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TJMG promove seminário sobre práticas de Justiça Restaurativa

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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da 3ª Vice-Presidência e da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef/TJMG), promoveu nesta segunda-feira (21/11) o seminário “Diálogos sobre práticas de Justiça Restaurativa: possibilidades e limites para a ampliação do acesso à Justiça como construção da cultura da paz”. O evento, que contou com o apoio da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), faz parte das ações da Semana Nacional da Justiça Restaurativa, iniciada nesta segunda.

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Evento faz parte das ações da Semana Nacional da Justiça Restaurativa, iniciada nesta segunda-feira (21/11) (Crédito: Euler Junior/TJMG)

A abertura da atividade foi realizada pelo 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da Escola Judicial, desembargador Renato Luís Dresch, e pela 3ª vice-presidente, desembargadora Ana Paula Nannetti Caixeta, responsável pelos métodos autocompositivos, dentre eles, a Justiça Restaurativa. 

Também participaram da solenidade e compuseram a mesa de honra a coordenadora do Centro de Apoio à Justiça Restaurativa do TJMG (Ceajur), desembargadora Hilda Maria Pôrto de Paula Teixeira da Costa; o vice-reitor da UFMG, Alessandro Fernandes Moreira, representando a reitora Sandra Regina Goulart Almeida; e o professor da Faculdade de Direito da UFMG, Fernando Gonzaga Jayme. 

A ação educacional teve como objetivo a capacitação dos participantes para que eles sejam capazes de implementar novos projetos em Justiça Restaurativa, atendam à Resolução 225/16 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e às recomendações do Fórum Nacional da Mediação e Conciliação (Fonamec) em relação ao tema. 

“A Justiça Restaurativa é de relevância social para que o Poder Judiciário se aproxime da sociedade. Nós precisamos pensar, criar uma contraposição tradicional da justiça criminal, que aquela justiça punitiva, retributiva, é meramente simbólica para a vítima. Precisamos pensar a restauração completa”, disse o desembargador Renato Luís Dresch, considerando a uma “evolução necessária” e a importância da aproximação entre escolas judiciais e a academia. 

“Na verdade, nós temos que pensar que a sociedade evolui. E essa evolução é necessária, sobretudo quando se trata da área acadêmica”, disse.

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A 3ª vice-presidente do TJMG, desembargadora Ana Paula Nannetti Caixeta, afirmou que o seminário representa uma valiosa forma de difusão da cultura da paz. “Eventos como esse são essenciais, uma vez que o conhecimento mais profundo das ferramentas da Justiça Restaurativa e sua aplicação podem efetivamente auxiliar no acolhimento e acompanhamento de vítimas, ofensores, famílias e comunidades, além de estimular a realização de projetos sobre o tema e promover o trabalho em rede”, concluiu, afirmando que temas com “essa complexidade e tão delicados” devem ser trabalhados dentro de uma perspectiva multidisciplinar. 

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Desembargadora Hilda Maria Pôrto de Paula Teixeira da Costa apresentou aos presentes os trabalhos de Justiça Restaurativa feitos pelo TJMG (Crédito: Euler Junior/TJMG)

De forma presencial e à distância, participaram da atividade magistrados, servidores, estagiários, colaboradores terceirizados e público externo, que foram expostos a temas que tratavam sobre a Justiça Restaurativa em diferentes espaços. 

Os trabalhos feitos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais foram apresentados pela coordenadora do Ceajur/TJMG, desembargadora Hilda Maria Pôrto de Paula Teixeira da Costa, que reforçou que o tema começou a ser tratado após portaria conjunta assinada em 2011, quando foi instalado um projeto-piloto na capital mineira. 

“O projeto foi crescendo, deu frutos e até hoje continua”, disse, lembrando que a Corte mineira possui trabalhos de Justiça Restaurativa no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional de Belo Horizonte (Cia-BH); no Juizado Especial Criminal; na execução penal e violência doméstica em diversas comarcas do estado.

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Advogada e professora Célia Passos (Crédito: Euler Junior/TJMG)

Já a advogada e professora Célia Passos, que é doutora em Psicologia Social, mediadora, facilitadora de diálogos e processos negociais para construção de consenso, discorreu sobre a justiça e práticas restaurativas, avaliando a importância do diálogo e os desafios da implementação e manutenção do método. “Trabalhar com justiça restaurativa é trabalhar com profundidade. É ir além e além das disciplinas”, considerou. 

