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Ações de repressão a homicídios na capital resultam em três prisões

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Divulgação/PCMG

Buscando coibir crimes violentos contra a vida em Belo Horizonte, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) promoveu uma série de ações repressivas que resultaram na prisão de três pessoas ligadas a homicídios, como desdobramento de duas investigações distintas.

No último 26 de setembro, um homem, de 22 anos, suspeito de assassinar a tia, de 48, foi preso pela Polícia Militar, em Timóteo, no Vale do Rio Doce, após a equipe de policiais civis do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) identificá-lo e representar à Justiça pelo mandado de prisão.

O crime ocorreu em 23 de setembro, no bairro Vila Nova, região Norte da capital. Conforme explica a delegada Iara França Camargos, responsável pelo caso, vizinhos testemunharam o momento em que o investigado chamou pela tia e, quando esta desceu a rua, foi baleada com dois tiros no rosto. Os amigos ainda tentaram reanimá-la, mas a vítima morreu na manhã do dia seguinte.

“O que descobrimos é que o pai do suspeito dividia a casa com a irmã. Antes de morrer, ele vendeu sua parte à irmã e, desde então, o investigado não aceitava que não poderia ter a casa, chegando a ameaçá-la em abril deste ano”, esclarece Iara França. “É algo costumeiro no tráfico de drogas mirar um imóvel como alvo e se apossar dele. Contudo, nesse caso, nem o tráfico local apoiava a decisão do suspeito”, completa.

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Histórico criminal

Conforme levantamentos da PCMG, o suspeito tem extenso envolvimento com o crime desde a adolescência, quando chegou a ser apreendido por diversas vezes em Belo Horizonte. Posteriormente, teve passagens criminais por roubo, furto, tráfico de drogas, falsidade ideológica, evasão de prisão e homicídios.

A chefe do DHPP, delegada Alessandra Wilke, chama a atenção, inclusive, para as circunstâncias em que o crime ocorreu. “Ele havia cometido não um, mas dois homicídios anteriores, ambos na cidade de Timóteo, em menos de dois meses”, afirmou.

Em agosto deste ano, o investigado foi preso em Timóteo pelo assassinato do líder do grupo criminoso rival ao dele na cidade. O homem foi autuado, além do homicídio, também por associação ao tráfico de drogas. “Menos de um mês depois, em 14 de setembro, na mesma cidade, ele matou brutalmente uma mulher, de aproximadamente 20 anos. O crime foi testemunhado por outras pessoas, que o viram espancando a vítima no rosto com socos, pedradas e, por fim, ele até ateou fogo na mulher ainda viva”, relata a delegada Iara.

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Na ocasião, o suspeito foi preso e autuado em flagrante pela Polícia Civil. Em menos de nove dias, no dia 23 de setembro, ele teria cometido o crime em Belo Horizonte.

“Narco-guerra”

A execução no Beco Lourenço Silva, do bairro Apolônia, ocorreu por volta das 23h30 do dia 2 de agosto. Na ocasião, a vítima, um homem de 43 anos, foi surpreendida a tiros, em via pública, e morreu imediatamente no local dos fatos. Conforme apurado, a motivação do crime está relacionada com o tráfico de drogas e possível queima de arquivo.

De acordo com a delegada Lígia Barbieri Mantovani, as investigações apontam para uma rivalidade de domínio territorial por pontos de venda de entorpecentes na região. “A disputa que culminou na morte da vítima foi entre a organização criminosa comandada por um dos mandantes do crime e o grupo liderado pela vítima”, informa.

O trabalho investigativo, como informa a delegada, já identificou os mandantes e os executores do crime. Nesta quinta-feira (5/10), dois dos investigados, de 22 e 23 anos, foram detidos em virtude de mandado de prisão temporária, e os policiais civis ainda cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos alvos.

As investigações prosseguem.

Fonte: Polícia Civil de MG

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Carga de 6 milhões e caminhão com chassi adulterado são recuperados

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Da redação – A Polícia Militar evitou o furto de uma carga milionária de defensivos agrícolas na Cooperativa de Café COOPERCITRUS, em Itamogi, extremo sudeste de Minas. O crime, que ocorreu no último dia 30/12  foi frustrado devido a denúncias que alertaram uma movimentação suspeita na cooperativa, os policiais foram ao local e constataram que os criminosos haviam tentado levar uma carga de defensivos agrícolas avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões de reais.

Imediatamente, os agentes iniciaram uma investigação utilizando câmeras de segurança e identificaram um veículo que deu suporte à ação e um caminhão que seria usado para o transporte da carga.  A partir destas informações os policiais mineiros, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, iniciaram uma operação para localizar e prender os autores. Durante as diligências, o veículo suspeito foi avistado e, após uma perseguição, acabou se envolvendo em um acidente de trânsito, um deles foi capturado e preso.

Ontem 2/1  a polícia localizou o caminhão usado na ação criminosa abandonado em um cafezal na zona rural de Itamogi. Sem placas de identificação, o veículo foi identificado como roubado em Miguelópolis (SP) em junho de 2024, após a análise de uma nota fiscal e do chassi.

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O chassi havia sido adulterado para coincidir com o de outro caminhão de uma empresa do Rio Grande do Sul, uma prática comum entre quadrilhas especializadas. A adulteração de sinal identificador de veículo automotor, como o chassi, é crime previsto no artigo 311 do Código Penal, com pena de reclusão de 3 a 6 anos e multa. A Polícia Militar segue trabalhando para identificar e prender os outros envolvidos, além de investigar se a quadrilha possui conexão com outros crimes semelhantes na região.

O caso reforça a necessidade de ações integradas para combater crimes de roubo e adulteração de veículos.

 

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