Política
Ações de prevenção e de combate são fundamentais no enfrentamento ao abuso sexual contra menores

A importância do combate e, especialmente, da prevenção ao crime de pedofilia e outros envolvendo o abuso contra crianças e adolescentes. Esse foi o foco da audiência pública que a Comissão de Prevenção e Combate ao Uso de Crack e Outras Drogas realizou na tarde desta segunda-feira (22/5/23).
Solicitada pela presidente da comissão, deputada delegada Sheila (PL), a reunião também foi o palco do relançamento na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) da Frente Parlamentar Juntos contra a Pedofilia.
Vários convidados destacaram a importância dessa frente na aprovação de leis que avançaram na prevenção e no combate a esse crime e outros conexos. Delegada Sheila lembrou que a instância foi lançada pela primeira vez em 2019, e obteve bons resultados: “Nossa frente teve papel fundamental na aprovação do Projeto de Lei 1.776/15, que inclui os crimes de pedofilia como hediondos”.
A parlamentar completou que o trabalho da frente se estendeu com palestras e campanhas de conscientização em escolas. Além disso, ela apresentou projetos na ALMG voltados para a temática. Um deles propõe ações de acompanhamento, na rede de ensino, de e suspeitas de abuso contra menores. Outra proposição visa criminalizar a produção, divulgação e reprodução de peças na internet que contenham representações eróticas de crianças e adolescentes.
Por fim, ela enfatizou que a frente parlamentar pretende atuar principalmente no aperfeiçoamento da legislação sobre o tema, no aumento da conscientização e na promoção de ações de mobilização. Também fazem parte da frente o deputado Eduardo Azevedo (PSC) e a deputada Alê Portela (PL).
Presente à reunião, Edurdo Azevedo parabenizou a colega pela iniciativa e registrou que a luta contra o abuso contra crianças e adolescentes sempre foi sua bandeira, desde quando era vereador em Divinópolis (Centro-oeste). Ele é o autor de um projeto na Câmara local que proíbe o ingresso na administração pública de pessoas que tenham praticado esse tipo de delito.
O ex-deputado federal Charles Evangelista, atual diretor de operações da Copasa, foi o relator do PL 1.776/15 na Câmara dos Deputados. “Se consegui ser o relator de um dos projetos mais importantes sobre o tema foi graças a esta frente parlamentar”, valorizou. Ele informou que a norma já tramita no Senado depois de ser aprovada na Câmara. E pretende aumentar as penas para a pedofilia no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Lei de Execuções Penais, além de qualificar como hediondo qualquer crime envolvendo abuso contra menores.
Já Felipe Caldas, delegado regional da Polícia Civil de Manhuaçu (Mata) frisou que, após mais de dez anos como delegado, constatou que as denúncias trazidas às delegacias são apenas uma parcela do todo. “É um pouco frustrante saber dessa sub-notificação, mas tenho consciência de que estamos fazendo nossa parte, pois a busca de um mundo melhor passa pela proteção dos mais vulneráveis”, concluiu.
Apresentação de alunos de Santos Dumont conscientiza e emociona
Vários estudantes da Escola Estadual Padre Antônio Vieira, de Santos Dumont (Mata), fizeram uma apresentação musical e textual sobre o abuso de menores. Dados da Safernet Brasil trazidos por eles mostram que as denúncias de pedofilia cresceram 30% em 2022 se comparado ao ano anterior. Foram 15 mil páginas relacionadas a pornografia infantil, sendo que as autoridades conseguiram remover a metade. Só em 2021, foram feitos 66 mil boletins de ocorrência envolvendo o crime de estupro.
“Infelizmente, muitos casos de pedofilia tem o familiar como agressor”, cita um dos adolescentes. O grupo defendeu mais investimentos nas policiais Civil e Militar para que estejam mais bem estruturadas e preparadas para agir. E propuseram ações do governo como um todo na perspectiva de uma abordagem multidisciplinar que garanta apoio psicológico às vitimas desses crimes.
Sequelas
Carlos Silva Fortes, promotor de justiça da Infância e Juventude de Divinópolis avaliou que lidar com crimes como de estupro de crianças ou outros envolvendo esse público traz um sentimento ruim, de raiva. “Mas a gente não deve se entregar à raiva; temos que transformar essa força negativa numa coisa positiva”, indicou. Ele defendeu a punição exemplar e mais dura a esses criminosos e, principalmente, ações de prevenção, na educação e na vigilância. “Precisamos evitar que isso aconteça, porque depois, as sequelas na vida da criança não vão se apagar”, constatou.
O delegado Eduardo Figueiredo, chefe da Divisão da Delegacia de Orientação e Proteção a Criança e ao Adolescente, destacou o trabalho da área que lidera na PCMG. Em 2023 até agora, foram realizadas 24 operações, com a prisão de 20 pessoas e emissão de 12 mandados de busca e apreensão. “Toda a equipe trabalha com muito afinco, apesar de lidar com um tema tão sensível”, apontou. Ele relembrou a campanha feita nos estádios de futebol da Capital, em que uma faixa divulga o disque denúncia para casos de abuso contra menores.
Vítima de abuso
Por fim, a psicóloga Thaís Aquiles, de Uberlândia (Triângulo), confessou que já foi vítima de abuso sexual na infância. “Sei muito bem como essas marcas entram na nossa identidade. Então, é importante participar desta iniciativa, porque um dia eu também estive sem voz”, relatou. Ela complementou que, com o tempo, as marcas estão sendo tratadas. “Esse movimento me traz uma esperança, por isso, resolvi dar minha voz para fortalecer outras pessoas que sofrem com esse problema”, concluiu.
Durante a reunião, Delegada Sheila entregou aos participantes da frente uma agenda da campanha Juntos contra a Pedofilia, em sua maioria delegados e delegadas da PCMG que atuam na investigação desses crimes e outros relacionados. Além dos policiais, também receberam o presente representantes da sociedade civil e, ainda, do Programa Quebrando o Silêncio, da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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