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Vacinação reduz em seis vezes as mortes por covid-19 no Triângulo do Norte

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Há um ano, a macrorregião de saúde Triângulo do Norte vivia o pior momento da pandemia da covid-19. Entre os meses de fevereiro e março de 2021, a taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para assistência a pacientes com coronavírus encontrava-se na capacidade máxima e doentes foram transferidos para hospitais de outras regiões de Minas Gerais.

O quadro começou a mudar com a vacinação contra a doença, iniciada na segunda quinzena de janeiro. No final de março de 2021, pouco mais de 100 mil doses haviam sido aplicadas na macrorregião, conforme registro no vacinômetro da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

Crédito: Lilian Cunha

Atualmente, a macrorregião regista 3 milhões de doses aplicadas, sendo 90% de cobertura na primeira dose ou dose única, 87% de cobertura na segunda dose e 59% de cobertura na dose de reforço, considerando a população acima de cinco anos de idade.

Coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Superintendência Regional de Saúde (SRS) Uberlândia, Mariana Menezes fez um estudo comparativo dos dados no primeiro trimestre de 2021 e de 2022, considerando a vacinação, casos e óbitos registrados da doença, e também notificações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nos 27 municípios do Triângulo do Norte.

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“Apesar de termos o dobro de casos de covid-19 confirmados neste ano, o número de óbitos é seis vezes menor, comparando os três primeiros meses de 2021 e 2022. Fazendo uma análise ampla e considerando os estudos científicos neste sentido, a ampliação da cobertura vacinal é o fator que contribuiu para a redução de casos graves, internações, e consequentemente, para evitar óbitos por coronavírus”.

Mesmo com o avanço da vacinação, o desafio atual está na aplicação da dose de reforço nos adultos e nas primeiras doses em crianças. Marcelo José Pires Ferreira, superintendente regional de Saúde de Uberlândia, destaca que as vacinas estão disponíveis em todos os municípios do Triângulo do Norte. “É importante a população ficar atenta ao cartão de vacinação e verificar o intervalo de aplicação das doses, pois o efeito da vacina para a redução de casos graves e óbitos está diretamente associado ao esquema completo da imunização”.
 

Dose de reforço e vacinação infantil

Mesmo sendo uma das macrorregiões de saúde de Minas Gerais com as melhores coberturas vacinais, estima-se que o Triângulo do Norte tenha 331 mil pessoas aptas para receber a primeira dose de reforço, segundo o vacinômetro estadual. Quanto à vacinação infantil, a cobertura da primeira dose é de 65%, ou seja, mais de 37 mil crianças ainda não iniciaram a imunização contra a covid-19 nos 27 municípios.

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Na semana passada, a SRS Uberlândia e a Gerência Regional de Saúde (GRS) de Ituiutaba, no Triângulo Norte, entregaram mais de 30 mil doses aos municípios para a aplicação da 4ª dose (segunda dose de reforço) nos adultos, que teve o público ampliado para as pessoas acima de 70 anos.

Medidas preventivas

Com o outono e inverno, período de sazonalidade das doenças respiratórias, incluindo a covid-19, a coordenadora regional da vigilância epidemiológica reforça sobre a vacinação e a prevenção. “Iniciamos a campanha de vacinação contra a influenza na segunda-feira (4/4), que abrange idosos e profissionais da saúde no primeiro momento, e, no mês seguinte, terá público-alvo ampliado. Mais uma vez, é importante manter o cartão vacinal em dia e manter as medidas de higienização das mãos, etiqueta da tosse e uso de máscara nas situações que forem necessárias”, finalizou Menezes.

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Marcelo Morais quer disputar presidência da AMM

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O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições

Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.

O posicionamento firme de Marcelo Morais ecoa entre os prefeitos do sudoeste mineiro, que já iniciou as estratégias articuladas para fortalecer a representatividade da região nas eleições da Associação Mineira de Municípios (AMM), previstas para março deste ano.

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