Política

Autoridades e movimentos sociais querem política de saúde para atingidos pela mineração

Publicados

em

Imagem

Em reunião da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizada nesta quarta-feira (6/12/23), autoridades e representantes de movimentos sociais defenderam a criação de uma política pública específica para garantir o atendimento à saúde para os atingidos pela mineração.

Botão

Passados mais de quatro anos do rompimento da barragem de Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho (Região Metropolitana da Região), a população prejudicada pela contaminação do solo, do ar e da água do Rio Paraopeba está adoecendo devido à exposição a metais pesados. 

A conclusão é de um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que analisou os impactos desse evento sobre a saúde da população de Brumadinho. A pesquisa constatou altos índices de contaminação por metais como cadmio, arsênio, mercúrio e manganês. Além disso, evidenciou alta prevalência de problemas psiquiátricos, como depressão, insônia e ansiedade.

Esse quadro foi confirmado em estudos conduzidos pelo Nacab, ONG que atua como assessoria técnica interinstitucional para os atingidos pelo rompimento da barragem de Córrego do Feijão.

Segundo o representante da entidade, Lauro Magalhães, após as cheias históricas do Rio Paraopeba em janeiro de 2022, houve aumento de casos de dermatite pelo contato com a água contaminada. Além disso, 173 de 490 amostras de água estavam com altos índices de contaminação por metais como alumínio, ferro e manganês.

Lauro Magalhães defendeu a necessidade de estudos específicos com povos e comunidades tradicionais afetados pela contaminação do Rio Paraopeba. Ela também reivindicou a realização de mais pesquisas para avaliar os impactos do rompimento da barragem da Vale sobre a saúde mental da população afetada.

Leia Também:  Governo lança campanha para incentivar doação de parte do IR para fundos sociais

Para professor, cenário é catastrófico

Para o professor da UFMG Marcus Vinícius Polignano, a situação atual é catastrófica, uma vez que o derramamento da lama de rejeitos de minério no Rio Paraopeba provocou uma perturbação generalizada do ambiente social e econômico. 

“O que a mineração provocou foi um cataclisma. O adoecimento da população é global, sistêmico e complexo, causado pela exposição contínua a metais pesados”, afirmou Polignano. Na avaliação do professor, o Sistema Único de Saúde (SUS) não tem condições de atender adequadamente essas pessoas adoecidas. “É muito triste ver o descaso com que tratam as pessoas em situação vulnerável”, lamentou.

Morador do distrito de Parque da Cachoeira, diretamente atingido pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, Silas de Paulo Teixeira relatou os impactos negativos do desastre sobre a população da região. 

Segundo ele, pessoas que não participaram da pesquisa da Fiocruz ficaram tão preocupadas que estão pagando a realização de exames por conta própria, para saberem se estão contaminadas com metais pesados. Por isso, ele defendeu que toda a população tenha acesso a esse tipo de monitoramento da saúde pelo SUS.

Promotora diz que SUS precisa de protocolos de atendimento

Na avaliação da promotora Vanessa Campolina, o SUS não está organizado para fazer o monitoramento das pessoas expostas à contaminação por metais pesados porque não há protocolos específicos para fazer esse tipo de atendimento. 

Leia Também:  Secretaria de Saúde alerta sobre os cuidados no combate ao Aedes aegypti

Para mudar essa realidade, a promotora sugeriu a elaboração de uma política pública para garantir atendimento integral à saúde dos atingidos pela mineração. “Precisamos de um olhar específico para as necessidades dessas pessoas”, defendeu.

Essa política estadual deveria contemplar ações como a elaboração de cadastro das pessoas expostas à contaminação e de um sistema de informações do SUS, além da elaboração de protocolos de acompanhamento dos pacientes e diretrizes para o treinamento de profissionais de saúde para esses atendimentos.

Deputada propõe criação de comissão especial

A deputada Bella Gonçalves (Psol), que solicitou a realização da audiência, avaliou que as comunidades impactadas pela mineração vivem uma situação de calamidade pública na saúde. A parlamentar ressaltou os riscos da contaminação por metais pesados e os altos índices de adoecimento mental, que têm levado inclusive ao aumento de tentativas de suicídio, segundo ela. 

Bella Gonçalves ainda reforçou a necessidade de pesquisas para avaliar a extensão desse problema e possibilitar ações governamentais voltadas para a garantia da saúde integral das pessoas atingidas pela mineração.

Para discutir sugestões para a elaboração de uma política pública específica para essa população, a deputada propôs a criação de uma comissão especial na ALMG. Ela vai apresentar um requerimento com essa finalidade, a ser votado na próxima reunião da Comissão de Direitos Humanos.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Publicados

em

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

Leia Também:  Três comissões sobre vetos do governador elegem presidentes e vices

Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ALPINÓPOLIS E REGIÃO

MINAS GERAIS

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA