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Brumadinho: PCMG segue mobilizada para levar alento a familiares

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Divulgação/PCMG

Nesta quarta-feira (25/1) completam-se quatro anos desde o rompimento da Barragem B1, na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, tragédia que vitimou 270 pessoas, considerada um dos maiores desastres ambientais do país. Mesmo após esse período, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) segue empenhada em dar uma resposta aos familiares e à memória de seus entes queridos.

“Importante destacar o trabalho qualificado que a nossa PCMG apresentou, seja na elucidação das causas e responsabilidades por esse terrível fato, como também na identificação de suas vítimas. Em um ano, concluímos um inquérito policial robusto, capaz de fornecer elementos que indicaram decisivamente crimes ambientais e contra a vida. Dessa forma, esperamos trazer respostas aos entes queridos das joias de Brumadinho, que podem se despedir de seus familiares e ter a certeza de que podem contar sempre com uma Polícia Civil forte, empenhada na persecução criminal, e, ao mesmo tempo, sensível às dores de vítimas, familiares e amigos”, enfatiza o chefe da instituição, delegado-geral Joaquim Francisco Neto e Silva.

Até o momento, 267 vítimas já foram identificadas. Dessas, 183 tiveram a confirmação pelo exame de papiloscopia (análise das impressões digitais); 50 por DNA; 32 por Odontologia Legal e duas por Antropologia Forense (quando os indivíduos apresentam particularidades que permitem suas identificações). Atualmente, 37 amostras estão em análise de DNA.

A diretora do Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette (IMLAR), médica-legista Naray Aparecida Paulino, explica que os trabalhos continuarão enquanto houver buscas na região de Brumadinho, e a Polícia Civil estará sempre a postos. “Uma vez localizado um determinado segmento corpóreo, este é analisado ainda na base Bravo, em Brumadinho, remetido ao IMLAR, onde é feita a análise para verificar se se trata de elemento humano ou não e qual tipo de material é este. Pelo tempo dos desaparecimentos e a dimensão desses segmentos os casos recentes estão sendo remetidos ao Instituto de Criminalística (IC) para identificação por DNA”, detalha Naray, acrescentando que “a PCMG permanecerá sempre em busca dessas três pessoas no desejo de poder devolvê-las ao seio de suas famílias e, ao mesmo tempo, contribuir para o fechamento desse luto individual e coletivo”, concluiu.

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Atuação imediata

Desde a primeira notícia do desastre, equipes da PCMG estiveram no local para os atendimentos iniciais, com auxílio inclusive da Coordenação Aerotática (CAT) para busca de sobreviventes e resgate de animais.

No primeiro mês que se sucedeu à queda da barragem, a equipe da Academia de Polícia Civil (Acadepol-MG) ficou responsável pelo acolhimento e pelo cadastro das famílias que foram levadas a Belo Horizonte para o reconhecimento das vítimas. No IMLAR, policiais civis coletaram material genético de familiares para auxiliar nos processos de identificação.

Outra mobilização importante foram as seis Comissões Volantes, promovidas pelo Instituto de Identificação da Polícia Civil, que resultaram na emissão de quase 800 carteiras de identidade para os atingidos.

Investigações

Com a conclusão do inquérito policial, a cargo do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), no dia 20 de janeiro de 2020, quase um ano após o incidente, a Polícia Civil indiciou 16 pessoas físicas pelos crimes de homicídio qualificado, crime contra a fauna, crime contra a flora e crime de poluição. Além disso, duas pessoas jurídicas foram indiciadas por crime contra a fauna, crime contra a flora e crime de poluição.

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O delegado Luiz Otávio Paulon, um dos responsáveis pelas investigações à época, lembra como foi o processo. “Foi um trabalho muito complexo. Seja pela análise de dados – foram praticamente cinco terabytes de material digital apurados –, seja por dezenas de aparelhos eletrônicos periciados, ou ainda, por quase duas centenas de pessoas ouvidas”, destaca Paulon, complementando que entende que as investigações foram bem-sucedidas no sentido de que o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu a denúncia ao Poder Judiciário refletindo a mesma conclusão do inquérito policial.

Houve, ainda, voltada à repressão de crimes no município, a conclusão de diversos inquéritos policiais, com destaque para os delitos de estelionato e roubo.

A estimativa da Polícia Civil é que a operação Brumadinho tenha envolvido diretamente mais de 400 profissionais — delegados, escrivães, investigadores, médicos-legistas, peritos criminais e servidores administrativos.

Os trabalhos para identificação dos desaparecidos remanescentes continuam.

Fonte: Polícia Civil MG

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Carga de 6 milhões e caminhão com chassi adulterado são recuperados

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Da redação – A Polícia Militar evitou o furto de uma carga milionária de defensivos agrícolas na Cooperativa de Café COOPERCITRUS, em Itamogi, extremo sudeste de Minas. O crime, que ocorreu no último dia 30/12  foi frustrado devido a denúncias que alertaram uma movimentação suspeita na cooperativa, os policiais foram ao local e constataram que os criminosos haviam tentado levar uma carga de defensivos agrícolas avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões de reais.

Imediatamente, os agentes iniciaram uma investigação utilizando câmeras de segurança e identificaram um veículo que deu suporte à ação e um caminhão que seria usado para o transporte da carga.  A partir destas informações os policiais mineiros, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, iniciaram uma operação para localizar e prender os autores. Durante as diligências, o veículo suspeito foi avistado e, após uma perseguição, acabou se envolvendo em um acidente de trânsito, um deles foi capturado e preso.

Ontem 2/1  a polícia localizou o caminhão usado na ação criminosa abandonado em um cafezal na zona rural de Itamogi. Sem placas de identificação, o veículo foi identificado como roubado em Miguelópolis (SP) em junho de 2024, após a análise de uma nota fiscal e do chassi.

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O chassi havia sido adulterado para coincidir com o de outro caminhão de uma empresa do Rio Grande do Sul, uma prática comum entre quadrilhas especializadas. A adulteração de sinal identificador de veículo automotor, como o chassi, é crime previsto no artigo 311 do Código Penal, com pena de reclusão de 3 a 6 anos e multa. A Polícia Militar segue trabalhando para identificar e prender os outros envolvidos, além de investigar se a quadrilha possui conexão com outros crimes semelhantes na região.

O caso reforça a necessidade de ações integradas para combater crimes de roubo e adulteração de veículos.

 

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