Tribunal de Justiça
Prédio histórico em Ouro Preto vai abrigar Museu do Judiciário Mineiro


Dois meses após o então governador em exercício, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho, assinar a desapropriação de um sobrado setecentista em Ouro Preto, para abrigar o Museu do Judiciário, o juiz Neanderson Martins Ramos deferiu, no dia 6/1, o pedido encaminhado pela Advocacia-Geral do Estado. Com isso, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) passa a contar com mais um espaço para a preservação e difusão de sua memória.
O imóvel pertenceu ao tenente-coronel Francisco de Paula Freire de Andrade e foi sede do Tribunal da Relação de Ouro Preto de 1874 a 1897. Com dois pavimentos, a construção e o respectivo terreno, que perfazem aproximadamente 800 m², estavam na posse de um empresário e a esposa, residentes em Ouro Preto, e foi desapropriado em benefício do Estado de Minas Gerais.
Em 6/11, o Decreto Estadual 530/2023 declarou de utilidade pública, para fins de desapropriação, o imóvel, que está situado no número 59 da atual Rua Conde de Bobadela. A decisão se baseou nas relevantes características da construção que, além de estar em boas condições arquitetônicas e estruturais, serviu de residência a um inconfidente e foi palco de encontros dos integrantes da Conjuração Mineira.
De acordo com o presidente do TJMG, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho, a criação desse espaço de arte, história e cultura na antiga Vila Rica tem um significado especial para a instituição. “Esse acontecimento, que ocorre na esfera das comemorações pelo sesquicentenário do Tribunal de Justiça, está longe de simplesmente somar mais um centro de saber a uma cidade que é tida como um verdadeiro museu a céu aberto. É um reconhecimento da importância da primeira sede político-administrativa para o Judiciário, a celebração de laços entre a nova e a antiga capital, recuperação de aspectos constitutivos da identidade mineira e nacional e a expansão das atividades culturais do TJMG”, afirmou.

O presidente José Arthur Filho ressaltou que a iniciativa de instituir a Memória do Judiciário Mineiro (Mejud), em 1988, foi de seu pai, o desembargador José Arthur de Carvalho Pereira, então presidente do TJMG. “Isso contribui para tornar esse fato particularmente tocante para mim, porque é como que a conclusão de um esforço iniciado há décadas, pelo mais caro de meus antecessores, e que continua, através dos tempos e sob a condução de diversas personalidades, com o fito de engrandecer a Justiça e oferecer à sociedade os frutos de nosso trabalho, para além da prestação jurisdicional”.
Conquista
Segundo o corregedor-geral de Justiça, desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior, a localização do imóvel – próximo a igrejas, praças e monumentos que evocam outras épocas, bem como lutas e conquistas da nação brasileira – e o propósito a que se destina – instruir e enriquecer culturalmente os cidadãos – tendem a fazer do museu um presente para a comunidade local e a população em geral.
“Será um espaço educativo, propenso a atividades artísticas, de formação, lazer e aprendizado, para que a coletividade possa conhecer em profundidade suas raízes e tradições, com o diferencial de focalizar as mudanças e transformações da perspectiva da Justiça, que é um repositório das preocupações e realidades humanas”, disse.

Para o superintendente da Memória do Judiciário Mineiro (Mejud), desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant, trata-se de uma medida de elevado interesse público, que concretiza um antigo projeto, iniciado por gestões anteriores e finalizado na presidência do desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho, “que sempre demonstrou especial sensibilidade e atenção aos assuntos de nossa memória institucional”.
“O belo sobrado foi construído por José Álvares Maciel, antigo capitão-mor da província de Minas Gerais, e ofertado por este à filha, Isabel Carolina de Oliveira Maciel. Posteriormente, serviu de morada ao tenente-coronel Francisco de Paula Freire de Andrade, inconfidente que capitaneou, sob aquele teto, diversas reuniões da conjura mineira, conforme está descrito nos Autos de Devassa da Inconfidência. Sabe-se, também, que foi nesse mesmo imóvel que foi idealizada a atual bandeira de Minas Gerais. Desse modo, à parte o fato de ter servido de base para a instalação do Tribunal da Relação, em 1874 – e estar permeada de tudo o que isso representou à época – o significado do prédio histórico vai muito além, e materializa os próprios ideais de Justiça do povo mineiro”, afirmou o desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant.
“Declarada Monumento Nacional em 1933 e tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1938 por seu singular conjunto arquitetônico e urbanístico, Ouro Preto – a velha e colonial Vila Rica – foi a primeira cidade do Brasil a ser declarada pela Unesco como patrimônio da humanidade, em 1980”, ressalta, ainda, o desembargador.

O superintendente da Memória do Judiciário Mineiro ressaltou que o Poder Judiciário dispõe de acervo próprio para expor no espaço museal e de meios para preservar e manter o local, bem como conta com profissionais especializados para lidar com as peças e capacitados para recepcionar o público e informá-lo, de modo a contribuir para a defesa e valorização do patrimônio cultural.
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Fonte: Tribunal de Justiça de MG


Notícia Boa!
Carlos Henrique Romanelli, “Carlinhos do Ney”, é eleito vereador em Itamonte com o compromisso de seguir o legado do pai, Ney Romanelli

Carlos Henrique Romanelli, conhecido carinhosamente como “Carlinhos do Ney”, 56 anos, casado e pai de três filhos, agora faz parte da Câmara Municipal de Itamonte. Eleito pelo PL (Partido Liberal), Carlinhos assume seu lugar como vereador com um grande compromisso: continuar o legado do pai, o inesquecível Ney Romanelli, ex-prefeito de Itamonte por três mandatos e símbolo de trabalho e dedicação à cidade.
Ney Romanelli, falecido recentemente, deixou sua marca através de grandes obras e transformações em Itamonte. Com um coração generoso, o ex-prefeito conquistou o carinho e a admiração do povo, sendo lembrado como alguém que sempre esteve presente nas dificuldades dos cidadãos. “Meu pai foi um grande líder, um exemplo de humildade e amor pela cidade”, afirma Carlinhos, com a emoção de quem foi influenciado profundamente pela trajetória do pai.
O legado de Ney Romanelli é visível nas estruturas que transformaram a cidade, e seu nome permanece na memória dos moradores como sinônimo de uma administração que cuidava de cada detalhe da cidade com zelo e comprometimento. “Quero dar continuidade a esse trabalho, resgatar a simplicidade e o contato próximo com o povo, que meu pai sempre teve”, declara Carlinhos do Ney, evidenciando que sua gestão será marcada pelo mesmo carinho e dedicação, bem como pelo trabalho sério e humanizado que pautou a política de seu pai.
Com a sua eleição, Carlinhos do Ney chega à Câmara Municipal como a voz do povo, com um olhar atento aos problemas diários que afetam a comunidade. Ele leva consigo o exemplo de liderança do pai, mantendo a humildade e o carinho no trato com cada cidadão de Itamonte, sempre buscando soluções para o bem-estar da população.
A cidade aguarda com expectativa os próximos passos de Carlinhos como vereador, já reconhecendo nele a vontade de fazer a diferença, mantendo a essência de quem cresceu ao lado de um homem que dedicou sua vida à sua terra e ao seu povo. Carlinhos do Ney já se mostra como um político de proximidade, que não perdeu a conexão com as raízes e que promete caminhar, com dedicação e respeito, pelos mesmos trilhos que seu pai seguiu, com muito trabalho e amor por Itamonte.
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