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TJMG faz homenagem a ministro do TST na abertura do Seminário Justiça Restaurativa

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Not---Abertura-do-Seminario-de-Justica-Restaurativa._4.jpgAbertura do Seminário Justiça Restaurativa – uma alternativa ao sistema penal, que continua com palestras nesta quinta-feira (Crédito: Euler Junior/TJMG)

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da 3ª Vice-Presidência e da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), abriu nesta quarta-feira (6/12) o Seminário Justiça Restaurativa – uma alternativa ao sistema penal. O evento se estende até esta quinta-feira (7/12), no Auditório do Tribunal Pleno, com várias palestras e debates sobre o tema.

O seminário foi aberto pela 3ª vice-presidente do TJMG, desembargadora Ana Paula Nannetti Caixeta, que ressaltou a importância de se “repensar o papel do sistema de Justiça, buscando não apenas corrigir transgressões, mas restaurar a dignidade humana que muitas vezes se perde no labirinto das disputas legais”.

A magistrada convidou todos os participantes a ajudar na construção de políticas públicas judiciárias que atendam as demandas da sociedade, tornando-a mais pacífica, mais acolhedora e mais dialógica. “A essência da Justiça Restaurativa exige alinharmos nossos esforços para criar um sistema que não apenas julgue, mas que cure feridas, que reconcilie, que promova a verdadeira Justiça em seu sentido mais profundo e transformador do ser humano”, afirmou a desembargadora Ana Paula Caixeta.

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O seminário foi aberto pela 3ª vice-presidente do TJMG, desembargadora Ana Paula Nannetti Caixeta (Crédito: Euler Junior/TJMG)

Representando o 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da Ejef, desembargador Renato Dresch, a superintendente adjunta da Ejef, desembargadora Lilian Maciel Santos, destacou a capacitação de formadores em Justiça Restaurativa pelas escolas judiciais dos tribunais, o que contribui para o enraizamento dessa prática em todo sistema judiciário.

Homenagens

A abertura do seminário foi marcada por homenagens ao ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, que encerra neste mês sua atuação como coordenador do Comitê Gestor da Justiça Restaurativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no biênio 2021/2023. O ministro participou virtualmente do evento e, muito emocionado, agradeceu todas as palavras de reconhecimento, gratidão e admiração que lhe foram dedicadas.

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O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, foi homenageado pelos dois anos à frente do Comitê Gestor da Justiça Restaurativa do Conselho Nacional de Justiça (Crédito: Euler Junior/TJMG)

Um vídeo falando sobre a trajetória do ministro, nascido em Minas Gerais, e sobre sua atuação na construção e expansão da Justiça Restaurativa no país foi apresentado durante a abertura. O trabalho de Vieira de Mello Filho à frente do comitê foi considerado pelos seus pares como fundamental para a efetivação e expansão da Justiça Restaurativa no Brasil.

Segundo o juiz auxiliar da Presidência do CNJ e coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema Socioeducativo (DMF/CNJ), Luís Geraldo Sant’Anna Lanfredi, o trabalho do ministro Vieira de Mello Filho foi impecável, pela forma sempre engajada e comprometida que ele abraçava a causa da justiça social.

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O juiz auxiliar da Presidência do CNJ e coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema Socioeducativo (DMF/CNJ), Luís Geraldo Sant’Anna Lanfredi, destacou que o trabalho do ministro Vieira de Mello Filho foi impecável (Crédito: Euler Junior/TJMG)

Já o desembargador Leoberto Narciso Brancher, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) e integrante do Comitê Gestor da Justiça Restaurativa do CNJ, afirmou que o encontro no TJMG reflete os frutos dos dois anos de caminhada do ministro Vieira de Mello Filho pela Justiça Restaurativa. “Transformar o sistema é uma tarefa urgente, e esse sentido de urgência o ministro imprimiu no trabalho”, disse.

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“Transformar o sistema é uma tarefa urgente, e esse sentido de urgência o ministro imprimiu no trabalho”, disse o desembargador Leoberto Narciso Brancher, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) e integrante do Comitê Gestor (Crédito: Euler Junior/TJMG)

As articulações e impulsionamento da Justiça Restaurativa por vários estados, inclusive nas escolas – projeto Justiça Restaurativa na Educação – foi uma ação insistente do ministro enquanto à frente do Comitê Gestor, o que possibilitou o fortalecimento desse sistema, na avaliação da juíza federal do TRF3 Katia Herminia Martins Lazarano Roncada, integrante do Comitê Gestor da Justiça Restaurativa. As palavras da magistrada emocionaram o ministro.

