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Placa no Instituto de Identificação homenageia joias de Brumadinho

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Divulgação/PCMG

Na tarde dessa quinta-feira (8/2), o Governo do Estado e a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) inauguraram, na sede do Instituto de Identificação (IIMG), em Belo Horizonte, uma placa em homenagem às vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho. A tragédia, que completou cinco anos no último dia 25 de janeiro, tirou a vida de 270 pessoas, sendo que duas delas estavam grávidas, totalizando as 272 joias. Agora, as joias passam a ter seus nomes eternizados de forma simbólica.

A instalação das placas é uma iniciativa do Governo de Minas, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), do Ministério Público Federal (MPF) e da Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG). A primeira foi instalada na Academia de Bombeiros Militar (ABM), em Belo Horizonte, em 16 de janeiro.

Outras do mesmo modelo serão afixadas em obras e projetos realizados pelo Governo de Minas com recursos do acordo judicial de Brumadinho – que visa reparar os danos decorrentes do rompimento das barragens da Vale S.A, que, além das vidas perdidas, gerou uma série de impactos sociais, ambientais e econômicos na bacia do Rio Paraopeba e em todo o estado de Minas Gerais.

Identificação

Das 270 vítimas relacionadas pela Defesa Civil, 267 foram identificadas. Dessas, 183 tiveram a confirmação pelo exame de papiloscopia – análise das impressões digitais desenvolvidas pelos servidores do Instituto de Identificação; 50 por DNA; 32 por Odontologia Legal e duas por Antropologia Forense (quando os indivíduos apresentam particularidades que permitem suas identificações).

Outra atuação do Instituto de Identificação da PCMG foi na expedição de documentos para os atingidos. Os trabalhos das Comissões Volantes resultaram na emissão de quase 800 carteiras de identidade.

Dedicação

A técnica-assistente da Polícia Civil Natalia Correia Silva, lotada no IIMG, atuou diretamente nas primeiras identificações das vítimas da tragédia e compartilhou, durante o evento de descerramento da placa, suas experiências. “A sensibilidade de todos e a vontade de ajudar foi muito importante. Os servidores do Instituto de Identificação não mediram esforços e fizeram tudo o que foi preciso. Em um trabalho meticuloso e minucioso, trabalharam dia e noite, inclusive nos feriados e finais de semana, para dar uma resposta rápida aos sobreviventes, aos familiares das vítimas e à sociedade mineira”, relatou.

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Durante seu discurso, a chefe da PCMG, delegada-geral Letícia Gamboge, lembrou o período em que dirigiu o IIMG quando do rompimento da barragem em Brumadinho e os consequentes desafios da missão.

“Sem dúvida, em 27 anos como delegada de polícia, o período mais marcante e desafiador para mim foi esse. Afinal, todos nós servidores da Polícia Civil, naquele momento em especial, fomos imbuídos do propósito de conduzir nossos trabalhos de forma qualificada, como a identificação das joias, mas, mais do que isso, pensar de que maneira poderíamos contribuir para acolher essas famílias e desenvolver ações de assistência, como foi o caso das Comissões Volante para emissão de carteiras de identidade”, lembrou Gamboge.        

Reparação

A coordenadora do Núcleo de Projeto de Infraestrutura e Fortalecimento do Serviço Público do Comitê Pró-Brumadinho, Karen Christine Dias Gomes, reforçou, durante a cerimônia, que o Governo do Estado tem o compromisso de, em todas as entregas do acordo de reparação, reiteradamente homenagear e honrar a memória das 272 joias. “Estamos trabalhando ininterruptamente para dar respostas efetivas nesse desafio da reparação”, disse.

Na ocasião, a vice-presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Mina Córrego do Feijão em Brumadinho (Avabrum), Naiara Porto, contou que perdeu quatro familiares na tragédia, incluindo o esposo e o cunhado. “Tenho certeza que jamais haverá algo que se compare a essas vidas e a de todas as 272 joias, que ainda estão conosco, presentes. Contudo, ações como a de hoje (8/2) são muito importantes para nós familiares. Todas as iniciativas que conservem a memória de nossos entes queridos dialogam com os nossos esforços para que eles jamais sejam esquecidos”, afirmou.

