Política
Ano termina com esperança de solução para dívida histórica de Minas

A negociação de um novo prazo para resolver de forma definitiva um problema que há décadas assombra Minas Gerais foi um dos principais resultados do trabalho da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 2023. Esse problema é a dívida de Minas com a União, que desde o final da década de 1990 limita os investimentos públicos no Estado, prejudicando os serviços prestados à população e empobrecendo a sociedade.
A dívida foi pactuada inicialmente em 1998, pelo valor de R$ 14 bilhões. No entanto, depois de Minas ter pago outros bilhões em juros ao longo das décadas seguintes, o débito alcançou o valor de R$ 160 bilhões, um crescimento muito superior à receita do Estado.
Boa parte desse crescimento ocorreu nos últimos anos, durante a suspensão do pagamento permitida por decisões liminares do Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, o próprio STF determinou que o pagamento teria de ser retomado em 20 de dezembro de 2023.
A proposta do Governo do Estado para evitar a retomada dessa cobrança foi a apresentação do Projeto de Lei (PL) 1.202/19, que autoriza a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), e do Projeto de Lei Complementar (PLC) 38/23, que trata da implementação do teto de gastos em Minas Gerais.
Durante o período de análise pela Assembleia – que incluiu um ciclo de debates sobre o endividamento do Estado – os projetos foram criticados tanto pela oposição quanto por parlamentares da base de governo, principalmente pelo potencial prejuízo ao serviços públicos. Além disso, a proposta do governo adiaria o pagamento da dívida, paralisando novamente a quitação das parcelas por 9 anos, mas elevaria o montante a ser cobrado após esse intervalo de tempo para mais de R$ 200 bilhões.
Em 17 de outubro deste ano, após demandar ao Poder Executivo o detalhamento dos impactos da adesão ao RRF, a Assembleia iniciou a análise do Plano de Recuperação Fiscal, enviado pelo governo e que traz esses detalhes.
Em busca de uma alternativa, o presidente da ALMG, deputado Tadeu Martins Leite (MDB), reuniu-se em Brasília com o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A articulação com autoridades federais viabilizou uma decisão liminar anunciada no dia 13 de dezembro pelo ministro do STF Kássio Nunes Marques, que atendeu pedido conjunto da Assembleia Legislativa e do Governo de Minas e prorrogou por 120 dias o prazo para a renegociação da dívida.
Com o novo prazo, o presidente Tadeu Martins Leite anunciou que estão paralisadas as tramitações do PL 1.202/19 e do PLC 38/23, que já foram analisados pelas comissões em 1º turno, mas ainda não foram votados pelo Plenário. Ele acrescentou que a ALMG continuará participando do esforço para construir uma proposta que resolva definitivamente o problema da dívida, até o dia 20 de abril de 2024.
Deputados aprovam projetos orçamentários
Com a negociação do novo prazo para resolver o impasse da dívida, os deputados se concentraram na aprovação de diversos projetos em Plenário, inclusive o PL 1.497/23, do governador, que contém o Orçamento Fiscal do Estado para 2024. A receita anual de Minas para o ano que vem é estimada em R$ 115,4 bilhões e a despesa em R$ 123,5 bilhões, resultando em déficit fiscal de R$ 8,1 bilhões, excluídas as chamadas receitas e despesas intraorçamentárias.
As receitas previstas incluem R$ 1,45 bilhão dos chamados Recursos Recebidos por Danos Advindos de Desastres Socioambientais, ou seja, a compensação pelo rompimento de barragens de mineração no Estado (Mariana, na Região Central, em 2015, e Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em 2019).
O projeto do orçamento aguarda sanção do governador para se transformar na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024.
Conforme prevê a legislação, também foram aprovados o PL 1.496/23, que institui o Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) para o quadriênio de 2024-2027 (também aguarda sanção do governador), e o PL 729/23, que foi transformado na Lei 24.404, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2024.
Outros projetos de destaque aprovados ao longo do ano são:
- PL 767/23, do governador, que autoriza o Poder Executivo a celebrar termos aditivos aos contratos financeiros firmados com a União por meio do Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal (PAF), que foi transformado na Lei 24.384;
- PL 1.295/23, do governador, que eleva em dois pontos percentuais a alíquota do ICMS sobre produtos considerados supérfluos, transformado na Lei 24.471;
- PL 2.885/21, do governador, que altera regras do Fhidro, o Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais (aguarda sanção do governador);
- Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 71/21, do governador, que retira o Detran da estrutura da Polícia Civil e que foi promulgada na forma da Emenda à Constituição 113;
- PL 4.000/22, do Tribunal de Justiça, que atualiza a legislação sobre serviços cartoriais (aguarda sanção do governador).
ALMG aprimora fiscalização do Executivo
Também em 2023, a Assembleia aprimorou sua função de fiscalização do Poder Executivo. Agora, todas as iniciativas fiscalizadoras realizadas pelas comissões passam a integrar o Assembleia Fiscaliza, dividido em três frentes: Prestação de Contas do Governo, Tema em Foco e Audiências e Visitas de Fiscalização.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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