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TJMG lança segundo volume do livro ¿Pontes para a Paz¿

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Evento de lançamento do segundo volume do livro “Pontes Para a Paz” reuniu desembargadoras, desembargadores, juízas, juízes e demais autoridades (Crédito: Juarez Rodrigues/ TJMG )

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por meio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica (Comsiv), lançou, nesta sexta-feira (8/3), na Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), o segundo volume do livro “Pontes Para a Paz”, que reúne artigos de diversas autoras e autores sobre o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

O livro foi organizado pelo presidente do TJMG, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho; pela superintendente da Comsiv, desembargadora Evangelina Castilho Duarte; e pelo professor e pesquisador Bruno Bernardes. A primeira edição da obra foi lançada em 2020, na gestão da desembargadora Alice Birchal como superintendente da Comsiv.

Entre os temas abordados, figuram a realidade de permanente violência contra as mulheres; a violência doméstica e o direito à saúde da mulher; representações de masculinidades em imagens publicitárias e sua relação com as violências contra as mulheres; a valoração da palavra da vítima nos crimes sexuais; violências nas escolas e práticas restaurativas; a rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar de Governador Valadares; e a implementação de grupos para homens autores de violência doméstica, com relato de experiência no contexto do Judiciário mineiro.

O presidente José Arthur Filho afirmou que a publicação é mais uma significativa contribuição do TJMG para a construção de uma sociedade com mais igualdade de gênero.

“O ‘Pontes para a Paz’ oferece assim um conjunto de reflexões que são urgentes, e que dizem respeito a uma violência presente nas mais diversas esferas da vida das mulheres. Contudo, temos a consciência de que é sobretudo entre quatro paredes, no espaço que deveria ser um lar, que elas mais são vítimas da desigualdade de gênero, com a cultura do patriarcado impondo-lhes todo o tipo de violência”, disse.

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O segundo volume do livro reúne artigos de diversas autoras e autores sobre o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher (Crédito: Juarez Rodrigues/ TJMG)

Ele ressaltou que o Judiciário não pode se omitir diante do atual contexto em que a violência contra a mulher ainda persiste na sociedade. “O que podemos esperar de uma sociedade que fecha os olhos para essa guerra travada diariamente contra as mulheres, dentro de suas próprias casas? Não podemos, jamais, nos omitir, e o papel do Judiciário precisa ir muito além de determinar medidas protetivas e de julgar agressores. Precisamos ser capazes de articular redes de proteção, envolvendo tanto o Poder Público quanto a iniciativa privada, a fim de criar ações interdisciplinares organizadas para dar visibilidade ao assunto e sensibilizar a sociedade para o tema”, acrescentou.

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O presidente José Arthur Filho é um dos organizadores da obra (Crédito: Juarez Rodrigues/ TJMG)

A superintendente da Comsiv, desembargadora Evangelina Duarte, salientou que a segunda edição do livro é uma obra coletiva sobre assuntos pertinentes relacionados à garantia dos direitos da mulher.

“Nós estamos tratando novamente sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher. O livro apresenta vários tópicos. No meu artigo eu abordo a questão de saúde, também tem artigo mais lúdico, literário, mas todos nessa área da discussão da Lei Maria da Penha, da aplicação da lei e da proteção da mulher”, afirmou.

Segundo ela, o lançamento no Dia Internacional da Mulher reforça uma luta que é contínua. “Nós precisamos vencer o machismo e o patriarcalismo, essa ideia de que o homem é dono da mulher. Precisamos viver em harmonia, compartilhando as tarefas, responsabilidades e dificuldades. Este é um grande desafio”, frisou.

Um dos organizadores do livro, o professor e pesquisador Bruno Bernardes, afirmou esperar que a segunda edição do livro alcance o seu propósito. “Não existe sociedade machista e sistema de justiça não machista. Ao entender isso, o TJMG, corajosamente, se coloca na busca por uma solução. A primeira edição foi citada por pesquisadores e por decisões judiciais. Esperamos que essa nova edição repita esse mesmo caminho e ajude a fomentar o debate em torno da violência doméstica, que é um problema de todos nós”, disse.

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A superintendente da Comsiv, desembargadora Evangelina Duarte, disse que o lançamento da obra no Dia Internacional da Mulher reforça uma luta que é contínua (Crédito: Juarez Rodrigues/ TJMG)

Selo Mulheres Libertas

O evento foi marcado também pela entrega do Selo Mulheres Libertas às professoras e ativistas Maria Izabel Ramos e Isabel Cristina de Lima Lisboa. A honraria foi instituída pela Comsiv em 2021 em reconhecimento a pessoas, empresas e instituições que, por meio de trabalhos e projetos, contribuem para prevenir e combater a violência contra mulher no âmbito das relações domésticas e familiares, alcançar a igualdade de gênero e empoderar mulheres e meninas.

O nome Mulheres Libertas foi pensado para fazer referência direta ao estado de Minas Gerais e também para evocar o conceito de libertação das mulheres da situação de violência, por meio de projetos que as empresas possuem ou irão desenvolver.