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Também proferiram palestras o juiz federal Osmane Antônio dos Santos, que apresentou a Justiça Restaurativa no âmbito da Justiça Federal, e o estudante Michael Martinez, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, que compartilhou experiências vividas em Chicago, nos Estados Unidos. 

O tema também foi tratado pela professora Marília de Dirceu Salles, da Secretaria Municipal de Educação (Smed), que apresentou situações compartilhadas nas escolas municipais de Belo Horizonte, e pelo facilitador de justiça e práticas restaurativas e instrutor do Núcleos de Orientação e Solução de Conflitos Escolares (NÓS), Gabriel Rodrigues Batista.

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Apresentações também ficaram por conta da professora Marília de Dirceu Salles; do jesuíta Michael Martinez e do instrutor do programa Nós, Gabriel Rodrigues Batista (Crédito: Divulgação/TJMG)

Justiça Restaurativa

A Justiça Restaurativa valoriza a autonomia e o diálogo, criando oportunidades para que as pessoas envolvidas no conflito (autor e receptor do fato, familiares e comunidade) possam conversar e entender a causa real do conflito, a fim de restaurar a harmonia e o equilíbrio entre todos. A ética restaurativa é de inclusão e de responsabilidade social e promove o conceito de responsabilidade ativa.

O principal objetivo do procedimento restaurativo é o de conectar pessoas além dos rótulos de vítima, ofensor e testemunha; desenvolvendo ações construtivas que beneficiem a todos. A abordagem tem o foco nas necessidades determinantes e emergentes do conflito, de forma a aproximar e co-responsabilizar todos os participantes, com um plano de ações que visa restaurar laços sociais, compensar danos e gerar compromissos futuros mais harmônicos.

O processo restaurativo é realizado quando as partes envolvidas manifestam sua concordância em participar e pode ser aplicado tanto no âmbito criminal, em Varas Criminais, Juizados Especiais ou Centros Judiciários, quanto no contexto socioeducativo.

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Fonte: TJMG

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Carlos Henrique Romanelli, “Carlinhos do Ney”, é eleito vereador em Itamonte com o compromisso de seguir o legado do pai, Ney Romanelli

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Carlos Henrique Romanelli, conhecido carinhosamente como “Carlinhos do Ney”, 56 anos, casado e pai de três filhos, agora faz parte da Câmara Municipal de Itamonte. Eleito pelo PL (Partido Liberal), Carlinhos assume seu lugar como vereador com um grande compromisso: continuar o legado do pai, o inesquecível Ney Romanelli, ex-prefeito de Itamonte por três mandatos e símbolo de trabalho e dedicação à cidade.

Ney Romanelli, falecido recentemente, deixou sua marca através de grandes obras e transformações em Itamonte. Com um coração generoso, o ex-prefeito conquistou o carinho e a admiração do povo, sendo lembrado como alguém que sempre esteve presente nas dificuldades dos cidadãos. “Meu pai foi um grande líder, um exemplo de humildade e amor pela cidade”, afirma Carlinhos, com a emoção de quem foi influenciado profundamente pela trajetória do pai.

O legado de Ney Romanelli é visível nas estruturas que transformaram a cidade, e seu nome permanece na memória dos moradores como sinônimo de uma administração que cuidava de cada detalhe da cidade com zelo e comprometimento. “Quero dar continuidade a esse trabalho, resgatar a simplicidade e o contato próximo com o povo, que meu pai sempre teve”, declara Carlinhos do Ney, evidenciando que sua gestão será marcada pelo mesmo carinho e dedicação, bem como pelo trabalho sério e humanizado que pautou a política de seu pai.

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Com a sua eleição, Carlinhos do Ney chega à Câmara Municipal como a voz do povo, com um olhar atento aos problemas diários que afetam a comunidade. Ele leva consigo o exemplo de liderança do pai, mantendo a humildade e o carinho no trato com cada cidadão de Itamonte, sempre buscando soluções para o bem-estar da população.

A cidade aguarda com expectativa os próximos passos de Carlinhos como vereador, já reconhecendo nele a vontade de fazer a diferença, mantendo a essência de quem cresceu ao lado de um homem que dedicou sua vida à sua terra e ao seu povo. Carlinhos do Ney já se mostra como um político de proximidade, que não perdeu a conexão com as raízes e que promete caminhar, com dedicação e respeito, pelos mesmos trilhos que seu pai seguiu, com muito trabalho e amor por Itamonte.

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