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TJMG participa da 17ª Jornada Lei Maria da Penha

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Evento reuniu diversas autoridades que atuam no enfrentamento da violência contra a mulher (Crédito: Divulgação TJCE)

A superintendente da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica (Comsiv) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargadora Evangelina Castilho Duarte, representou o presidente do TJMG, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho, na 17ª Jornada Lei Maria da Penha. O evento, organizado este ano pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), foi realizado na segunda-feira (7/8) e nesta terça-feira (8/8) na Escola Superior da Magistratura do Estado do Ceará (Esmec), em Fortaleza (CE) – cidade natal da biofarmacêutica Maria da Penha, que deu o nome à Lei.

A iniciativa reuniu membros da magistratura, do Ministério Público, da advocacia, das polícias, e outros profissionais que atuam na área de violência contra a mulher, para debater e trocar experiências a respeito da Lei Maria da Penha. Iniciado em 2007, o evento é realizado sempre em agosto – mês em que se comemora a promulgação da Lei 11.340/2006. A legislação completou 17 anos nessa segunda-feira (7/8).

Ao final da edição, seria divulgada uma Carta com propostas de ação para aprimorar a Política Judiciária Nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres. Considerada uma das mais avançadas do mundo, a lei se transformou em um marco normativo na defesa dos direitos humanos das mulheres no Brasil por prever não apenas a punição dos autores, mas o tratamento às vítimas e a prevenção da violência.

Além da desembargadora Evangelina Castilho Duarte, participaram do evento pelo TJMG a desembargadora Kárin Emmerich; as juízas Soraya Hassan Baz Láuar, representando a Corregedoria-Geral de Justiça; Roberta Chaves Soares; Cibele Mourão Barroso de Figueiredo Oliveira; Aila Figueiredo; e o juiz Marcelo Gonçalves de Paula.

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Comitiva do TJMG participou da 17ª Jornada Lei Maria da Penha (Crédito: Divulgação TJMG)

A desembargadora Evangelina Castilho Duarte disse que a Jornada Maria da Penha é mais uma das diversas abordagens e ações necessárias para a efetiva prevenção e enfrentamento à violência doméstica. “É um momento em que todas as coordenadorias estão reunidas com o propósito de discutir práticas e reavaliar a atuação do sistema de justiça, para que as medidas adotadas sejam cada vez mais efetivas diante de problema de elevada complexidade. É também um momento de discutir as diversas políticas públicas adotadas pelos estados para uma uniformização de ações”, afirmou.

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A desembargadora Kárin Emmerich reconheceu a necessidade de alinhar com representantes de todo o país os termos da Lei Maria da Penha. “A importância deste evento é capacitar todos os profissionais envolvidos com a Lei Maria da Penha, como juízes, defensores públicos e forças de segurança. Uma vez capacitados, eles têm mais condição de efetivar a lei como ela deve ser. Eu cumprimento o Tribunal de Justiça de Fortaleza pela realização do encontro e o TJMG por ter possibilitado que mais magistrados e magistradas pudessem participar e levar para o Estado de Minas Gerais toda importância que a Lei Maria da Penha merece”, afirmou.

Programação

A cerimônia de abertura, realizada na segunda-feira (7/8), teve as presenças da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Rosa Weber; da vice-governadora e secretária das Mulheres do Estado do Ceará, Jade Romero, representando o governador do Ceará Elmano de Freitas; do presidente do TJCE, desembargador Antônio Abelardo Benevides Moraes; do conselheiro do CNJ e supervisor da Política Judiciária Nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres pelo Poder Judiciário, Marcio Luiz Freitas; e da fundadora e presidente vitalícia do Instituto Maria da Penha, Maria da Penha Maia Fernandes.

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A superintendente da Comsiv do TJMG, desembargadora Evangelina Castilho Duarte, e a desembargadora Kárin Emmerich participaram da programação (Crédito: Divulgação TJCE)

A ministra Rosa Weber reforçou o compromisso dos atores que integram a estrutura administrativa da justiça brasileira em aprimorar o enfrentamento da violência contra a mulher. “A finalidade desta 17ª jornada, realizada anualmente desde o avento da Lei 11.340/2006, é propiciar o aprofundamento da reflexão sobre a igualdade de gênero na realidade brasileira em uma dimensão mais ampla, dando efetividade ao combate a violência contra as mulheres. Temos o compromisso de discutir a prevenção e a eliminação da violência contra a mulher e o combate a toda e qualquer forma de discriminação com base em gênero”, afirmou.

