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Analisado projeto sobre remédios usados para dopar vítimas de abusos

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Em reunião nesta quarta-feira (17/5/23), a Comissão de Saúde analisou o Projeto de Lei (PL) 3.654/16, que dispõe sobre o uso de cores, cheiros e sabores em remédios que causam sedação e podem tornar as pessoas mais vulneráveis à violência e a abusos sexuais.

O objetivo do autor da proposta, deputado Antonio Carlos Arantes (PL), é proteger o cidadão e facilitar a identificação desses medicamentos, muitas vezes colocados em bebidas alcoólicas pelos abusadores, dopando possíveis vítimas sem que elas percebam.

Embora tenha ressaltado a importância do projeto, o relator, deputado Doutor Wilson Batista (PSD), apresentou um novo texto (substitutivo n°1), justificando que no Brasil a regulamentação sobre medicamentos compete à União, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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O novo texto acrescenta parte do projeto original, relacionada à conscientização da sociedade, à norma mineira que trata da política estadual de medicamentos (Lei 14.133, de 2001).

“Caso a proposição fosse aprovada na sua forma original, seus efeitos somente incidiriam nas indústrias localizadas no próprio Estado, já que se trata de legislação estadual. Isto inviabilizaria a distribuição em Minas Gerais de medicamentos produzidos em outros estados, o que poderia gerar desabastecimento de alguns produtos, prejudicando a população”, justificou o relator.

Conscientização contra abuso sexual é mantida

O novo texto sugere incluir dois dispositivos na política estadual determinando ao Estado o estímulo a medidas de conscientização da população sobre a ocorrência de crimes praticados com a utilização de medicamentos, em especial os crimes de estupro e abuso sexual, e o incentivo à realização de estudos sobre medicamentos utilizados para a prática desses crimes.

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Já o projeto original detalha que na produção, na distribuição e na comercialização em Minas Gerais de remédios sem cor, cheiro nem gosto cujas fórmulas possam causar sedação e inconsciência ou dopar pessoas, tornando-as vulneráveis e suscetíveis a possíveis abusos, serão adotadas medidas de identificação dessas substâncias para torná-las perceptíveis.

Para atingir esse objetivo, diz que será dado prazo de dois anos para que as indústrias, as fábricas e os distribuidores de fármacos se adequem à norma, para que os medicamentos incolores, inodoros ou insípidos passem a ter cores, odores ou sabores marcantes.

O projeto diz ainda que caberá à Secretaria de Estado de Saúde incentivar a realização de pesquisas científicas e estudos acerca desses fármacos, a fim de identificar de forma mais abrangente quais são esses produtos, estatísticas sobre sua utilização e consumo no Estado e suas potencialidades.

ONU endossa prática

O autor, na justificativa do projeto, registra que têm crescido os casos de estupro de pessoas que foram dopadas com drogas lícitas, conhecidas como drogas do estupro (rape drugs), quando misturadas em sua bebida em bares e boates de Minas Gerais.

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Considera também que há um aumento do número de drogas lícitas vendidas em farmácias em todo o Estado, como antidepressivos, ansiolíticos e remédios contra a insônia, que se utilizadas de forma inadequada e com má-fé, em doses acima daquelas utilizadas para fins terapêuticos, podem causar incapacidade de reação na vítima.

Ele ainda menciona que a Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda que a indústria farmacêutica desenvolva essas medidas para identificação desses remédios, como proposto no projeto.

No parecer, o relator endossa essa preocupação, citando, entre outros, que relatório da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (JIFE) divulgado em 2010 mostra que os casos de abusos sexuais praticados mediante a indução ao consumo de drogas lícitas e ilícitas geralmente adicionadas às bebidas têm aumentado em toda a América Latina nos últimos anos.

A junta é um órgão independente que fiscaliza a implementação das convenções da ONU sobre drogas e também enfatizou no estudo a necessidade de que essas drogas tenham corantes e aromatizantes.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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