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A juíza federal do TRF3 Katia Herminia Martins Lazarano Roncada fez emocionada homenagem ao ministro (Crédito: Euler Junior/TJMG)

Luiz Philippe Vieira de Mello Filho agradeceu as homenagens e ressaltou a importância dos integrantes do comitê pelo compromisso e dedicação na construção de uma outra Justiça. “Uma Justiça que não é punitiva, mas uma Justiça que acolhe. Uma Justiça que dá uma chance ao ser humano de ser íntegro e digno, de ter o seu espaço, sobretudo quando ele advém das condições mais difíceis de uma classe social e também da sua cor e da sua condição econômica e social. O que nós fazemos com a Justiça Restaurativa é abrir uma porta do sistema de Justiça para um novo tempo, uma Justiça de transformação, em que nós juízes entregamos o nosso melhor de ser humano juízes para que essas pessoas possam ter o seu melhor de seres humanos. E isso acontece através do afeto, da entrega e sobretudo de homens públicos que têm um compromisso muito importante com a sociedade brasileira”.

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“O que nós fazemos com a Justiça Restaurativa é abrir uma porta do sistema de Justiça para um novo tempo, uma Justiça de transformação”, disse o ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho (Crédito: Euler Junior/TJMG)

Justiça Restaurativa em Minas

O presidente do TJMG, José Arthur Filho, encerrou a cerimônia de abertura ressaltando a importância do evento para a efetivação das práticas restaurativas no sistema Judiciário. “A cultura da paz exige, em grande medida, o nosso poder de colocar a linguagem para atuar; da nossa habilidade para dialogar, da nossa disposição para a escuta ativa e para a busca da pacificação, de forma autônoma. E é isso que propõem os métodos autocompositivos, em especial a conciliação e a mediação: uma paz construída de maneira coletiva pelas partes diretamente envolvidas nas questões. Nesse sentido, a autocomposição oferece uma visão mais ampla do que seja a Justiça: ela não se restringe ao braço forte da lei que impõe uma decisão”.

No TJMG, afirmou o presidente José Arthur Filho, tem-se dedicado um olhar especial à Justiça Restaurativa. “Relembro que, em 2021, a Corte mineira lançou o Programa Justiça Restaurativa do TJMG. A iniciativa representou importante impulso ao uso dos métodos autocompositivos na solução de conflitos, tendo emergido após sólidos estudos conduzidos pela 3ª Vice-Presidência”, disse o magistrado.

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Presidente do TJMG, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho, enfatizou que o Tribunal mineiro tem dedicado um olhar especial à Justiça Restaurativa (Crédito: Euler Junior/TJMG)

Várias ações já foram realizadas nesta gestão, ressaltou o presidente do TJMG, para dar mais amplitude à política pública de Justiça Restaurativa no Tribunal. Ele citou a criação da Rede Multinível, Multissetorial e Interinstitucional Judiciária de Justiça Restaurativa — Rede Restaurar JR TJMG. O objetivo da rede é aprimorar a identificação, a gestão, a ampliação e a consolidação dos projetos e ações de Justiça Restaurativa no Tribunal mineiro.

A partir dessa rede, foram criadas cinco sub-redes para especializar a abordagem da Justiça Restaurativa em eixos temáticos: Violência Doméstica e Conflitos Familiares; Infância e Juventude; Recuperação e Sistema Penal; Conflitos Organizacionais e Laborais; e Colaboração.

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Integraram a mesa de honra da cerimônia de abertura o presidente do TJMG, José Arthur Filho; a 3ª vice-presidente do TJMG, desembargadora Ana Paula Nannetti Caixeta; a superintendente adjunta da Ejef, desembargadora Lilian Maciel Santos, representando o 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da Ejef, desembargador Renato Dresch; o membro da corte eleitoral mineira desembargador Júlio César Lorens, representando o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), desembargador Octavio Augusto de Nigris Boccalini; o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), conselheiro Gilberto Pinto Monteiro Diniz; a gestora do programa de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem, juíza Renata Lopes Vale, representando o presidente do TRT 3ª Região, desembargador Ricardo Antônio Mohallem; a promotora de justiça Danielle de Guimarães Germano Arlé, representando o procurador-geral de Justiça do Estado de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior; a coordenadora estratégia de Promoção e Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes, defensora pública Daniele Bellattato Nesrala, representando a defensora pública geral do Estado de Minas Gerais, Raquel Gomes de Sousa da Costa Dias; o advogado-geral do Estado de Minas Gerais, Sérgio Pessoa de Paula Castro; o presidente da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), juiz Luiz Carlos Rezende e Santos; o coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema Socioeducativo (DMF/CNJ), juiz auxiliar da Presidência do CNJ Luís Geraldo Sant’Anna Lanfredi; e o deputado Charles Santos, representando a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

