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Núcleo de Justiça 4.0 obtém resultados expressivos na execução penal

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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) começa a publicar nesta quarta-feira (28/6) uma série de três reportagens sobre os Núcleos de Justiça 4.0 da 2ª Instância, unidades virtuais criadas para agilizar o atendimento do Judiciário à sociedade. A série vai mostrar como funcionam as unidades, os dados alcançados e a redução já proporcionada no número de processos, reforçando o trabalho do TJMG para fazer com que a Justiça esteja cada vez mais próxima do cidadão. Leia, abaixo, a primeira reportagem.

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Núcleos foram implantados em 2022 ( Crédito : Euler Junior/TJMG )

Com apenas nove meses de atuação, o Núcleo de Justiça 4.0 – Criminal Especializado, responsável pelo processamento e julgamento dos agravos em execução penal, tem contribuído para reduzir a taxa de congestionamento e aumentar a eficiência na prestação jurisdicional. Desde a instalação da unidade, em outubro de 2022, foram julgados 2.903 processos, uma média de 80 ações por semana. Nos últimos três meses (março, abril e maio) a média semanal aumentou para 137 processos julgados. A meta para junho é julgar, no mínimo, 160 processos recursais a cada sete dias.

O Núcleo de Justiça 4.0 – Criminal Especializado atua em cooperação com a 9ª Câmara Criminal do TJMG, contribuindo para desafogar as demandas da unidade, uma vez que o colegiado pode se dedicar integralmente aos processos relativos à violência doméstica e aos atos infracionais da infância e juventude. Até o final de setembro, período anterior à instalação do Núcleo, a 9ª Câmara tinha um acervo de 11.488 processos. Atualmente, com o trabalho de cooperação, o acervo foi reduzido para 6.037 ações.

O núcleo é formado pelos juízes convocados Haroldo André Toscano de Oliveira e Richardson Xavier Brant, que atuam como relatores dos processos. O grupo de cooperadores conta também com 16 desembargadores que se revezam na função de vogais, sendo dois para cada processo apreciado.

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Juiz convocado Haroldo André Toscano de Oliveira, relator do Núcleo 4.0 – Criminal Especializado (Crédito: Euler Junior/TJMG)

“Em nove meses de atuação exclusiva, conseguimos dobrar o número de agravos em execução disponibilizados semanalmente para julgamento, unindo esforços na tentativa de dar celeridade ao andamento de tais recursos, sempre atentos às diretrizes fornecidas pelos precedentes qualificados do TJMG, bem como decisões e súmulas das instâncias superiores. Tem sido de grande importância o papel dos desembargadores que exercem o vocalato, pois conferem maior agilidade e eficiência nos julgamentos, além de troca constante de aprendizado e experiência”, diz o juiz Haroldo André Toscano de Oliveira, relator do Núcleo 4.0 – Criminal Especializado.

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“Tratando-se de tema extremamente sensível, acredito que a atuação do Núcleo 4.0 – Criminal Especializado tem sido bastante profícua, já que houve certa uniformização das decisões, alta produtividade, segurança jurídica e principalmente, estabilidade nos julgamentos, que podem ser comprovados diante do baixo represamento das demandas e celeridade na tramitação dos recursos, mesmo com elevada distribuição diária de agravos em execução”, frisa o juiz.

O juiz convocado Richardson Xavier Brant reconhece a eficácia do Núcleo de Justiça 4.0 – Criminal Especializado. “Houve um desafogo para a 9ª Câmara Criminal, que voltou a julgar em dia os recursos referentes a Lei Maria da Penha e aos Atos Infracionais. Ampliou-se a especialização, com mais racionalidade e agilidade nos julgamentos. Os desembargadores que funcionam como vogais ajudam bastante na discussão de cada caso e isso favorece um melhor desempenho. Estamos conseguindo julgar antes dia 100 dias desde a data do recebimento do recurso”, garante.

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Juiz convocado Richardson Xavier Brant atua como relator no Núcleo de Justiça 4.0 – Criminal Especializado (Crédito: Cecília Pederzoli)

Modelo eficiente

Assim como ocorre na 1ª Instância, os Núcleos de Justiça 4.0 no âmbito da 2ª Instância estão inseridos em um ambiente totalmente digital e se desenvolvem por meio do regime de cooperação de magistrados. As unidades inovadoras permitem que todos os procedimentos, incluindo o atendimento às partes e aos advogados, sejam praticados por meio eletrônico e remoto.

Os Núcleos de Justiça 4.0 na 2ª Instância do Poder Judiciário de Minas Gerais foram instituídos por meio da Portaria Conjunta 1.387PR/2022, disponibilizada no Diário do Judiciário eletrônico (DJe) de 9 de setembro de 2022. A expansão foi motivada pelos resultados expressivos alcançados pelo projeto-piloto Núcleo de Justiça 4.0 – Cooperação Judiciária, instituído em março do ano passado, a partir da edição da Portaria Conjunta 1338/2022.

