Polícia
Betim: PCMG indicia cinco pessoas envolvidas em feminicídio

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta semana, o inquérito policial que apurou o feminicídio de uma mulher, de 45 anos, morta na noite do dia 21 de fevereiro, no bairro Jardim Alterosas, em Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O namorado da vítima, de 50 anos, foi indiciado pelo crime e outras quatro pessoas responderão por omissão de socorro com resultado morte e por falso testemunho.
No dia 20 de fevereiro, o casal, que namorava há dois anos, confraternizava na casa do investigado com outro casal de amigos, a mãe do suspeito e a mãe da mulher convidada. Por volta das 15h, o indiciado e a vítima tiveram uma discussão e precisaram ser separados pelos demais convidados. Já à meia noite, vizinhos ouvidos pela Polícia Civil afirmaram ter ouvido gritos da mulher pedindo para que o suspeito “parasse” e, em seguida, barulhos de pancadas.
O titular da Delegacia Especializada de Homicídios em Betim, delegado Otávio Luiz de Carvalho, informa que depois de a vítima ser atingida com um instrumento contundente, as pessoas presentes na confraternização ficaram com a vítima ferida desde a meia noite do dia 21 e só a socorreram às 23h30 daquele dia. “Ela deu entrada na UPA [Unidade de Pronto Atendimento] com traumatismo cranioencefálico gravíssimo e morreu no dia seguinte, 22 de fevereiro”, detalhou Carvalho.
A PCMG apurou que o suspeito deixou a mulher na unidade médica junto com a amiga que estava na casa dele e, em seguida, fugiu. Na semana seguinte, ele se apresentou com advogado à polícia. Ao ser ouvido, o suspeito alegou que fugiu porque estava com medo da família, mas que, na verdade, a mulher teria caído da cama.
“Essa versão foi descartada rapidamente com a oitiva dos vizinhos, que confirmaram a discussão, os gritos e os barulhos das agressões”, enfatiza Otávio Luiz. “Além disso, ela apresentou lesão em ambos os braços e outra contundente no topo do crânio, o que a levou à morte, elementos incompatíveis com uma queda de uma cama”, completa.
Histórico de agressões
A Polícia Civil levantou havia um histórico de agressões no relacionamento do casal, embora a vítima escondesse os fatos da família e, portanto, não chegou a denunciar os crimes. O investigado acumula ocorrências de violência também contra outras namoradas, inclusive a primeira esposa dele, que chegou a ser mantida em cárcere privado pelo suspeito.
Ele já foi indiciado por roubo, associação criminosa, receptação, dois crimes de lesão corporal, vias de fato, três crimes de ameaça, porte ilegal de arma de fogo e exercício arbitrário das próprias razões. Com a conclusão do inquérito policial, o investigado foi indiciado por feminicídio e a Polícia Civil representou pelo mandado de prisão preventiva, requisição que será avaliada pelo Poder Judiciário.
Já o casal de amigos, responderá pelo crime de omissão de socorro com resultado morte. “É uma omissão grave, porque caso a vítima tivesse sido socorrida rapidamente, talvez pudesse ter sobrevivido”, destaca Otávio Luiz.
Quanto às duas mulheres mais velhas, também presentes na festa, foram indiciadas por falso testemunho, uma vez que mentiram para tentar ajudar o suspeito.
Fonte: Polícia Civil de MG


Polícia
Carga de 6 milhões e caminhão com chassi adulterado são recuperados

Da redação – A Polícia Militar evitou o furto de uma carga milionária de defensivos agrícolas na Cooperativa de Café COOPERCITRUS, em Itamogi, extremo sudeste de Minas. O crime, que ocorreu no último dia 30/12 foi frustrado devido a denúncias que alertaram uma movimentação suspeita na cooperativa, os policiais foram ao local e constataram que os criminosos haviam tentado levar uma carga de defensivos agrícolas avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões de reais.
Imediatamente, os agentes iniciaram uma investigação utilizando câmeras de segurança e identificaram um veículo que deu suporte à ação e um caminhão que seria usado para o transporte da carga. A partir destas informações os policiais mineiros, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, iniciaram uma operação para localizar e prender os autores. Durante as diligências, o veículo suspeito foi avistado e, após uma perseguição, acabou se envolvendo em um acidente de trânsito, um deles foi capturado e preso.
Ontem 2/1 a polícia localizou o caminhão usado na ação criminosa abandonado em um cafezal na zona rural de Itamogi. Sem placas de identificação, o veículo foi identificado como roubado em Miguelópolis (SP) em junho de 2024, após a análise de uma nota fiscal e do chassi.
O chassi havia sido adulterado para coincidir com o de outro caminhão de uma empresa do Rio Grande do Sul, uma prática comum entre quadrilhas especializadas. A adulteração de sinal identificador de veículo automotor, como o chassi, é crime previsto no artigo 311 do Código Penal, com pena de reclusão de 3 a 6 anos e multa. A Polícia Militar segue trabalhando para identificar e prender os outros envolvidos, além de investigar se a quadrilha possui conexão com outros crimes semelhantes na região.
O caso reforça a necessidade de ações integradas para combater crimes de roubo e adulteração de veículos.
-
CIDADES6 dias atrás
Nikolas é favorito em Minas
-
Coluna Minas Gerais6 dias atrás
Presidente da CAAMG prestigia posse da diretoria da OAB Nacional e participa de reunião da Concad
-
Coluna Minas Gerais5 dias atrás
Fabriciano inicia obra de 500 moradias
-
Coluna Minas Gerais5 dias atrás
Inscrições abertas para 3ª Maratona Faemg Jovem
-
Coluna Minas Gerais4 dias atrás
Falta de planejamento e o alto custo na mesa do consumidor
-
Coluna Minas Gerais6 dias atrás
Mulheres lideram a transformação da infraestrutura e mobilidade nos países do Brics
-
Coluna Minas Gerais4 dias atrás
CAAMG abre a primeira semana da Campanha de Vacinação Antigripal para a advocacia de Minas Gerais
-
Coluna Minas Gerais4 dias atrás
Lactalis investe R$ 291 milhões em Minas