Política
Atuação da Copanor é criticada por autoridades do Jequitinhonha

Autoridades do Vale do Jequitinhonha reclamaram da atuação da Copanor durante audiência pública realizada pela Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizada nesta segunda-feira (11/12/23). Os municípios de Cachoeira de Pajeú e Padre Paraíso têm em comum a má qualidade da água devido ao funcionamento precário da subsidiária da Copasa na região.
Cachoeira de Pajeú registrou um episódio de mortandade de peixes no dia 2 de novembro. Segundo o vereador Victor Souto Amaral, o problema se deve à contaminação por esgoto do Rio São Francisco, um afluente do Rio Jequitinhonha de onde a Copanor retira a água para abastecer o município.
“Queremos que o rio volte a ser um lugar onde os moradores possam se divertir e que tenha água potável de qualidade”, defendeu o vereador. Ele ainda reclamou que a Copanor teria prometido iniciar as obras da estação de tratamento de esgoto de Cachoeira de Pajeú no dia 15 de novembro, mas, até o momento, nada foi feito.
Nas comunidades rurais de Cachoeira de Pajeú, o serviço prestado pela Copanor também tem inúmeros problemas, segundo os vereadores. De acordo com o vereador Aélcio Virgens Santos, a comunidade de Marcela é abastecida por um poço artesiano que fica perto de um local onde o esgoto é despejado a céu aberto.
Também corre esgoto a céu aberto no distrito de Águas Altas, segundo o presidente da Câmara Municipal de Cachoeira de Pajeú, Wendel Pereira Arruda. Ele também reclamou que a empresa ainda não fez as ligações de água na comunidade vizinha de Mangueira.
Para piorar a situação, a Copanor não tem estrutura suficiente para atendimento ao público em Cachoeira de Pajeú. Segundo os vereadores, a empresa tem apenas dois funcionários no município e a agência de atendimento aos consumidores fica aberta somente por duas horas diariamente (das 10h ao meio-dia).
Em Padre Paraíso, a situação não é muito melhor. De acordo com o prefeito Diego Ferdinando Mendes Oliveira, os problemas se concentram na comunidade rural de Encachoeirado, onde a água que sai das torneiras é de péssima qualidade. Um vídeo exibido na reunião mostrou que essa água é completamente turva.
Além disso, segundo o prefeito, os cortes de água são frequentes e feitos sem aviso prévio. Os moradores de Encachoeirado também tiveram que lidar com erros nas contas de água. Alguns boletos chegaram a valores da ordem de R$ 13 mil, conforme os relatos dos vereadores de Padre Paraíso.
Diante dessa situação, a prefeitura conseguiu uma decisão judicial liminar (em caráter provisório) para que os consumidores de Padre Paraíso não paguem suas contas e não tenham o fornecimento de água suspenso. “A Copanor tem que reconhecer que é incapaz de prestar um serviço de qualidade. A empresa fornece água que causa doenças na nossa população”, desabafou o prefeito.
Empresa diz que trabalha para resolver problemas
O assessor técnico da Copanor Adailson Antônio Costa reconheceu que há problemas no atendimento prestado pela empresa em Cachoeira de Pajeú e Padre Paraíso, mas garantiu que a empresa trabalha para sanar todas as dificuldades relatadas durante a reunião.
Em Cachoeira de Pajeú, ele admitiu que o esgoto é lançado sem tratamento nos rios, mas assegurou que o problema será resolvido com a construção de uma estação de tratamento dos efluentes. As obras terão início em janeiro e devem ser concluídas até setembro de 2024.
Quanto à qualidade da água do Rio São Francisco, Adailson Costa disse que amostras analisadas em laboratório apresentaram limites aceitáveis de potabilidade e, portanto, não foi identificada a causa da mortandade de peixes registrada em novembro.
Sobre a água turva fornecida no distrito de Águas Altas, o representante da Copanor esclareceu que o problema se deve à alta concentração de ferro e manganês, agravada pela baixa pressão do sistema de abastecimento. No entanto, Adailson Costa garantiu que o problema foi resolvido com uma nova estação de tratamento de água, que entrou em operação na semana passada.
Adailson Costa ainda esclareceu que a falta de funcionários da Copanor se deve às dificuldades que a empresa pública tem para fazer contratações. Segundo ele, uma resolução da Agência Reguladora de Serviços de Água e Esgoto (Arsae-MG) permite que a Copanor mantenha atendimento presencial ao público por apenas duas horas diárias em cidades do porte de Cachoeira de Pajeú.
Em Padre Paraíso, o problema da turbidez da água já foi resolvido após adequações na estação de tratamento de Encachoeirado, segundo Adailson Costa. Sobre os erros nas faturas, ele esclareceu que a Copanor recorreu da decisão judicial favorável à prefeitura. “A água se encontra dentro dos padrões de potabilidade. Estamos trabalhando para que esses transtornos sejam solucionados”, garantiu.
Deputado defende novas análises da água
O deputado Doutor Jean Freire (PT) criticou a atuação da Copanor. “Não é correto o povo receber essa água de péssima qualidade”, afirmou. O parlamentar defendeu a realização de novas análises da água em diferentes laboratórios, para comprovar que ela é inadequada para consumo humano. Ele disse que a Copanor foi criada para permitir a valorização das ações da Copasa. “A Copanor é uma prima pobre para cuidar dos pobres, e cuida muito mal”, lamentou.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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