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PCMG conclui Investigação de feminicídio ocorrido em Córrego Fundo

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Divulgação/PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito policial que apurou as circunstâncias, motivação e autoria do assassinato de uma mulher de 29 anos, ocorrido em 26 de julho, na cidade de Córrego Fundo, no Centro-Oeste do estado. Um homem, de 26 anos, e uma adolescente, de 17, foram apontados como suspeitos do crime.

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil em Formiga, a vítima foi atacada, esfaqueada e asfixiada até a morte, em um cafezal localizado na comunidade de Comunheira. Posteriormente, o corpo dela foi levado para uma fornalha de cal localizada em uma propriedade vizinha, onde foi queimado.

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (1/9), a delegada responsável pelo inquérito policial, Luciana Sousa, informou que a motivação do crime está relacionada a uma série de eventos. “A vítima havia afirmado para o suspeito que estava grávida e teria realizado um aborto. Contudo, as investigações revelaram que a vítima estava, na verdade, mentindo sobre a interrupção da gravidez, com o objetivo de proteger a criança. Além disso, surgiram evidências de uma dívida de drogas que a vítima possuía com o suspeito”, informou.

A investigação também trouxe à luz a presença de roupas de bebê na casa da mãe da vítima, corroborando a alegação de gravidez, além do depoimento da própria mãe da vítima, a qual confirmou que sua filha realmente estava grávida.

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O crime

O feminicídio ocorreu no dia 26 de julho, quando a vítima estava na casa do investigado e foi atraída pela adolescente – que também mantinha relacionamento amoroso com o suspeito – até uma emboscada no cafezal. Chegando ao local, a adolescente agrediu a vítima com pauladas e facadas, enquanto o suspeito filmava a ação, proferindo insultos à vítima.

Após o ataque, o corpo da vítima foi inicialmente deixado na mata. Na madrugada do dia 27, o corpo foi arrastado até as proximidades de uma empresa de calcinação. Nesse momento, a adolescente pediu um copo de água a um operador do forno de cal, que deixou o local para buscar a água junto com ela. Em seguida, aproveitando a ausência do funcionário, o suspeito, que estava escondido, lançou o corpo da vítima na fornalha.

Vestígios que possivelmente pertenciam ao corpo da vítima foram localizados pela polícia no interior do forno. O material foi enviado ao Instituto de Criminalística para a realização de um exame de DNA. Além disso, na trilha que atravessa o cafezal, foi encontrada a blusa que a vítima estava vestindo durante a filmagem da tortura realizada pelos suspeitos.

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O delegado regional em Formiga, Danilo César, destacou que, apesar de as imagens obtidas na investigação não mostrarem os rostos dos suspeitos, partes das vestimentas do investigado foram apreendidas na residência dele. Além disso, foi localizado um áudio onde ele pede ajuda a um amigo para fugir e confessa o crime, bem como a motivação. Na casa da adolescente, foi apreendida a faca utilizada no crime.

Indiciamento

O inquérito foi concluído e remetido à Justiça na última sexta-feira (25/8), com o indiciamento do investigado pelo crime de feminicídio qualificado pela emboscada, tortura, impossibilidade de defesa da vítima, motivo torpe, corrupção de menores e ocultação de cadáver. Ele já possui registros policiais por roubo, associação criminosa, violência doméstica e corrupção de menores. Já a adolescente, conforme estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), está atualmente em uma unidade de internação provisória, sujeita a uma pena máxima de 3 anos.

Fonte: Polícia Civil de MG

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Carga de 6 milhões e caminhão com chassi adulterado são recuperados

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Da redação – A Polícia Militar evitou o furto de uma carga milionária de defensivos agrícolas na Cooperativa de Café COOPERCITRUS, em Itamogi, extremo sudeste de Minas. O crime, que ocorreu no último dia 30/12  foi frustrado devido a denúncias que alertaram uma movimentação suspeita na cooperativa, os policiais foram ao local e constataram que os criminosos haviam tentado levar uma carga de defensivos agrícolas avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões de reais.

Imediatamente, os agentes iniciaram uma investigação utilizando câmeras de segurança e identificaram um veículo que deu suporte à ação e um caminhão que seria usado para o transporte da carga.  A partir destas informações os policiais mineiros, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, iniciaram uma operação para localizar e prender os autores. Durante as diligências, o veículo suspeito foi avistado e, após uma perseguição, acabou se envolvendo em um acidente de trânsito, um deles foi capturado e preso.

Ontem 2/1  a polícia localizou o caminhão usado na ação criminosa abandonado em um cafezal na zona rural de Itamogi. Sem placas de identificação, o veículo foi identificado como roubado em Miguelópolis (SP) em junho de 2024, após a análise de uma nota fiscal e do chassi.

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O chassi havia sido adulterado para coincidir com o de outro caminhão de uma empresa do Rio Grande do Sul, uma prática comum entre quadrilhas especializadas. A adulteração de sinal identificador de veículo automotor, como o chassi, é crime previsto no artigo 311 do Código Penal, com pena de reclusão de 3 a 6 anos e multa. A Polícia Militar segue trabalhando para identificar e prender os outros envolvidos, além de investigar se a quadrilha possui conexão com outros crimes semelhantes na região.

O caso reforça a necessidade de ações integradas para combater crimes de roubo e adulteração de veículos.

 

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