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Homem assassinou jovem depois de extorquir família, aponta inquérito

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Divulgação/PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu que a jovem de 21 anos encontrada esfaqueada e incendiada, no dia 19 de fevereiro, na rodovia BR 040, entre os municípios de Pedro Leopoldo e Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, teria morrido após fugir de cárcere privado onde era mantida pelo namorado, de 40 anos, que tentava extorquir a família dela. O homem foi preso em flagrante.

A vítima foi encontrada por um caminhoneiro, que chamou por socorro e acionou a Polícia Militar na data dos fatos. A jovem ainda tentou comunicar as testemunhas sobre o ocorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. O suspeito foi preso em flagrante no dia seguinte por policiais militares e apresentou identidade falsa. Já no Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), para onde foi encaminhado, ele apresentou novo nome falso. Em levantamentos conjuntos com as polícias Militar e Federal, a PCMG chegou ao verdadeiro nome do suspeito.

Conforme revelou a chefe do DHPP, delegada Alessandra Wilke, o suspeito tem extensa ficha criminal e passagens por diversas localidades sob diversos nomes. “Depois que descobrimos sua real identidade, encontramos registros dele com diversos documentos diferentes no Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e até mesmo no Paraguai”, contou. “Importante salientar que ele tinha como característica se relacionar com mulheres de forma possessiva e buscando alguma vantagem. Antes de vir para Minas, por exemplo, obtivemos informações de que ele havia saído do Rio de Janeiro possivelmente após a ex-namorada descobrir sua identidade”, completou a delegada, adiantando que as mulheres que visava eram quase sempre novas, atraentes e tinham boas condições financeiras.

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Segundo o delegado Lucas Daniel Alves Nunes, responsável pelo inquérito policial, a Polícia Civil encontrou indícios de que desde o início do relacionamento com a vítima, ele já premeditava obter vantagem financeira sobre ela. “Eles se conheceram em janeiro. A vítima morava no bairro Pindorama, na capital, e o suspeito logo se aproximou da família, sondando os bens pecuniários dos parentes dela e se voluntariando para cuidar dos filhos da vítima, problemas com vizinhos, entre outras intermediações”, esclareceu o delegado.

Contudo, conforme os levantamentos da equipe da 6ª Delegacia Especializada em Investigação de Homicídios Noroeste, o investigado já vinha acumulando dívidas com pessoas envolvidas com a criminalidade quando, então, começou a pedir empréstimos abusivos para a família da namorada. “Ele pedia valores em torno de R$ 40 mil, que a família não tinha condições de fornecer. É quando ele começa a privar a liberdade da vítima e a ligar para os parentes para pedir dinheiro, ficando mais agressivo”, explica Lucas Alves.

Sequestro e execução

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Perto do dia 14 de fevereiro, a vítima é vista pela última vez em casa e fica sem contato com a família. Durante esse período, o suspeito exigiu novas quantias dos parentes, que não tinham como atender às exigências. “As investigações revelam que no dia 19 de fevereiro a vítima sofreu ferimentos cortantes. Depois ela é incendiada ainda com vida. Com o corpo em chamas, ela vai até a rodovia BR 040, onde o caminhoneiro a localiza”, descreve o delegado. “Importante dizer que as motivações nesse caso são múltiplas. Havia sim o intento patrimonial, mas há que se considerar também a relação de posse e objetificação feminina que o suspeito mantinha para com a vítima, além da ocultação da real identidade dele, a qual a jovem conhecia”, conclui.

Após a prisão em flagrante do investigado, a Polícia Civil ouviu 15 pessoas e esclareceu as circunstâncias, quais eram as documentações falsas fornecidas pelo suspeito e a real motivação do crime, em um inquérito com mais de 360 páginas.

Fonte: Polícia Civil de MG

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Carga de 6 milhões e caminhão com chassi adulterado são recuperados

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Da redação – A Polícia Militar evitou o furto de uma carga milionária de defensivos agrícolas na Cooperativa de Café COOPERCITRUS, em Itamogi, extremo sudeste de Minas. O crime, que ocorreu no último dia 30/12  foi frustrado devido a denúncias que alertaram uma movimentação suspeita na cooperativa, os policiais foram ao local e constataram que os criminosos haviam tentado levar uma carga de defensivos agrícolas avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões de reais.

Imediatamente, os agentes iniciaram uma investigação utilizando câmeras de segurança e identificaram um veículo que deu suporte à ação e um caminhão que seria usado para o transporte da carga.  A partir destas informações os policiais mineiros, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, iniciaram uma operação para localizar e prender os autores. Durante as diligências, o veículo suspeito foi avistado e, após uma perseguição, acabou se envolvendo em um acidente de trânsito, um deles foi capturado e preso.

Ontem 2/1  a polícia localizou o caminhão usado na ação criminosa abandonado em um cafezal na zona rural de Itamogi. Sem placas de identificação, o veículo foi identificado como roubado em Miguelópolis (SP) em junho de 2024, após a análise de uma nota fiscal e do chassi.

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O chassi havia sido adulterado para coincidir com o de outro caminhão de uma empresa do Rio Grande do Sul, uma prática comum entre quadrilhas especializadas. A adulteração de sinal identificador de veículo automotor, como o chassi, é crime previsto no artigo 311 do Código Penal, com pena de reclusão de 3 a 6 anos e multa. A Polícia Militar segue trabalhando para identificar e prender os outros envolvidos, além de investigar se a quadrilha possui conexão com outros crimes semelhantes na região.

O caso reforça a necessidade de ações integradas para combater crimes de roubo e adulteração de veículos.

 

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