Polícia
3º Ciclo de Palestras da PCMG chega ao fim com mais de 50 exposições

Rodas de conversas, palestras, instruções, demonstrações e trocas de experiências. Essa foi a tônica que permeou os cinco dias do 3º Ciclo de Palestras da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para alunos do curso de formação da Academia de Polícia Civil (Acadepol-MG). O evento, iniciado na última terça-feira (3/10), foi encerrado nessa segunda-feira (9/10), marcado por presenças destacadas, como a do governador de Minas, Romeu Zema, da chefe da PCMG, delegada-geral Letícia Gamboge, e do secretário de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco.
Neste quinto dia de evento, após abertura da coordenadora de Planejamento, Gestão e Finanças, delegada Elenice Cristine Batista Ferreira, as apresentações foram iniciadas com uma roda de conversa do grupo do Departamento Estadual de Investigação e Proteção a Pessoa (DHPP) sobre o caso Hilma Balsamão.
Em 2021, a PCMG concluiu inquérito de uma investigação da morte de uma mulher, de 38 anos, no bairro Castelo, capital. Após inúmeros levantamentos, pericias e oitivas de testemunhas, a Polícia Civil concluiu à época que a morte foi acidental e que ela havia sofrido queda de um prédio sem interferência de terceiros.
Conforme destacou o delegado Guilherme Catão, ao todo, foram ouvidas 26 pessoas durante as investigações e realizadas oito perícias, pelo Instituto de Criminalística e pelo Instituto Médico Legal. Um desses exames apontou o elevado teor alcoólico no organismo de Hilma, o que pode explicar o desequilíbrio e a queda. “Esse teor alcoólico, que a vítima se encontrava no dia, faz com que ela perca a percepção de funções básicas como profundidade e perigo”, enfatiza Catão.
Além do delegado, participaram da apresentação do caso os peritos criminais Ângela Romano e Bruno Henrique Moreira Ferreira, a delegada Ingrid Estevam Silva Miranda e o investigador Max Wesley Fernandes Barbosa.
Na sequência, a subsecretária de Inovação e Gestão Estratégica da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Camila Barbosa Neves, expôs a palestra “Gestão Estratégica e Inovação”. Durante a exposição, Neves destacou a importância da inovação na gestão pública e as iniciativas que geram criatividade para fazer possível uma coordenação de projetos de qualidade.
Como exemplo, a subsecretária apresentou o LAB.mg, um projeto lançado em 2020 que têm como objetivo melhorar a experiência dos usuários dos serviços públicos. “Nos últimos anos, a inovação tem ganhado cada vez mais espaço no Governo de Minas, desempenhando um papel mais estratégico ao ajudar os órgãos e entidades a resolverem desafios”, afirmou Camila Barbosa, que encorajou os novos policiais a buscarem também por formas criativas de melhorarem a experiência dos usuários do serviço público.
Integração dos órgãos de defesa
Duas duplas de policiais ministraram palestras destacando a integração da atuação das forças de segurança. Ainda pela manhã, o chefe do Estado Maior da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Marcelo Ramos de Oliveira e o chefe do Gabinete Militar do Governador e da Defesa Civil Estadual de Minas Gerais, coronel Carlos Frederico Otoni Garcia, abordaram o tema “A PMMG quanto aos aspectos de integração com outros órgãos e a atividade de proteção e defesa civil”. Já na segunda etapa, a superintendente Regional da Polícia Federal, Tatiana Alves Torres e o delegado da Polícia Federal, Bruno Torquato Zampier Lacerda, falaram sobre “Ações Integradas de Investigação”.
Organizações criminosas e operações estratégicas
Outras duas palestras se complementaram no quinto dia do Ciclo de Palestras: para apresentar a Coordenadoria de Operações Estratégicas (COE) da PCMG, o delegado Hugo Malhano dos Santos, acompanhado da equipe falou com o público, destacando as especialidades de cada área operacional da Polícia Civil e sua atuação tática; já o secretário de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, explicou sobre “Facções Criminosas e Violência Urbana”. Durante a apresentação, Greco deu exemplos de como a violência urbana é um fenômeno social que tem se espalhado com grande velocidade nas cidades. “A raiz desse problema pode estar no modo como a sociedade está estruturada, quais são seus valores culturais, sociais, morais padrões econômicos e também ideologia política. Muito mais do que uma simples questão de violência urbana, o estudo das facções criminosas engloba uma análise social mais profunda e complexa”, disse.
Integridade
O controlador-geral do estado de Minas Gerais, Rodrigo Fontenelle de Araújo Miranda, esclareceu para os participantes do Ciclo sobre o “Plano Mineiro de Promoção da Integridade”.
O Plano tem como objetivo sistematizar ações de governança, gestão de riscos, controles internos, gestão de pessoal, transparência, entre outras, de modo a tornar o ambiente público mais ético e responsivo. “Espero que com essa perspectiva, possamos estimular servidores e público externo que orbita na extensa rede de conexões do Governo de Minas a refletir sobre a importância da integridade em cada um de seus atos, não só em seus trabalhos, mas também na vida privada”, afirmou.
O evento foi encerrado com discurso da chefe da PCMG, delegada Letícia Gamboge, que destacou a abrangência de exposições e relatos pessoais capazes de enriquecer a formação dos alunos da Acadepol. “Nesses cinco dias, as senhoras e senhores tiveram a oportunidade de acompanhar grandes experiências, grandes edições e, sobretudo, uma grande diretriz. Primeira: honrar a camisa, honrar a instituição. Segundo: lembrar, mais uma vez, que doravante as senhoras e senhores não são apenas os seus nomes; vocês são policiais civis. E todos os nossos comportamentos e posturas são lembrados enquanto somos policiais civis”, finalizou.
Fonte: Polícia Civil de MG


Polícia
Carga de 6 milhões e caminhão com chassi adulterado são recuperados

Da redação – A Polícia Militar evitou o furto de uma carga milionária de defensivos agrícolas na Cooperativa de Café COOPERCITRUS, em Itamogi, extremo sudeste de Minas. O crime, que ocorreu no último dia 30/12 foi frustrado devido a denúncias que alertaram uma movimentação suspeita na cooperativa, os policiais foram ao local e constataram que os criminosos haviam tentado levar uma carga de defensivos agrícolas avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões de reais.
Imediatamente, os agentes iniciaram uma investigação utilizando câmeras de segurança e identificaram um veículo que deu suporte à ação e um caminhão que seria usado para o transporte da carga. A partir destas informações os policiais mineiros, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, iniciaram uma operação para localizar e prender os autores. Durante as diligências, o veículo suspeito foi avistado e, após uma perseguição, acabou se envolvendo em um acidente de trânsito, um deles foi capturado e preso.
Ontem 2/1 a polícia localizou o caminhão usado na ação criminosa abandonado em um cafezal na zona rural de Itamogi. Sem placas de identificação, o veículo foi identificado como roubado em Miguelópolis (SP) em junho de 2024, após a análise de uma nota fiscal e do chassi.
O chassi havia sido adulterado para coincidir com o de outro caminhão de uma empresa do Rio Grande do Sul, uma prática comum entre quadrilhas especializadas. A adulteração de sinal identificador de veículo automotor, como o chassi, é crime previsto no artigo 311 do Código Penal, com pena de reclusão de 3 a 6 anos e multa. A Polícia Militar segue trabalhando para identificar e prender os outros envolvidos, além de investigar se a quadrilha possui conexão com outros crimes semelhantes na região.
O caso reforça a necessidade de ações integradas para combater crimes de roubo e adulteração de veículos.
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