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Projeto do TJMG para povos originários é premiado pelo CNJ

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O juiz Matheus Miranda conversa com liderança maxakali em aldeia (Crédito: Mirna de Moura / TJMG)

O projeto Cidadania, Democracia e Justiça aos Povos Originários em Minas Gerais, gerido pela 3ª Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), foi o vencedor, na categoria “Promoção da Inclusão Social e Combate à Discriminação”, da edição de 2023 do Prêmio de Responsabilidade Social do Poder Judiciário e Promoção da Dignidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (15/3), e a solenidade de entrega dos certificados será realizada de forma virtual no dia 9 de abril.

Segundo o presidente do TJMG, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho, a iniciativa, que já teve sua relevância apontada em âmbito internacional, recebe agora o aval de uma instituição que é referência para todo o judiciário brasileiro. “Em fevereiro do ano passado, tivemos a alegria de ver esse projeto indicado pelo Observatório da Inovação no Setor Público (Observatory of Public Sector Innovation), da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Agora, é o CNJ que reconhece o potencial de inclusão e transformação social da ação. Isso é um fator de motivação para todos os magistrados e a comunidade do Tribunal”, afirmou.

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O presidente José Arthur Filho enfatizou a importância da iniciativa (Crédito: Euler Junior / TJMG)

Para o presidente, a iniciativa busca efetivar direitos para uma população que muitas vezes não tem acesso à justiça e também vai ao encontro das comunidades em localidades distantes, respeitando suas tradições e práticas. “O grande diferencial desse modelo é permitir o acesso dos povos originários à justiça e a serviços públicos sem imposições ou condicionamentos, pois a realidade cultural deles exige uma integração que leve em conta particularidades de seu modo de vida”, afirmou.

Proximidade

Segundo a desembargadora Ana Paula Nannetti Caixeta, 3ª vice-presidente do TJMG, o projeto, estruturado no artigo 231 da Constituição Federal e na Resolução 454/2022 do Conselho Nacional de Justiça, revela a importância dos serviços prestados pelos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania para o atendimento das populações indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais. “A gestão judiciária compartilhada nos faz perceber que acreditar no trabalho em equipe faz toda a diferença. O Poder Judiciário próximo à sociedade aperfeiçoa o acesso à justiça. O Cejusc é sinônimo de cidadania e inclusão”, disse.

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Para a desembargadora Ana Paula Nannetti Caixeta, 3ª vice-presidente, o projeto aproxima o Judiciário da população indígena ( Crédito : Juarez Rodrigues/ TJMG )

O juiz Matheus Moura Matias Miranda, idealizador da iniciativa, afirmou que a premiação é um incentivo ao fortalecimento do projeto. “Recebemos com alegria e gratidão a notícia de que o projeto foi contemplado pelo Prêmio Responsabilidade Social do Poder Judiciário e Promoção da Dignidade do CNJ. É um reconhecimento importante para que possamos continuar trabalhando em prol dos povos originários em Minas Gerais e, com isso, ampliar o acesso à justiça e garantir o exercício da cidadania e da democracia em Minas Gerais em relação a esses povos”, ressaltou.

Segundo o magistrado, o resultado ganha mais significado com a institucionalização do projeto pela 3ª Vice-Presidência no âmbito do Cejusc especializado para demandas de Direito relativos a indígenas, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais da Justiça de primeiro e segundo graus do TJMG (Cejusc Povos e Comunidades Tradicionais). “Justamente neste momento, o projeto encontra-se em expansão. Iniciamos com ações em relação ao povo Maxakali no norte do Mucuri, mas, desde o ano passado, também temos uma frente em relação ao povo Xakriabá no Norte de Minas”, afirmou.

O projeto Cidadania, Democracia e Justiça aos Povos Originários consiste, entre outras atividades, na realização de audiências judiciais nas aldeias, com tradução, para que eles possam exercer seus direitos, e de eleições simuladas, com candidatos fictícios representados por animais que fazem parte do cotidiano indígena. Também são desenvolvidas reuniões regulares, de caráter informal e colaborativo, que dão o protagonismo aos indígenas para que eles manifestem seus desejos e necessidades.

Cejusc Povos e Comunidades Tradicionais

A coordenadora adjunta do Cejusc Povos e Comunidades Tradicionais, desembargadora Shirley Fenzi Bertão, enfatizou sua alegria com a premiação, que reforça a capacidade de promoção da cidadania do Poder Judiciário. “Fiquei emocionada, porque desde o começo me encantei com o projeto, tive oportunidade de participar de visitas a várias aldeias, vi o impacto local, e se trata de um trabalho conduzido com dedicação, comprometimento e sensibilidade”, disse.

