Política
Benefício fiscal para locadoras de veículos retorna ao Plenário

O Projeto de Lei (PL) 2.803/21, que autoriza a celebração de convênios do Estado com os municípios para a arrecadação do Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor (IPVA), já pode retornar ao Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), para votação em 2º turno.
Na noite desta segunda-feira (19/6/23), as emendas que haviam sido apresentadas ao projeto durante a fase de discussão em Plenário foram analisadas pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO).
A reunião durou quase três horas e gerou polêmica porque deputados da oposição não concordam com uma mudança proposta pelo relator, deputado Zé Guilherme (PP). Ele apresentou o substitutivo nº 2, que, na prática, reduz o IPVA cobrado sobre veículos vendidos pelas locadoras de veículos sediadas em Minas Gerais.
Caso o PL 2.803/21 seja aprovado na forma desse novo texto, as locadoras não precisarão pagar a complementação do IPVA em relação à alíquota padrão de 4% cobrada dos contribuintes em geral quando seus veículos são transferidos a uma subsidiária para revenda. Em Minas Gerais, as locadoras pagam alíquota de 1%. O substitutivo nº 2 dispensa o pagamento proporcional dessa diferença de alíquota de 3%.
As emendas apresentadas pelos deputados em Plenário receberam parecer pela rejeição. Elas pretendiam impedir a redução do IPVA na revenda de carros pelas locadoras e a isenção do IPVA sobre ônibus e micro-ônibus do transporte coletivo.
Durante a reunião da FFO realizada nesta segunda-feira (19), os deputados apresentaram diversas outras propostas de emendas. Apenas duas delas foram acatadas pelo relator e incorporadas ao substitutivo nº 2.
A proposta de emenda nº 22 autoriza a isenção do IPVA de veículos que pertencem a associações comunitárias, entidades sem fins lucrativos e hospitais filantrópicos. Essa proposta é assinada pelos deputados Ricardo Campos (PT), Professor Cleiton (PV), Doutor Jean Freire (PT) e Marquinho Lemos (PT).
Já a proposta de emenda nº 23 autoriza a concessão de anistia das dívidas de santas casas e hospitais filantrópicos com a Cemig. Essa proposta é de autoria dos deputados Professor Cleiton, Ricardo Campos e Doutor Jean Freire.
O parecer foi aprovado com os votos contrários dos deputados Professor Cleiton e Doutor Jean Freire. Depois de passar pela FFO, o PL 2.803/21 já está na pauta das duas reuniões de Plenário convocadas para esta terça-feira (20), às 10 e às 14 horas.
Deputados da oposição estimam renúncia fiscal em R$ 1,2 bi
O benefício tributário para as locadoras de veículos proposto pelo substitutivo nº 2 ao PL 2.803/21 foi criticado por deputados da oposição. Eles estimam o valor da renúncia fiscal em R$ 1,2 bilhão, o que pode agravar as dificuldades orçamentárias do Estado, no seu entendimento.
Para o deputado Professor Cleiton, o PL 2.803/21 é prejudicial não só ao Estado, mas também aos municípios mineiros, que também devem ter perdas com a redução dos repasses da arrecadação do IPVA. “É uma renúncia fiscal para conceder privilégios a um segmento que tem uma relação de proximidade com o governador Romeu Zema”, disse, referindo-se às locadoras de veículos.
Professor Cleiton disse que não há estudos sobre o impacto orçamentário dessa medida e rebateu o argumento de que ela seria necessária para fazer frente à guerra fiscal. Segundo o parlamentar, as locadoras escolhem Minas Gerais para se beneficiarem do Sistema Automático de Registro de Veículos, que agiliza os emplacamentos e reduz custos operacionais.
O deputado Sargento Rodrigues (PL) argumentou que o benefício proposto para as locadoras vai na contramão do discurso do governo, que alega dificuldades para conceder reajustes salariais para os servidores públicos e solicita a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal.
Para o parlamentar, o PL 2.803/21 é escandaloso. “O empresário Salim Mattar, dono da Localiza, tem uma ligação muito próxima como o governador Romeu Zema. Ele é conselheiro de Desenvolvimento Econômico do Estado e está sendo diretamente beneficiado por esse projeto. Será que essa benevolência do governo tem alguma relação com suas doações para a campanha eleitoral de Zema?” questionou.
Os deputados Marquinho Lemos, Ricardo Campos e Doutor Jean Freire, todos do PT, também criticaram o benefício fiscal proposto para as locadoras de veículos. “Temos muita coisa para fazer em Minas Gerais e tenho certeza de que esse dinheiro vai fazer falta”, disse Marquinho Lemos.
Os parlamentares oposicionistas tentaram obstruir a votação do parecer, mas acabaram sendo voto vencido.
Servidores da segurança pública que acompanhavam a reunião da galeria do Plenarinho IV se exaltaram e partiram para a agressão física do deputado João Magalhães (MDB), que não aceitou as provocações feitas por eles.
“Não podemos continuar com as cenas lamentáveis como a de hoje. Esta casa é do povo; os cidadãos têm que ser respeitosos com todos os deputados”, afirmou João Magalhães. Ele recebeu manifestações de apoio dos parlamentares presentes na reunião.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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