A fundadora e presidente vitalícia do Instituto Maria da Penha, Maria da Penha Maia Fernandes, citou os fundamentos da Lei Maria da Penha e a sua enorme abrangência.

“Engana-se quem pensa que a Lei Maria da Penha existe apenas para responsabilizar as pessoas agressoras. Não se trata de uma lei punitivista. A Lei Maria da Penha existe para informar e ela tipifica os cincos tipos de violência doméstica e familiar: física, moral, psicológica, sexual e patrimonial. A Lei Maria da Penha existe para prevenir, ela prevê realização de estudos, pesquisas e estatísticas, bem como campanhas educativas de prevenção à violência doméstica e familiar. A Lei Maria da Penha existe para integrar, ela incentiva o trabalho conjunto entre diversas áreas como judiciário, saúde, educação, assistência social e segurança pública. A Lei Maria da Penha existe para multiplicar, ela prevê a criação de políticas públicas e de uma rede de equipamentos especializados para dar assistência às mulheres vitimas de violência. A Lei Maria da Penha existe para ressocializar, ela reforça a importância de centros de educação e ressocialização para pessoas agressoras. A Lei Maria da Penha existe para proteger, ela cria as medidas protetivas de urgência e estabelece ações para que todas as mulheres exerçam os seus direitos livres de violência”, disse.

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Nos dois dias de evento, foram realizados quatro painéis com debates sobre as alterações promovidas pela Lei 14.550/2021, além do panorama atual e da evolução histórica da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres pelo Poder Judiciário.

A programação contemplou ainda a realização de seis oficinas simultâneas que trataram de assuntos específicos, como aspectos relevantes na aplicação do Formulário Nacional de Avaliação de Risco e a importância preventiva dos grupos reflexivos.

A desembargadora Evangelina Castilho Duarte foi uma das coordenadoras da oficina “Boas Práticas e Mecanismos para o Fortalecimento da Rede de Proteção às Mulheres”. Também estiveram à frente deste grupo de trabalho a juíza do TJCE, Teresa Germana Lopes de Azevedo; a major Jane de Oliveira Barreto Calixto, da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG); e a juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Roberta Ferme Sivolella.

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Fonte: Tribunal de Justiça de MG

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Carlos Henrique Romanelli, “Carlinhos do Ney”, é eleito vereador em Itamonte com o compromisso de seguir o legado do pai, Ney Romanelli

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Carlos Henrique Romanelli, conhecido carinhosamente como “Carlinhos do Ney”, 56 anos, casado e pai de três filhos, agora faz parte da Câmara Municipal de Itamonte. Eleito pelo PL (Partido Liberal), Carlinhos assume seu lugar como vereador com um grande compromisso: continuar o legado do pai, o inesquecível Ney Romanelli, ex-prefeito de Itamonte por três mandatos e símbolo de trabalho e dedicação à cidade.

Ney Romanelli, falecido recentemente, deixou sua marca através de grandes obras e transformações em Itamonte. Com um coração generoso, o ex-prefeito conquistou o carinho e a admiração do povo, sendo lembrado como alguém que sempre esteve presente nas dificuldades dos cidadãos. “Meu pai foi um grande líder, um exemplo de humildade e amor pela cidade”, afirma Carlinhos, com a emoção de quem foi influenciado profundamente pela trajetória do pai.

O legado de Ney Romanelli é visível nas estruturas que transformaram a cidade, e seu nome permanece na memória dos moradores como sinônimo de uma administração que cuidava de cada detalhe da cidade com zelo e comprometimento. “Quero dar continuidade a esse trabalho, resgatar a simplicidade e o contato próximo com o povo, que meu pai sempre teve”, declara Carlinhos do Ney, evidenciando que sua gestão será marcada pelo mesmo carinho e dedicação, bem como pelo trabalho sério e humanizado que pautou a política de seu pai.

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Com a sua eleição, Carlinhos do Ney chega à Câmara Municipal como a voz do povo, com um olhar atento aos problemas diários que afetam a comunidade. Ele leva consigo o exemplo de liderança do pai, mantendo a humildade e o carinho no trato com cada cidadão de Itamonte, sempre buscando soluções para o bem-estar da população.

A cidade aguarda com expectativa os próximos passos de Carlinhos como vereador, já reconhecendo nele a vontade de fazer a diferença, mantendo a essência de quem cresceu ao lado de um homem que dedicou sua vida à sua terra e ao seu povo. Carlinhos do Ney já se mostra como um político de proximidade, que não perdeu a conexão com as raízes e que promete caminhar, com dedicação e respeito, pelos mesmos trilhos que seu pai seguiu, com muito trabalho e amor por Itamonte.

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