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Ativistas defendem fortalecimento de trabalho em redes para combater violência contra as mulheres

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Fortalecimento das redes de atendimento e proteção às mulheres, ampliação dos recursos no Orçamento do Estado e mudança na gestão de assistência, com um serviço multissetorial e articulado entre as diferentes estâncias que trabalham com o segmento. Esses são os principais pontos para um enfrentamento mais eficaz à violência contra as mulheres, defendido por participantes da audiência pública, realizada nessa terça-feira (5/12/23), pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

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A presidenta da Comissão, deputada Ana Paula Siqueira (Rede) lembrou que, em 2022, o Brasil registrou um recorde de feminicídio, com 1.437 vítimas. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta, ainda, que em Minas Gerais o aumento de casos foi de 11% e o crescimento de estupros de 14,9%. “O Estado brasileiro tem falhado em proteger nossas meninas”, lamentou.

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Ana Paula Siqueira criticou a falta de prioridade de políticas públicas para mulheres em Minas Gerais, lembrando que o Estado é o único que não possui uma secretarial estadual para tratar do tema. A administração mineira conta com a Subsecretaria de Política dos Direitos das Mulheres, dentro da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedese). Segundo ela, o órgão, no entanto, não tem recurso próprio.

A deputada Bella Gonçalves (Psol) também reclamou que o governo estadual tem obstruído o trabalho que vinha sendo realizado pelos conselhos dos direitos da mulher. Acrescentou que também há um desmonte do trabalho dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Especializados de Assistência Social (Creas), importantes instrumentos de atendimento a mulheres vítimas de violência. “Há um esvaziamento de políticas sociais”, afirmou

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Atuação articulada é defendida por ativistas

Foi consenso entre os participantes da audiência pública que a violência contra a mulher tem origem em fatores complexos e multidimensionais, como culturais e psicossociais, que demandam intervenções específicas e atuações articuladas entre os diferentes equipamentos públicos de proteção à mulher.

Bella Gonçalves advertiu para a relação entre o aumento dos casos com a desigualdade social e a violência disseminada em nossa sociedade, ressaltando a cultura machista entre os homens. “A atividade minerária acompanha o aumento da violência contra a mulher”, exemplifica.

A educadora social Izabela de Faria Miranda, da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres Rede/MG, cofundadora da Indômitas Coletiva Feminista e Conselheira Municipal dos Direitos das Mulheres explicou que é preciso enfrentar outros tipos de violência e mudar a cultura. Ela defende mais investimento na previsão, incluindo atenção aos meninos periféricos, que crescem em climas violentos e tendem a repetir na fase adulta.

A reflexão mais profunda das causas e uma ação mais articulada entre os diferentes órgãos e representantes da sociedade civil também foram defendidos por todas as participantes.

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Titular da Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (Deam) de Diamantina, a delegada Kiria Silva Orlandi, disse que existem apenas 79 delegacias de mulheres entre os 853 municípios mineiros e apenas uma com funcionamento 24 horas. Por isso, o atendimento às mulheres é realizado, muitas vezes, por delegacias de plantão ou por policiais militares.

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A delegada afirmou que a polícia representa a porta de entrada para o atendimento público a muitas vítimas de violência. Para assegurar um atendimento mais completo às mulheres, ela defende diálogo e articulação entre as forças de segurança e outros órgãos que também atende vítimas, como nos setores de saúde e de assistência social. “Não é possível desintegrar esse corpo (da mulher). Tem que pensar em sua integridade como um todo, que é indivisível: a integridade física, a psicológica, a sexual”.

Na opinião da pesquisadora Carla Bronzo Ladeira, professora da Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho, as políticas setorizadas não conseguem atender toda a complexidade do ciclo de violência. Ela entende que as ações precisam ser intersetoriais, buscando o interesse comum entre os diferentes órgãos. “A gente precisa uma mudança de paradigma: não é mais o silêncio, é o diálogo; não é cada um fazer o seu, mas junto”.

Pesquisadora da Fundação João Pinheiro, Ana Paula Salej Gomes completou que também é importante o envolvimento da sociedade organizada na condução dessas políticas públicas, no formato de redes. “Intersetorialidade é sentar junto para planejar. O Estado não resolve sozinho, passa também pela sociedade”.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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