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Casal é preso pela PCMG por estupro de criança de 10 anos

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Divulgação/PCMG

As investigações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) sobre o estupro de uma criança, atualmente com 10 anos, resultou no indiciamento e na prisão preventiva do padrasto da vítima, de 29 anos, e da mãe dela, de 34. O casal foi localizado durante a operação Anjo Mau, realizada na última quinta-feira (2/5), em Carlos Chagas, no Vale do Mucuri, distante cerca de 500 quilômetros de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, local onde o casal morava à época do crime. O caso foi apresentado à imprensa hoje (8/5).

Tanto o padrasto quanto a mãe da vítima foram indiciados pelo crime previsto no artigo 217-A, do Código Penal, que consiste em “ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos”, agravado no caso da suspeita pela incidência do artigo 13, parágrafo 2º: “A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado”.

“É importante mencionar que os pais têm o dever legal de proteger os seus filhos menores. Assim, se souberem que os filhos são vítimas de um crime e se omitirem de defendê-los, respondem pelo mesmo crime que o executor”, explicou a delegada Susana Kloeckner sobre a responsabilização da mãe da vítima, que tinha conhecimento dos abusos e não interveio, nem denunciou o crime.

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Com a prisão dos suspeitos, a criança foi acolhida e apresentada ao Conselho Tutelar de Carlos Chagas, visando à adoção das medidas de proteção cabíveis.

Apuração policial

As investigações tiveram início no dia 29 de agosto de 2023, após profissionais da área da educação procurarem a Delegacia de Polícia em Jaboticatubas para informar sobre o crime. Segundo eles, a criança havia relatado sofrer abusos sexuais por parte do padrasto, com o consentimento da mãe, desde os 8 anos de idade.

No momento em que souberam da denúncia, os suspeitos fugiram levando a vítima junto. Desde então, a família alternou os endereços de residência, inclusive com passagem pelo estado da Bahia, a fim de não responder pelo crime cometido.

Para Kloeckner, é de suma importância o rápido acionamento das forças de segurança em casos de denúncia de crimes sexuais, sobretudo aqueles envolvendo crianças. “É importante salientar aos profissionais da área da educação, da saúde e da assistência social, que frequentemente são os primeiros a receberem notícias de agressões sexuais contra crianças e adolescentes, que devem acionar imediatamente os órgãos de proteção e a polícia”, ressaltou.

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Confissão

Durante declarações, a mãe da vítima detalhou os abusos cometidos contra a filha e confirmou ter ciência deles. No entanto, a suspeita alegou que era ameaçada pelo investigado, motivo pelo qual nunca denunciou o crime, cometido por mais de dois anos.

Ainda segundo a investigada, ao sair da cidade de Jaboticatubas, o casal quebrou os chips dos celulares e vendeu os aparelhos, bem como o veículo utilizado na fuga. O primeiro destino da família, segundo ela, foi o município de Itamaraju, na Bahia. Porém, permaneceram na cidade por pouco tempo, pois notaram a presença de muitos policiais no local. Os suspeitos seguiram então para a cidade mineira de Joaíma, no Vale do Jequitinhonha, retornando um mês depois para a área rural de Itamaraju.

O investigado negou os fatos.

Anjo Mau

O nome da operação faz referência à situação de risco a que a vítima estava submetida, mesmo na companhia de quem deveria protegê-la.

Participaram da ação seis policiais da Delegacia de Polícia em Jaboticatubas, que deslocaram em duas viaturas até a cidade de Carlos Chagas para o cumprimento dos mandados de prisão.

Fonte: Polícia Civil de MG

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Carga de 6 milhões e caminhão com chassi adulterado são recuperados

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Da redação – A Polícia Militar evitou o furto de uma carga milionária de defensivos agrícolas na Cooperativa de Café COOPERCITRUS, em Itamogi, extremo sudeste de Minas. O crime, que ocorreu no último dia 30/12  foi frustrado devido a denúncias que alertaram uma movimentação suspeita na cooperativa, os policiais foram ao local e constataram que os criminosos haviam tentado levar uma carga de defensivos agrícolas avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões de reais.

Imediatamente, os agentes iniciaram uma investigação utilizando câmeras de segurança e identificaram um veículo que deu suporte à ação e um caminhão que seria usado para o transporte da carga.  A partir destas informações os policiais mineiros, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, iniciaram uma operação para localizar e prender os autores. Durante as diligências, o veículo suspeito foi avistado e, após uma perseguição, acabou se envolvendo em um acidente de trânsito, um deles foi capturado e preso.

Ontem 2/1  a polícia localizou o caminhão usado na ação criminosa abandonado em um cafezal na zona rural de Itamogi. Sem placas de identificação, o veículo foi identificado como roubado em Miguelópolis (SP) em junho de 2024, após a análise de uma nota fiscal e do chassi.

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O chassi havia sido adulterado para coincidir com o de outro caminhão de uma empresa do Rio Grande do Sul, uma prática comum entre quadrilhas especializadas. A adulteração de sinal identificador de veículo automotor, como o chassi, é crime previsto no artigo 311 do Código Penal, com pena de reclusão de 3 a 6 anos e multa. A Polícia Militar segue trabalhando para identificar e prender os outros envolvidos, além de investigar se a quadrilha possui conexão com outros crimes semelhantes na região.

O caso reforça a necessidade de ações integradas para combater crimes de roubo e adulteração de veículos.

 

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