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A desembargadora Shirley Fenzi Bertão visitou aldeias indígenas, dentro do projeto do TJMG (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

Segundo a magistrada, um diferencial da proposta é a metodologia de respeito, escuta ativa e valorização cultural, com foco nos anseios da população indígena. “Com a incorporação da iniciativa pela 3ª Vice-Presidência, a perspectiva é uma presença mais efetiva do Judiciário, que tem um papel fundamental de articulação, para trazer mais parceiros que possam aderir à ação e contribuir. Isso impulsiona as mudanças que são necessárias, pois, se nós experimentamos dificuldades para chegar até lá, imaginem-se os obstáculos que eles enfrentam”, ponderou.

Prêmio

Criado pela Resolução 513/2023, o Prêmio Responsabilidade Social do Poder Judiciário e Promoção da Dignidade reconhece iniciativas que englobam compromissos éticos por parte de pessoas jurídicas, indivíduos e entidades do Poder Judiciário com a promoção, a defesa e a garantia de ações de responsabilidade social e promoção da dignidade humana.

Além da iniciativa do TJMG, foram vencedores os projetos “Justiça de Olhos Abertos”, do Tribunal de Justiça do Ceará, na categoria Responsabilidade Social do Poder Judiciário; e “Judiciário Fraterno”, do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, na categoria Promoção do Trabalho Decente.

Na categoria Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, foi premiado o filme “Pureza, Heroína Nacional: a jornada heroica da maior abolicionista contemporânea no combate ao tráfico de pessoas” (2022), dirigido por Renato Barbieri e estrelado por Dira Paes. O longa apresenta a história da maranhense Pureza Lopes Loyola, que resgatou o filho do trabalho escravo num garimpo e contribuiu, com suas denúncias, para a libertação de milhares de trabalhadores.

*Com informações do CNJ

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Fonte: Tribunal de Justiça de MG

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Carlos Henrique Romanelli, “Carlinhos do Ney”, é eleito vereador em Itamonte com o compromisso de seguir o legado do pai, Ney Romanelli

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Carlos Henrique Romanelli, conhecido carinhosamente como “Carlinhos do Ney”, 56 anos, casado e pai de três filhos, agora faz parte da Câmara Municipal de Itamonte. Eleito pelo PL (Partido Liberal), Carlinhos assume seu lugar como vereador com um grande compromisso: continuar o legado do pai, o inesquecível Ney Romanelli, ex-prefeito de Itamonte por três mandatos e símbolo de trabalho e dedicação à cidade.

Ney Romanelli, falecido recentemente, deixou sua marca através de grandes obras e transformações em Itamonte. Com um coração generoso, o ex-prefeito conquistou o carinho e a admiração do povo, sendo lembrado como alguém que sempre esteve presente nas dificuldades dos cidadãos. “Meu pai foi um grande líder, um exemplo de humildade e amor pela cidade”, afirma Carlinhos, com a emoção de quem foi influenciado profundamente pela trajetória do pai.

O legado de Ney Romanelli é visível nas estruturas que transformaram a cidade, e seu nome permanece na memória dos moradores como sinônimo de uma administração que cuidava de cada detalhe da cidade com zelo e comprometimento. “Quero dar continuidade a esse trabalho, resgatar a simplicidade e o contato próximo com o povo, que meu pai sempre teve”, declara Carlinhos do Ney, evidenciando que sua gestão será marcada pelo mesmo carinho e dedicação, bem como pelo trabalho sério e humanizado que pautou a política de seu pai.

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Com a sua eleição, Carlinhos do Ney chega à Câmara Municipal como a voz do povo, com um olhar atento aos problemas diários que afetam a comunidade. Ele leva consigo o exemplo de liderança do pai, mantendo a humildade e o carinho no trato com cada cidadão de Itamonte, sempre buscando soluções para o bem-estar da população.

A cidade aguarda com expectativa os próximos passos de Carlinhos como vereador, já reconhecendo nele a vontade de fazer a diferença, mantendo a essência de quem cresceu ao lado de um homem que dedicou sua vida à sua terra e ao seu povo. Carlinhos do Ney já se mostra como um político de proximidade, que não perdeu a conexão com as raízes e que promete caminhar, com dedicação e respeito, pelos mesmos trilhos que seu pai seguiu, com muito trabalho e amor por Itamonte.

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