positivo. Nós entregamos respostas. Mais importante do que qualquer outra coisa é dar uma resposta para a vítima e seus familiares e para o réu, que aguarda pelo julgamento. O regime de cooperação demonstra que somos um corpo e que o Poder Judiciário é um só”, afirmou.

Parceria

O Mutirão do Júri de Belo Horizonte é resultado de uma cooperação interinstitucional entre TJMG, Ministério Público de Minas Gerais, Defensoria Pública de Minas Gerais e Universidade Fumec. Diariamente, atuaram nas sessões, simultaneamente, dez juízes, dez promotores públicos e, em média, sete defensores públicos.

Crimes contra a vida

O Mutirão do Júri tem a competência para julgar os chamados crimes dolosos contra a vida, ou seja, aqueles praticados intencionalmente. Entre eles, estão o homicídio, o induzimento ou instigação ao suicídio ou à automutilação, o infanticídio e o aborto. No ano passado, foram realizadas 364 sessões em 163 comarcas mineiras. O TJMG foi o tribunal que mais julgou processos desta competência em todo o país em 2022.

Mutirões 2023

O primeiro Mutirão do Júri de 2023 ocorreu em maio, na Comarca de Caratinga, no Vale do Rio Doce. Foram realizadas 38 sessões de julgamento em 19 dias úteis com o apoio de sete juízes cooperadores. Em Nova Lima, na Região Metropolitana de BH, o mutirão foi organizado nos meses de maio e junho, em 12 dias úteis, com a realização de dez sessões. Dois julgamentos foram adiados para julho e agosto. Na Comarca de Araguari, no Triângulo Mineiro, o mutirão realizado em junho resultou em 14 julgamentos em 18 dias úteis.

Veja mais imagens do Mutirão do Júri.

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Fonte: Tribunal de Justiça de MG

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Carlos Henrique Romanelli, “Carlinhos do Ney”, é eleito vereador em Itamonte com o compromisso de seguir o legado do pai, Ney Romanelli

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Carlos Henrique Romanelli, conhecido carinhosamente como “Carlinhos do Ney”, 56 anos, casado e pai de três filhos, agora faz parte da Câmara Municipal de Itamonte. Eleito pelo PL (Partido Liberal), Carlinhos assume seu lugar como vereador com um grande compromisso: continuar o legado do pai, o inesquecível Ney Romanelli, ex-prefeito de Itamonte por três mandatos e símbolo de trabalho e dedicação à cidade.

Ney Romanelli, falecido recentemente, deixou sua marca através de grandes obras e transformações em Itamonte. Com um coração generoso, o ex-prefeito conquistou o carinho e a admiração do povo, sendo lembrado como alguém que sempre esteve presente nas dificuldades dos cidadãos. “Meu pai foi um grande líder, um exemplo de humildade e amor pela cidade”, afirma Carlinhos, com a emoção de quem foi influenciado profundamente pela trajetória do pai.

O legado de Ney Romanelli é visível nas estruturas que transformaram a cidade, e seu nome permanece na memória dos moradores como sinônimo de uma administração que cuidava de cada detalhe da cidade com zelo e comprometimento. “Quero dar continuidade a esse trabalho, resgatar a simplicidade e o contato próximo com o povo, que meu pai sempre teve”, declara Carlinhos do Ney, evidenciando que sua gestão será marcada pelo mesmo carinho e dedicação, bem como pelo trabalho sério e humanizado que pautou a política de seu pai.

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Com a sua eleição, Carlinhos do Ney chega à Câmara Municipal como a voz do povo, com um olhar atento aos problemas diários que afetam a comunidade. Ele leva consigo o exemplo de liderança do pai, mantendo a humildade e o carinho no trato com cada cidadão de Itamonte, sempre buscando soluções para o bem-estar da população.

A cidade aguarda com expectativa os próximos passos de Carlinhos como vereador, já reconhecendo nele a vontade de fazer a diferença, mantendo a essência de quem cresceu ao lado de um homem que dedicou sua vida à sua terra e ao seu povo. Carlinhos do Ney já se mostra como um político de proximidade, que não perdeu a conexão com as raízes e que promete caminhar, com dedicação e respeito, pelos mesmos trilhos que seu pai seguiu, com muito trabalho e amor por Itamonte.

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