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Maria Izabel Ramos e Isabel Cristina de Lima Lisboa receberam o Selo Mulheres Libertas (Crédito: Juarez Rodrigues/ TJMG)

Conhecida como Bebela, Maria Izabel Ramos vem dedicando sua vida a essa causa. Em sua jornada, destacam-se, entre outros pontos, o fato de ela ter sido uma das fundadoras da União Brasileira de Mulheres em Minas Gerais e do Movimento Popular da Mulher na capital mineira e de ter, por dois mandatos seguidos, atuado como integrante da Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher.

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“Eu fiquei muito honrada. É um grande avanço, um órgão público no patamar do Tribunal de Justiça de Minas Gerais homenagear mulheres que vão para a rua panfletar. Mas a luta continua, é um caminho longo”, afirmou Maria Izabel.

Isabel Cristina de Lima Lisboa, conhecida como Bel, foi secretária de políticas sociais e gerente da educação da Prefeitura de Belo Horizonte. Ocupou o cargo de superintendente de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, no governo estadual, quando teve a oportunidade de desenvolver projetos voltados ao combate à violência contra a mulher, com destaque para as conferências regionais realizadas em todo o Estado.

“As mulheres, além de sofrerem as violências tipificadas na Lei Maria da Penha, sofrem outras violências que estão presentes em nossa sociedade. Estamos vivendo em um momento difícil e o 8 de março é um dia de luta, um dia para refletir”, ressaltou Isabel.

Presenças

Compuseram o dispositivo de honra o presidente do TJMG, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho; a superintendente da Comsiv, desembargadora Evangelina Castilho Duarte; o 1º vice-presidente do TJMG, desembargador Alberto Vilas Boas Vieira de Sousa; a desembargadora Kárin Emmerich, representando a Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica – Conselho Minas Gerais (ABMCJ-MG); a superintendente da Coordenadoria da Infância e da Juventude (Coinj), desembargadora Alice de Souza Birchal; a superintendente de Logística e Sustentabilidade do TJMG, desembargadora Mônica Libânio Rocha Bretas; a desembargadora Áurea Brasil; a desembargadora Lílian Maciel Santos; a vice-presidente da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), juíza Rosimere das Graças do Couto, representando o presidente da Amagis, juiz Luiz Carlos Resende e Santos; e o professor e organizador do livro, Bruno Bernardes.

Também participaram do evento o superintendente administrativo adjunto de Governança do TJMG, desembargador Marcos Lincoln; o superintendente de Obras do TJMG, desembargador Estevão Lucchesi de Carvalho; a superintendente do Núcleo de Voluntariado do TJMG, desembargadora Maria Luíza de Marilac; e demais desembargadoras, desembargadores, juízas e juízes e outras autoridades.

Confira aqui mais fotos do evento.

Fonte: Tribunal de Justiça de MG

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Carlos Henrique Romanelli, “Carlinhos do Ney”, é eleito vereador em Itamonte com o compromisso de seguir o legado do pai, Ney Romanelli

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Carlos Henrique Romanelli, conhecido carinhosamente como “Carlinhos do Ney”, 56 anos, casado e pai de três filhos, agora faz parte da Câmara Municipal de Itamonte. Eleito pelo PL (Partido Liberal), Carlinhos assume seu lugar como vereador com um grande compromisso: continuar o legado do pai, o inesquecível Ney Romanelli, ex-prefeito de Itamonte por três mandatos e símbolo de trabalho e dedicação à cidade.

Ney Romanelli, falecido recentemente, deixou sua marca através de grandes obras e transformações em Itamonte. Com um coração generoso, o ex-prefeito conquistou o carinho e a admiração do povo, sendo lembrado como alguém que sempre esteve presente nas dificuldades dos cidadãos. “Meu pai foi um grande líder, um exemplo de humildade e amor pela cidade”, afirma Carlinhos, com a emoção de quem foi influenciado profundamente pela trajetória do pai.

O legado de Ney Romanelli é visível nas estruturas que transformaram a cidade, e seu nome permanece na memória dos moradores como sinônimo de uma administração que cuidava de cada detalhe da cidade com zelo e comprometimento. “Quero dar continuidade a esse trabalho, resgatar a simplicidade e o contato próximo com o povo, que meu pai sempre teve”, declara Carlinhos do Ney, evidenciando que sua gestão será marcada pelo mesmo carinho e dedicação, bem como pelo trabalho sério e humanizado que pautou a política de seu pai.

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Com a sua eleição, Carlinhos do Ney chega à Câmara Municipal como a voz do povo, com um olhar atento aos problemas diários que afetam a comunidade. Ele leva consigo o exemplo de liderança do pai, mantendo a humildade e o carinho no trato com cada cidadão de Itamonte, sempre buscando soluções para o bem-estar da população.

A cidade aguarda com expectativa os próximos passos de Carlinhos como vereador, já reconhecendo nele a vontade de fazer a diferença, mantendo a essência de quem cresceu ao lado de um homem que dedicou sua vida à sua terra e ao seu povo. Carlinhos do Ney já se mostra como um político de proximidade, que não perdeu a conexão com as raízes e que promete caminhar, com dedicação e respeito, pelos mesmos trilhos que seu pai seguiu, com muito trabalho e amor por Itamonte.

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