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O professor Álvaro de Azevedo Gonzaga proferiu a palestra de abertura do seminário com o tema “Direito Antidiscriminatório” (Crédito: Euler Junior/TJMG)

Palestra

A palestra de abertura, com o tema “Direito Antidiscriminatório”, foi ministrada pelo professor Álvaro de Azevedo Gonzaga e contou com a 3ª vice-presidente do TJMG, desembargadora Ana Paula Nannetti Caixeta, e o juiz de São Paulo e integrante do Comitê Gestor da Justiça Restaurativa do CNJ, Egberto de Almeida Penido, como debatedores.

Advogado indígena da etnia Guarani-Kaiowá, Álvaro de Azevedo Gonzaga pontuou as desigualdades que ainda prevalecem na história, seja de gênero, raça ou condição social e destacou a importância de a Justiça assumir um papel de reescrever esse cenário. “Não existe borracha para apagar histórias. Precisamos admitir que temos cicatrizes e que podemos ser diferentes e caminhar com nossas diferenças, desde que elas sejam respeitadas. Isso é Justiça Restaurativa”, ressaltou.

O seminário continua nesta quinta-feira (7/12), a partir das 10h, com palestras sobre a Cultura da Paz e Justiça Restaurativa, Justiça Restaurativa e o acordo de não persecução penal (ANPP), JR: alternativa ao penal, JR no Sistema Socioeducativo e Desafios da Justiça Restaurativa.

Veja mais fotos da abertura do evento.

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Fonte: Tribunal de Justiça de MG

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Carlos Henrique Romanelli, “Carlinhos do Ney”, é eleito vereador em Itamonte com o compromisso de seguir o legado do pai, Ney Romanelli

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Carlos Henrique Romanelli, conhecido carinhosamente como “Carlinhos do Ney”, 56 anos, casado e pai de três filhos, agora faz parte da Câmara Municipal de Itamonte. Eleito pelo PL (Partido Liberal), Carlinhos assume seu lugar como vereador com um grande compromisso: continuar o legado do pai, o inesquecível Ney Romanelli, ex-prefeito de Itamonte por três mandatos e símbolo de trabalho e dedicação à cidade.

Ney Romanelli, falecido recentemente, deixou sua marca através de grandes obras e transformações em Itamonte. Com um coração generoso, o ex-prefeito conquistou o carinho e a admiração do povo, sendo lembrado como alguém que sempre esteve presente nas dificuldades dos cidadãos. “Meu pai foi um grande líder, um exemplo de humildade e amor pela cidade”, afirma Carlinhos, com a emoção de quem foi influenciado profundamente pela trajetória do pai.

O legado de Ney Romanelli é visível nas estruturas que transformaram a cidade, e seu nome permanece na memória dos moradores como sinônimo de uma administração que cuidava de cada detalhe da cidade com zelo e comprometimento. “Quero dar continuidade a esse trabalho, resgatar a simplicidade e o contato próximo com o povo, que meu pai sempre teve”, declara Carlinhos do Ney, evidenciando que sua gestão será marcada pelo mesmo carinho e dedicação, bem como pelo trabalho sério e humanizado que pautou a política de seu pai.

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Com a sua eleição, Carlinhos do Ney chega à Câmara Municipal como a voz do povo, com um olhar atento aos problemas diários que afetam a comunidade. Ele leva consigo o exemplo de liderança do pai, mantendo a humildade e o carinho no trato com cada cidadão de Itamonte, sempre buscando soluções para o bem-estar da população.

A cidade aguarda com expectativa os próximos passos de Carlinhos como vereador, já reconhecendo nele a vontade de fazer a diferença, mantendo a essência de quem cresceu ao lado de um homem que dedicou sua vida à sua terra e ao seu povo. Carlinhos do Ney já se mostra como um político de proximidade, que não perdeu a conexão com as raízes e que promete caminhar, com dedicação e respeito, pelos mesmos trilhos que seu pai seguiu, com muito trabalho e amor por Itamonte.

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