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Participaram da solenidade de descerramento da placa, ainda, o superintendente de Informações e Inteligência Policial, delegado Antônio Junio Dutra Prado; a diretora do Instituto de Identificação, delegada Adriana de Barros Monteiro; o assessor parlamentar Rafael Jucá, representando o deputado federal Pedro Aihara; o assessor parlamentar Gladston Junior, representando o deputado estadual Arlen Santiago; membros do Conselho Superior da PCMG, servidores da instituição e representantes da Avabrum.

Investimento

Com os recursos do acordo judicial de Brumadinho, a PCMG investiu quase R$ 60 milhões em uma série de projetos para modernização da estrutura e dos serviços prestados pelo Instituto de Identificação.

Foi implantado, por exemplo, equipamento que opera com o método de captura biométrica e assinatura, de forma informatizada. Para o cidadão ocorreu o ganho real na qualidade do atendimento, uma vez que não existe mais a necessidade do entintamento dos dedos para coletas das impressões digitais e, também, economia com fotografia, capturada no momento do atendimento.

Além disso, o Instituto desenvolve a digitalização do acervo datiloscópico e onomástico, dentro dos padrões internacionais, para implementação em qualquer sistema biométrico de pesquisa informatizada, o projeto ABIS.

Parte do aporte de investimentos provenientes do acordo de Brumadinho também subsidiou a reforma parcial do IIMG, que passou por reparos, manutenção predial, instalação de sistema de climatização e adaptação para controle de incêndio.

Atuação permanente

Os procedimentos para identificação das vítimas da tragédia de Brumadinho seguem no laboratório de Biologia Forense do Instituto de Criminalística, em Belo Horizonte. Desde o ocorrido, em janeiro de 2019, a PCMG não poupou esforços na análise dos vestígios, processando em sua totalidade o material recebido, o que resultou em 1.023 exames realizados. Atualmente, 22 amostras estão em análise. A PCMG utiliza as tecnologias mais avançadas em identificação de vestígios humanos, buscando determinar, com precisão, as identidades das vítimas ainda não identificadas.

Fonte: Polícia Civil de MG

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Carga de 6 milhões e caminhão com chassi adulterado são recuperados

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Da redação – A Polícia Militar evitou o furto de uma carga milionária de defensivos agrícolas na Cooperativa de Café COOPERCITRUS, em Itamogi, extremo sudeste de Minas. O crime, que ocorreu no último dia 30/12  foi frustrado devido a denúncias que alertaram uma movimentação suspeita na cooperativa, os policiais foram ao local e constataram que os criminosos haviam tentado levar uma carga de defensivos agrícolas avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões de reais.

Imediatamente, os agentes iniciaram uma investigação utilizando câmeras de segurança e identificaram um veículo que deu suporte à ação e um caminhão que seria usado para o transporte da carga.  A partir destas informações os policiais mineiros, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, iniciaram uma operação para localizar e prender os autores. Durante as diligências, o veículo suspeito foi avistado e, após uma perseguição, acabou se envolvendo em um acidente de trânsito, um deles foi capturado e preso.

Ontem 2/1  a polícia localizou o caminhão usado na ação criminosa abandonado em um cafezal na zona rural de Itamogi. Sem placas de identificação, o veículo foi identificado como roubado em Miguelópolis (SP) em junho de 2024, após a análise de uma nota fiscal e do chassi.

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O chassi havia sido adulterado para coincidir com o de outro caminhão de uma empresa do Rio Grande do Sul, uma prática comum entre quadrilhas especializadas. A adulteração de sinal identificador de veículo automotor, como o chassi, é crime previsto no artigo 311 do Código Penal, com pena de reclusão de 3 a 6 anos e multa. A Polícia Militar segue trabalhando para identificar e prender os outros envolvidos, além de investigar se a quadrilha possui conexão com outros crimes semelhantes na região.

O caso reforça a necessidade de ações integradas para combater crimes de roubo e adulteração de veículos.

 

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