Polícia
PCMG conclui investigação de crimes fatais de trânsito na capital

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta semana, os inquéritos policiais relativos à apuração de dois casos distintos de crimes fatais de trânsito registrados em Belo Horizonte, no último ano. Dois suspeitos, de 23 e 32 anos, foram indiciados pelos homicídios de amigos que conduziam como passageiros.
As investigações, a cargo do Departamento Estadual de Investigação de Crimes de Trânsito (Deictran), demonstraram, conforme destacou o chefe da unidade especializada, delegado Helton Cota Lopes, os perigos da associação de álcool, direção e imprudência.
“Que fique o alerta aos jovens, que muitas vezes confiam nos amigos que dirigem embriagados, a gravidade do que pode acontecer nessas situações. Pessoas que têm essa atitude, de dirigir embriagadas ou inabilitadas, precisam entender a responsabilidade desses atos e a respeitar mais a vida no trânsito”, disse o delegado.
Alta velocidade
A primeira investigação, referente à morte de um homem de 32 anos, no dia 11 de dezembro de 2023, na Avenida Barão Homem de Melo, resultou no indiciamento do investigado, um empresário da mesma idade, que responderá por homicídio doloso com dolo eventual, embriaguez ao volante e falta de habilitação para conduzir veículo automotor.
Na ocasião, os amigos saíram de uma casa noturna conhecida em Belo Horizonte e voltavam para casa em um veículo de luxo de grande potência, que veio a colidir em alta velocidade contra uma árvore, provocando a morte do passageiro.
Segundo as investigações, o motorista já havia consumido bebidas alcoólicas no estabelecimento, conforme a comanda de pedidos analisada pela Polícia Civil. Além disso, imagens de segurança registraram o momento da saída dos homens, em que o motorista aparece com uma garrafa na mão.
Segundo o delegado responsável pela apuração do caso, Rodrigo Otávio Gomes Fagundes, o veículo pode ter alcançado pelo menos 200 km/h, em uma via com velocidade máxima permitida de 60km/h. “O investigado desempenhou uma velocidade absurda que eu nunca havia constatado em outros casos em uma via dessa natureza. Dada essa combinação de imprudências, dificilmente o resultado da ação poderia ser diferente, infelizmente”, destacou.
Indiciamento
Ainda de acordo com Gomes, o motorista do automóvel estava inabilitado para dirigir no dia do incidente. Conforme apurado, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) foi cassada e estava suspensa há aproximadamente 11 anos. “Soma-se a isso o fato de ele ter se envolvido em três outras ocorrências gravíssimas de mesma natureza, em que já havia sido constatada a direção sem habilitação”, ressaltou o delegado.
Com a conclusão do inquérito policial, a Polícia Civil indiciou o suspeito, representou pela prisão preventiva dele e solicitou ao Poder Judiciário a suspensão do direito de dirigir. “Entendemos que pela recorrência dos acidentes em que ele se envolveu no passado e a gravidade desse último, que o investigado caracteriza perigo para a segurança viária, motivo pelo qual tomamos tais medidas”, explicou Gomes.
Embriaguez ao volante
No segundo caso, dois jovens, de 22 e 23 anos, morreram após um veículo, transitando a 80km/h, na Avenida Portugal, colidir com um poste e capotar. O motorista do veículo, amigo das vítimas, foi indiciado por homicídio culposo qualificado pela embriaguez ao volante.
Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que os três envolvidos comemoravam o aniversário da jovem de 23 anos e haviam passado por dois bares, até que, por volta das 5 horas, eles decidiram retornar para casa.
“Foi constatado que o motorista estava embriagado e que em dado ponto do trajeto ele tentou fazer uma ultrapassagem em local não permitido. Ele então teria perdido o controle da direção do veículo, bateu em um poste e capotou o carro, causando a morte dos dois passageiros”, esclareceu o delegado Rodrigo Gomes, complementando que o suspeito não possuía passagens policiais em ocorrências de trânsito.
O chefe do Deictran concluiu: “Lamentamos que casos trágicos como esses, que culminaram com a morte de três jovens com um futuro pela frente, tenham, ambos, sido ocasionados por imprudência dos motoristas, especialmente na ingestão de bebidas alcoólicas”.
Fonte: Polícia Civil de MG


Polícia
Carga de 6 milhões e caminhão com chassi adulterado são recuperados

Da redação – A Polícia Militar evitou o furto de uma carga milionária de defensivos agrícolas na Cooperativa de Café COOPERCITRUS, em Itamogi, extremo sudeste de Minas. O crime, que ocorreu no último dia 30/12 foi frustrado devido a denúncias que alertaram uma movimentação suspeita na cooperativa, os policiais foram ao local e constataram que os criminosos haviam tentado levar uma carga de defensivos agrícolas avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões de reais.
Imediatamente, os agentes iniciaram uma investigação utilizando câmeras de segurança e identificaram um veículo que deu suporte à ação e um caminhão que seria usado para o transporte da carga. A partir destas informações os policiais mineiros, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, iniciaram uma operação para localizar e prender os autores. Durante as diligências, o veículo suspeito foi avistado e, após uma perseguição, acabou se envolvendo em um acidente de trânsito, um deles foi capturado e preso.
Ontem 2/1 a polícia localizou o caminhão usado na ação criminosa abandonado em um cafezal na zona rural de Itamogi. Sem placas de identificação, o veículo foi identificado como roubado em Miguelópolis (SP) em junho de 2024, após a análise de uma nota fiscal e do chassi.
O chassi havia sido adulterado para coincidir com o de outro caminhão de uma empresa do Rio Grande do Sul, uma prática comum entre quadrilhas especializadas. A adulteração de sinal identificador de veículo automotor, como o chassi, é crime previsto no artigo 311 do Código Penal, com pena de reclusão de 3 a 6 anos e multa. A Polícia Militar segue trabalhando para identificar e prender os outros envolvidos, além de investigar se a quadrilha possui conexão com outros crimes semelhantes na região.
O caso reforça a necessidade de ações integradas para combater crimes de roubo e adulteração de veículos.
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