Polícia

Operação Bad Vibes mira exploração sexual infantojuvenil na internet

Publicados

em

Divulgação/PCMG

Como parte de esforço nacional no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente virtual, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), deflagrou, nessa quarta-feira (6/12), a operação Bad Vibes. Na ação, equipes policiais cumpriram 15 mandados de busca e apreensão em dez cidades mineiras, e duas pessoas foram presas em flagrante.

A operação foi coordenada pela Divisão Especializada de Investigação aos Crimes Cibernéticos e Defesa do Consumidor da PCMG, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (DIOPI/SENASP) do Ministério da Justiça e Segurança Pública. As buscas foram realizadas em Araxá, Belo Horizonte, Congonhas, Cuparaque, Ipatinga, João Pinheiro, Juiz de Fora, Lagoa Santa, Montes Claros e Pirapora. 

Conforme o chefe do Departamento Estadual de Combate à Corrupção e a Fraudes, Adriano Assunção Moreira, os alvos “são pessoas que armazenam, compartilham e até fazem a venda internacional de conteúdos de exploração sexual”. Durante a operação, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, sendo que dois homens, de 45 e 51 anos, foram presos em flagrante, respectivamente nas cidades João Pinheiro e Montes Claros, por armazenar material pornográfico infantojuvenil.

Leia Também:  10 de maio: Dia do Polícia Civil

Nos endereços vinculados aos investigados presos, foram apreendidos seis celulares e computadores. Segundo a chefe da Divisão Especializada, Cristiana Angelini, o material será periciado pelo Laboratório de Crime Cibernético da PCMG. “Vamos fazer a análise e a extração desses objetos para verificar e materializar todo o conteúdo encontrado nos aparelhos. Pode-se dizer que, com um desses alvos, foi encontrada grande quantidade e há indícios de que ele comercializa internacionalmente esse material”, informa a delegada.

Os suspeitos detidos, após os procedimentos de polícia judiciária, foram encaminhados ao sistema prisional. A operação contou com a colaboração de equipes policiais locais para a execução dos mandados. 

Bad Vibes

A ação realizada ontem é um desdobramento da primeira fase da operação, que ocorreu no dia 10 de outubro deste ano, a qual teve como resultado o cumprimento de 47 mandados de busca e apreensão e 22 prisões em flagrante, em 13 estados.

Conforme explica a delegada Cristiane Angelini, a operação teve como ponto de partida informações prestadas pela agência da Homeland Security Investigations (HSI) da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, com base em apurações feitas anteriormente na África do Sul, em Pretória. “As investigações se iniciaram lá com um grupo internacional que estaria usando um aplicativo e comercializando e compartilhando imagens de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes”, pontua. 

Leia Também:  PCMG apresenta principais entregas e perspectivas em balanço do Estado

A partir de intenso trabalho de investigação e inteligência, segundo a delegada, foram identificados alvos no Brasil, entre eles alguns de Minas Gerais. “Portanto, a nossa Divisão de Crimes Cibernéticos logrou êxito na identificação desses alvos, diversos levantamos foram feitos e representados os mandados de busca e apreensão no Judiciário, cumpridos nessa quarta-feira (6/12)”, informa.

“As investigações prosseguem para conseguirmos levantar mais alvos e, inclusive, podendo até identificar vítimas”, finaliza Angelini.  

Penalidades 

No Brasil, a pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de um a quatro anos de prisão; de três a seis anos para quem compartilhar; de quatro a oito anos de prisão para quem produz conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual.

*Com informações do MJSP

Fonte: Polícia Civil de MG

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Polícia

Carga de 6 milhões e caminhão com chassi adulterado são recuperados

Publicados

em

Da redação – A Polícia Militar evitou o furto de uma carga milionária de defensivos agrícolas na Cooperativa de Café COOPERCITRUS, em Itamogi, extremo sudeste de Minas. O crime, que ocorreu no último dia 30/12  foi frustrado devido a denúncias que alertaram uma movimentação suspeita na cooperativa, os policiais foram ao local e constataram que os criminosos haviam tentado levar uma carga de defensivos agrícolas avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões de reais.

Imediatamente, os agentes iniciaram uma investigação utilizando câmeras de segurança e identificaram um veículo que deu suporte à ação e um caminhão que seria usado para o transporte da carga.  A partir destas informações os policiais mineiros, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, iniciaram uma operação para localizar e prender os autores. Durante as diligências, o veículo suspeito foi avistado e, após uma perseguição, acabou se envolvendo em um acidente de trânsito, um deles foi capturado e preso.

Ontem 2/1  a polícia localizou o caminhão usado na ação criminosa abandonado em um cafezal na zona rural de Itamogi. Sem placas de identificação, o veículo foi identificado como roubado em Miguelópolis (SP) em junho de 2024, após a análise de uma nota fiscal e do chassi.

Leia Também:  Operação Gás Mostarda investiga empregados públicos da Gasmig

O chassi havia sido adulterado para coincidir com o de outro caminhão de uma empresa do Rio Grande do Sul, uma prática comum entre quadrilhas especializadas. A adulteração de sinal identificador de veículo automotor, como o chassi, é crime previsto no artigo 311 do Código Penal, com pena de reclusão de 3 a 6 anos e multa. A Polícia Militar segue trabalhando para identificar e prender os outros envolvidos, além de investigar se a quadrilha possui conexão com outros crimes semelhantes na região.

O caso reforça a necessidade de ações integradas para combater crimes de roubo e adulteração de veículos.

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ALPINÓPOLIS E REGIÃO

MINAS GERAIS

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA