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Banco do Nordeste investe em energia eólica em Minas

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Com quase R$ 4 bilhões investidos em geração de energia solar nos municípios do Norte de Minas Gerais, o Banco do Nordeste tem promovido o desenvolvimento da infraestrutura nos municípios com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Estado. Um dos entraves, porém, é a demora e as negativas da Cemig na ligação dos empreendimentos à rede de transmissão de energia.

Foram esses os principais pontos levantados por convidados em reunião nesta quarta-feira (15/5/24), realizada pela Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O objetivo da audiência era conhecer a atuação do Banco do Nordeste no setor de energia solar em Minas Gerais. A instituição atua em área que abrange 249 municípios mineiros.

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Quem representou o banco na reunião foi o superintendente estadual da instituição, Wesley Maciel. Segundo ele, os financiamentos citados, no total de R$ 4 bilhões, são feitos com verbas do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), criado pela Constituição de 1988 e mantido com recursos da União.

O principal programa para projetos de energia renovável é o FNE Sol, que financia a juros baixos projetos de energia eólica, fotovoltaica e de biomassa. Empresas, cooperativas, produtores rurais e pessoas físicas podem acessar o programa.

Como se tratam de regiões de alta vulnerabilidade econômica e social, há poucas instituições bancárias em atuação, o que aumenta a importância do Banco do Nordeste, que é de economia mista. Assim, segundo Wesley Maciel, a instituição é responsável por 73% de todo o crédito de longo prazo na sua área de atuação, 66% do crédito para indústria e comércio e 52% dos financiamentos rurais.

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Depois da apresentação, os convidados elogiaram a atuação do banco e lembraram a importância da geração de energia elétrica para todos os setores produtivos. Para Douglas Cabido, diretor técnico do Sebrae Minas, a expansão fotovoltaica gera mais produtividade em todas as cadeias produtivas e ajuda na superação de um dos principais limitadores do crescimento econômico, que é a disponibilidade energética.

Do ponto de vista econômico, o gerente de negócios do Investe Minas, Renato Ferraz de Andrade, informou que 20% dos investimentos privados atraídos para Minas Gerais desde 2019, que totalizam R$ 420 bilhões, foram para a geração de energia solar. Com R$ 70 bilhões atraídos, o setor é, de acordo com ele, o segundo que mais atraiu investimentos para o Estado, depois apenas de infraestrutura.

Do ponto de vista social, um dos problemas que pode ser resolvido com a expansão da energia solar na região é o acesso à água dos poços artesianos. Como explicou o diretor do Instituto de Desenvolvimento do Norte e do Nordeste de Minas Gerais (Idene), Carlos Alexandre Gonçalves da Silva, algumas dificuldades, como a distância das linhas de transmissão, são barreiras à energização desses poços. Em 2023, o Idene conseguiu licitar 236 kits fotovoltaicos para superar a questão.

Lembrando das condições climáticas da região Norte de Minas Gerais, Douglas Cabido, do Sebrae, disse que o sol, responsável por parte das precariedades econômicas da região, agora é visto como oportunidade para o desenvolvimento e para a geração de renda.

Nesse sentido, o deputado Gil Pereira (PSD), autor do requerimento que deu origem à reunião, lembrou que 20% da energia solar gerada no Brasil vem de Minas Gerais, a maior parte dela produzida no Norte do Estado. Também o deputado Adriano Alvarenga (PP) exaltou a liderança da região no setor.

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Acesso à rede de transmissão ainda é desafio

Um dos gargalos para avançar ainda mais, porém, é a dificuldade de se conseguir a aprovação dos projetos na Cemig para ligação à rede de transmissão. O deputado Ricardo Campos (PT) indicou que os pedidos demoram a ser avaliados e frequentemente são negados. O parlamentar lembrou que além de impedir a expansão da geração e do uso da energia solar, essa dificuldade gera problemas aos empreendedores, que precisam lidar com os custos do projeto fotovoltaico sem saber se conseguirão a ligação.

Em coro com o deputado, o diretor regional da Frente Mineira de Geração Distribuída, Cláudio Henrique Felix, chamou de “loteria” a aprovação desses projetos, referindo-se à falta de parâmetros na avaliação. Ele denunciou, ainda, que os pareceres com as negativas não contam com a identificação dos responsáveis técnicos, de forma que não se sabe a quem recorrer, e que as alegações técnicas para as negativas não são comprovadas.

Wesley Maciel, do Banco do Nordeste, disse que esse gargalo tem chegado à instituição e que busca o diálogo com a Cemig para resolver os problemas de acesso à rede de distribuição. Ele afirmou que estão sendo debatidos caminhos para facilitar descontos, benefícios e aumento de prazos para empreendimentos de geração de energia que não têm conseguido o acesso à rede.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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