Política
Agricultores, governo e deputados comemoram novas políticas para agroecologia

A reconstrução de políticas públicas voltadas à agroecologia e à agricultura familiar no País, com a ampliação da oferta de crédito, foi comemorada, nesta quinta-feira (28/9/23), em audiência pública conjunta das Comissões de Participação Popular e de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
A reunião foi solicitada por 18 parlamentares do Bloco Democracia e Luta, entre os quais a 1ª-vice-presidenta da ALMG, deputada Leninha (PT), e o presidente da Comissão de Participação Popular, deputado Marquinho Lemos (PT).
A atividade marcou o reinício dos trabalhos da Frente Parlamentar em Defesa da Agroecologia, Agricultura Familiar, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional e o lançamento no Estado do Plano Safra da Agricultura Familiar 2023-2024, retomado pelo governo federal neste ano e que destinará R$ 71,6 bilhões para a concessão de crédito subsidiado ao segmento.
Presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais, Simone de Faria disse que o lançamento da frente parlamentar demonstra a união de esforços para responder à fome no País e no Estado.
Dirigente do Setor de Produção do MST, Luiza Ribeiro também defendeu políticas capazes de organizar a produção da agroecologia e agricultura familiar em resposta à fome e à insegurança alimentar.
“É preciso dar autonomia aos agricultores e garantir o acesso à terra, à assistência técnica, à água, à energia e à habitação, bem como ao crédito para compra de maquinário e insumos”, afirmou.
Ela contou que a agroecologia é uma das prioridades do MST. Nesse sentido, como disse, o movimento tem diversas iniciativas, sendo o maior produtor de arroz orgânico da América Latina.
Ainda de acordo com ela, em Minas, há um plano para ampliar a produção de alimentos saudáveis neste ano com produtos como feijão, milho e hortifruti. Apenas em relação ao feijão agroecológico, 80 toneladas devem ser produzidas por 70 famílias.
Crise social, climática e do sistema alimentar
Para a secretária-executiva de Articulação Mineira de Agroecologia, Anna Crystina Alvarenga, o momento atual demonstra uma crise social, climática e do sistema alimentar, o que prenuncia o colapso dessa forma de vida em sociedade.
Assim sendo, a agroecologia desponta, em sua opinião, como uma alternativa a esse movimento. Para tal, no entanto, defendeu investimentos na área.
Presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais, Vilson Luiz da Silva corroborou a fala anterior. “Não podemos produzir destruindo nosso planeta”, disse.
Coordenadora Financeira da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar de Minas Gerais (Fetraf-MG), Fernanda Henrique Estevão destacou que é preciso haver o acesso à terra para que prosperem a agroecologia e a produção sustentável.
Importância da agricultura familiar
Subsecretário de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural Sustentável da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Ricardo Peres comemorou o aumento significativo do Plano Safra neste ano e a disponibilização de linhas de crédito.
Conforme salientou, o crédito rural é muito importante para o desenvolvimento da agricultura familiar.
O diretor-presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater), Otávio Martins, também abordou a importância da agricultura familiar no Estado. Segundo ele, em 70 anos, a Emater ampliou sua capilaridade pelo Estado prestando apoio ao agricultor familiar.
Superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Luiz Eduardo Marques explicou que a Conab recebeu R$ 250 milhões para desenvolver programa voltado à agricultura familiar e abriu prazo para receber propostas em todo o País.
Como contou, foram recebidas propostas para as quais seria necessário cerca de R$ 1 bilhão, o que demonstra a pujança do setor em responder ao chamado do governo. Em Minas, como disse, foram recebidas 278 propostas e foi possível atender a 60 delas. Agora, são recebidas as documentações para, posteriormente, serem feitos os repasses.
Coordenador-geral do Escritório Estadual do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Antônio Augusto Garcia salientou que o ministério voltou a operar, depois de ficar esvaziado no último governo, e que compreende que agroecologia já é uma realidade.
Deputados defendem fortalecimento da área
O deputado Marquinho Lemos salientou que, devido ao enfraquecimento de políticas públicas no governo Bolsonaro, o País voltou a ter milhões de brasileiros em situação de insegurança alimentar e fome.
Como destacou, com a mudança de governo, a prioridade agora é fortalecer as políticas de segurança alimentar e combate à fome a partir de diversas iniciativas como a retomada do Plano Safra para incentivar o setor agropecuário.
Já o deputado Ricardo Campos (PT), vice-presidente da Comissão de Participação Popular, falou que este é o maior Plano Safra da história do Brasil, o que vai gerar impactos positivos no setor.
A deputada Leninha destacou o papel da agroecologia. “Esse modelo de produção orgânica e sustentável responde não só à insegurança alimentar, mas também às mudanças climáticas”, falou.
Corroboraram as falas anteriores as deputadas Bella Gonçalves (Psol) e Beatriz Cerqueira (PT), os deputados Doutor Jean Freire (PT) e Betão (PT), além do deputado federal Rogério Correia (PT-MG).
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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