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Associações da área médica criticam destituição de diretor clínico do Hospital São Lucas

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Representantes do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) e do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) questionam a destituição do diretor clínico do Hospital São Lucas, Carlos Henrique Diniz de Miranda, bem como do seu vice-diretor clínico, Francisco Eustáquio Valadares, em janeiro deste ano, pela Provedoria da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, à qual o hospital é ligado.

As dispensas aconteceram um mês antes do mandato da diretoria clínica terminar e foi considerada ilegítima pelas associações representativas. A questão pautou audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta terça-feira (27/2/24).

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O vice-presidente da AMMG, Gabriel de Almeida Silva Júnior, salientou que o diretor clínico e o vice-diretor são eleitos pelos seus pares do hospital, conforme regra do Conselho Federal de Medicina. “Isso deve ser respeitado”, defendeu. Ele pediu transparência e diálogo sobre o caso.

Walneia Cristina de Almeida Moreira, conselheira do CRM-MG, explicou que o conselho considerou a ação ilegítima, pois foi conduzida sem seguir os trâmites legais. “É uma situação ímpar que precisa ser investigada”, pediu.

O diretor de Mobilização do Sinmed-MG, Cristiano Túlio Maciel Albuquerque, também classificou a medida como ilegal e antiética. Ele pediu que os médicos sejam reconduzidos a seus cargos e seja realizada uma reunião conjunta entre instâncias representativas, Provedoria da Santa Casa e os profissionais para alinhar procedimentos.

Cristiano Albuquerque ainda disse que, se necessário, o sindicato tomará as medidas judiciais para defender os dois médicos.

Divergências sobre procedimentos seriam pano de fundo

Segundo o diretor clínico do Hospital São Lucas que foi destituído, Carlos Henrique Diniz de Miranda, a Provedoria da Santa Casa solicitou uma revisão no Regimento Interno do Hospital São Lucas, no ano passado.

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Durante esse processo, houve discordância da Provedoria em relação a alguns aspectos, sobretudo em relação à contratação de novos médicos no hospital. Carlos Henrique Diniz contou que a gestão da Santa Casa defendeu a contratação como uma competência exclusiva do diretor técnico da instituição, ligado à Provedoria e sem relação com o corpo clínico.

Ele disse ter sido favorável à medida, desde que passasse pelo crivo do diretor clínico até então responsável pela questão. De acordo com o médico, o objetivo disso é verificar o currículo dos profissionais e seu histórico conforme regem as normas da profissão.

O assunto foi levado para assembleia com os profissionais do hospital que concordaram com ele. Dessa forma, a sugestão de novo Regimento, com essa e outras propostas, foi remetida posteriormente ao diretor técnico. Apesar disso, não houve retorno da Provedoria, como contou.

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Na sequência, durante uma reunião com representantes da Provedoria, neste ano, ele e seu vice foram destituídos do cargo. Carlos Henrique Diniz disse que também foi desligado do cargo de coordenador do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da unidade hospitalar, ao qual não pode retornar a partir daquele momento.

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O profissional ainda relatou que foi acusado de não querer contratar novos médicos para o hospital, o que seria uma inverdade. De acordo com ele, no tempo em que esteve à frente da instituição, nunca deixou de contratar nenhum profissional.

Corroborou a fala dele o vice-diretor do Hospital São Lucas, Francisco Eustáquio Valadares, também destituído do cargo.

Diretor do Sinmed-MG defende aprovação de profissionais por corpo clínico

O diretor do Sinmed-MG, Cristiano Albuquerque, defendeu que o corpo clínico do hospital aprove as contratações de novos profissionais.

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Ele ainda argumentou que, no mandato de Carlos Henrique Diniz, mais de 200 profissionais foram admitidos no São Lucas, não tendo ocorrido veto a nenhum médico.

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Em sua opinião, o médico, que teve uma conduta ilibada em 30 anos de atuação e nunca foi advertido, sofreu perseguição.

Deputado pede que Provedoria repense situação

O presidente da comissão, deputado Arlen Santiago (Avante), que solicitou a reunião, classificou a iniciativa da Provedoria da Santa Casa como pouco transparente. Ele leu currículo do médico Carlos Henrique Diniz e demandou que a Provedoria da Santa Casa flexibilize a medida e pense em uma outra saída para o caso.

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O parlamentar leu mensagem da Provedoria da Santa Casa de Belo Horizonte, na qual foi destacado que o Hospital São Lucas não atende ao sistema público e, por isso, não há condições de expor os fatos.

Na mensagem, a direção da instituição salientou também que as decisões institucionais foram fundamentadas e comunicadas aos interessados.

O deputado Leleco Pimentel (PT) questionou se a comissão deve ingerir em assunto pertinente à direção de um hospital particular, o que Arlen Santiago rebateu por entender como objeto da comissão a área da saúde como um todo.

Leleco Pimentel ainda relatou que algumas sugestões defendidas pelo corpo clínico foram de encontro com preconizado pela Provedoria. Ainda assim, como contou, foram levadas adiante pelo corpo clínico do hospital, sendo homologadas pelo CRM-MG, mesmo sem a assinatura do corpo técnico da Santa Casa.

O deputado Lucas Lasmar (Rede) corroborou a fala de Leleco Pimentel. Ele também salientou que as medidas da direção clínica desrespeitaram as regras da Provedoria, sendo passível de gerar repreensão.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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