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Assistência farmacêutica e valorização desse profissional são reivindicadas em reunião

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A valorização dos farmacêuticos das redes de atenção à saúde, por meio do pagamento da gratificação prevista em resolução da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), e do fortalecimento da assistência farmacêutica no programa Farmácia de Minas. Essa foi a principal demanda proveniente de profissionais dessa área que participaram de audiência pública da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social, nesta segunda-feira (3/7/23).

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Militante na causa dos farmacêuticos, a deputada Ana Paula Siqueira (Rede), que requereu a reunião, anunciou o protocolo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) de propostra de sua autoria que busca atender à parte dessas reivindicações. Aplaudida pelos profissionais presentes, ela divulgou o Projeto de Lei (PL) 1.042/23, que institui a Política Estadual de Incentivo ao Farmacêutico das Redes de Atenção à Saúde – Farmácia de Minas.

A proposição estabelece o pagamento do incentivo financeiro, previsto na resolução 8.428/22, da SES/MG, aos farmacêuticos do programa Farmácia de Minas. Também prevê que os municípios definirão a proporção do recurso estadual a ser utilizado como gratificação para complemento salarial do farmacêutico, sendo que esta não poderá ser menor que 50% do valor recebido.

A presidenta do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais CRF/MG, Júnia Medeiros, agradeceu o empenho da deputada em favor da categoria, visando corrigir injustiças. “Há muito tempo, os farmacêuticos reclamam da falta de reconhecimento profissional, evidenciada por salários aviltantes que a categoria recebe”, disse.

Defendendo o fortalecimento da assistência farmacêutica, ela reclamou que a resolução da SES não obriga o município a conceder o incentivo ao farmacêutico. E lembrou que muitas doenças e mesmo mortes poderiam ser evitadas se esse profissional fosse sempre consultado.

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Apesar de elogiar o programa Farmácia de Minas, presente em 736 municípios mineiros, muitos deles remotos e pobres, Medeiros mostrou dados da Universidade Federal de São Joal Del Rei que evidenciam falhas no sistema: só 17% dos municípios têm farmacêuticos para todas as suas unidade de saúde; 59% das cidades contam com Plano Municipal de Assistência Farmacêutica; também em 59% delas é feito o pagamento do incentivo ao farmacêutico.

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Prescrição excessiva torna população dependente

Segundo Roberto Sant’Ana, membro do Conselho Estadual de Saúde (CES/MG) no Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG), são três os problemas principais enfrentados na área farmacêutica: a população cada vez mais dependente de medicamentos, a prescrição excessiva dessas substâncias e a alta taxa de judicialização.

Na avaliação dele, parte da solução para esse problema seria mudar o foco da assistência farmacêutica, voltando-a para: o usuário, que deve conhecer o medicamento que utiliza e o profissional que o atende; a educação em saúde, para evitar o uso excessivo de remédios; e a orientação farmacêutica, que orientará os melhores uso e momento de utilizar a substância.

E para promover a assistência farmacêutica adequada, afirma Sant’Ana, só com a orientação do farmacêutico. “Além de realizar a dispensação medicamentosa, ele deve conversar e dar apoio ao usuário que precisa do medicamento”, afirmou.

O conselheiro avaliou ainda que, aos poucos, o Estado está transferindo parte de sua medicação para os municípios, mas eles têm que se estruturar ou, de outra forma, promoverão uma assistência farmacêutica inadequada.

Também considerou que a Resolução 8.432 volta-se mais para o custeio, o que não tem se mostrado eficiente para a melhor assistência farmacêutica, pois muitos municípios ainda não contam com um plano efetivo de assistência farmacológica. Por isso, ele propõe essa estruturação nos municípios, na perspectiva de valorizar o farmacêutico.

Nesse sentido, Edvaldo Farias, presidente do Cosems/MG, completou que muitas cidades de pequeno porte não têm recursos suficientes para estruturar de forma eficiente a Farmácia de Minas local. Essa carência também dificulta a eles terem o farmacêutico no atendimento direto aos usuários. Ele pediu ao CRF-MG que apoie esses municípios na estruturação da assistência farmacêutica.

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Ex-coordenadora do Farmácia de Minas Gerais em Vespasiano, Grasciely Souza, enfatizou que também na Região Metropolitana de Belo Horizonte, há dificuldades: “Não existe assistência farmacêutica em muitas dessas cidades; existe apenas farmácia”, criticou ela, acrescentando que a falta de capacitação dos funcionários é um dos gargalos. Para Souza, não basta criar as normas nessa área, mas é preciso fiscalizar o cumprimento, para que o dinheiro seja aplicado corretamente.

Gean Alves, diretor do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais, também avaliou que o município é o ente que mais sofre com o financiamento à saúde e por isso, é fundamental o Estado complementar recursos para assistência farmacêutica e valorização do profissional.

Farmacêutico deve atuar na ponta, oferecendo melhor cuidado à população

Jans Bastos, diretor de Medicamentos Básicos da Subsecretaria de Políticas e Ações de Saúde da SES, destacou que a nova resolução foi pensada para que o farmacêutico atue na ponta junto com outros profissionais para oferecer o melhor cuidado a população. Além disso, o Estado buscou com a medida estender a todos os municípios a assistência farmacêutica prevista no Farmácia de Minas, apesar de dois não terem aderido.

Para valorizar o papel do farmacêutico na equipe de saúde, disse Bastos, foram inseridos indicadores de desempenho que avaliam o atendimento direto aos usuários, como forma de o gestor municipal enxergar o papel ampliado desse profissional. O diretor também lembrou que outros indicadores, presentes no Sistema Único de Saúde, permitem que os municípios recebam mais recursos federais. “Há recursos federais que podem ser usados na área farmacêutica; não são apenas os repasses previstos na resolução”, concluiu.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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