O 1º vice-presidente do TJMG, desembargador Alberto Vilas Boas Vieira de Sousa, ressalta as vantagens da iniciativa: “O Núcleo de Justiça 4.0 na 2ª Instância é um compromisso assumido pelo Tribunal de Justiça de oferecer uma justiça rápida, digital e comprometida com a eficiência e efetividade”.

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Desembargador Alberto Vilas Boas elogiou a atuação dos Núcleos de Justiça 4.0 na 2ª Instância (Crédito: Juarez Rodrigues/ TJMG)

De acordo com a juíza auxiliar da 1ª Vice-Presidência, Mônica Silveira Vieira, os Núcleos de Justiça 4.0 de 2ª Instância são uma relevante estratégia de otimização da prestação jurisdicional.

“Com sua flexibilidade e adaptabilidade a diversas das possíveis necessidades institucionais de agilização da tramitação e julgamento de processos, os Núcleos permitem enfrentar flutuações de distribuição, concentração de processos em razão de prevenção e lidar melhor com as elevações de litigância, de modo a contribuir intensamente para a efetivação do direito fundamental à razoável duração do processo. Os resultados alcançados nesses primeiros meses de funcionamento evidenciam o quanto foi relevante a implantação do modelo da Justiça 4.0, que, por ora, funciona no segundo grau de jurisdição apenas na modalidade de cooperação”, diz.

As unidades inovadoras foram instituídas nas áreas Criminal Especializado, Cível Especializado e Cível. Elas abarcam todas as situações nas quais, por distorção ou problemas de fluxos, não sejam atingidas as metas numéricas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do próprio TJMG. Cada uma conta com juízes convocados, que atuam como relatores dos processos, e com desembargadores, que são vogais e revisores, dependendo do tipo de recurso.

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A juíza auxiliar da 1ª Vice-Presidência, Mônica Silveira Vieira, enalteceu os resultados alcançados pelos Núcleos na 2ª Instância (Crédito: Juarez Rodrigues/ TJMG)

Os Núcleos de Justiça 4.0 atuam em cooperação com as câmaras cíveis e criminais, no processamento e julgamento dos feitos originários e recursais que abarcam questões especializadas, em razão da sua complexidade, ou abranjam temas repetitivos.

As unidades também adotam uma especial preocupação com a observância dos precedentes obrigatórios, seguindo as diretrizes do sistema brasileiro de precedentes obrigatórios. Além disso, os núcleos podem atuar na cooperação de processos paralisados além dos prazos estabelecidos pelas metas institucionais e do poder judiciário nacional.

Leia na quinta-feira (29/6) a segunda reportagem da série.

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Fonte: Tribunal de Justiça de MG

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Notícia Boa!

Carlos Henrique Romanelli, “Carlinhos do Ney”, é eleito vereador em Itamonte com o compromisso de seguir o legado do pai, Ney Romanelli

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Carlos Henrique Romanelli, conhecido carinhosamente como “Carlinhos do Ney”, 56 anos, casado e pai de três filhos, agora faz parte da Câmara Municipal de Itamonte. Eleito pelo PL (Partido Liberal), Carlinhos assume seu lugar como vereador com um grande compromisso: continuar o legado do pai, o inesquecível Ney Romanelli, ex-prefeito de Itamonte por três mandatos e símbolo de trabalho e dedicação à cidade.

Ney Romanelli, falecido recentemente, deixou sua marca através de grandes obras e transformações em Itamonte. Com um coração generoso, o ex-prefeito conquistou o carinho e a admiração do povo, sendo lembrado como alguém que sempre esteve presente nas dificuldades dos cidadãos. “Meu pai foi um grande líder, um exemplo de humildade e amor pela cidade”, afirma Carlinhos, com a emoção de quem foi influenciado profundamente pela trajetória do pai.

O legado de Ney Romanelli é visível nas estruturas que transformaram a cidade, e seu nome permanece na memória dos moradores como sinônimo de uma administração que cuidava de cada detalhe da cidade com zelo e comprometimento. “Quero dar continuidade a esse trabalho, resgatar a simplicidade e o contato próximo com o povo, que meu pai sempre teve”, declara Carlinhos do Ney, evidenciando que sua gestão será marcada pelo mesmo carinho e dedicação, bem como pelo trabalho sério e humanizado que pautou a política de seu pai.

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Com a sua eleição, Carlinhos do Ney chega à Câmara Municipal como a voz do povo, com um olhar atento aos problemas diários que afetam a comunidade. Ele leva consigo o exemplo de liderança do pai, mantendo a humildade e o carinho no trato com cada cidadão de Itamonte, sempre buscando soluções para o bem-estar da população.

A cidade aguarda com expectativa os próximos passos de Carlinhos como vereador, já reconhecendo nele a vontade de fazer a diferença, mantendo a essência de quem cresceu ao lado de um homem que dedicou sua vida à sua terra e ao seu povo. Carlinhos do Ney já se mostra como um político de proximidade, que não perdeu a conexão com as raízes e que promete caminhar, com dedicação e respeito, pelos mesmos trilhos que seu pai seguiu, com muito trabalho e amor por Itamonte.

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