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Catadores de recicláveis cobram retomada de ações no CMRR

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Catadoras e catadores de materiais recicláveis e representantes de suas associações cobraram, nesta segunda-feira (25/9/23), a retomada de atividades no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), na região Leste da Capital, que já foi referência nacional nessa área.

Eles participaram de visita da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e apresentaram suas demandas à nova coordenação do espaço.

Inaugurado em 2007, o CMRR abrigou muitas atividades, como oficinas de cozinha, seminários e outros eventos. Ele foi desativado no início da gestão Romeu Zema, mas a pressão de catadores e parlamentares evitou sua transferência para outra pasta do governo. Após reformas, a unidade foi reinaugurada há mais de um ano, mas permanece sem atividades.

Cursos de capacitação e uso de novas tecnologias foram pedidos

Em reunião que antecedeu a visita, os catadores apresentaram demandas, como a volta dos cursos de capacitação. O local tem uma cozinha industrial com auditório para 28 pessoas. No início do funcionamento do CMRR, cursos de cozinha inteligente e aproveitamento de alimentos foram ministrados ali, conforme citado na reunião.

Cooperativas do interior também reivindicaram a instalação de uma espécie de entreposto onde elas possam juntar os produtos já empacotados para vender melhor, com maior escala, e evitar os atravessadores. “É melhor do que vender sozinho”, reforçou Anderson Viana, da associação de Nova União, na RMBH.

Pedro Eduardo de Oliveira, da Recicla Esplanada, pediu atenção às novas tecnologias e possibilidades de reaproveitamento do material reciclado, com agregação de valor. Ele citou como exemplo os cursos do CMRR para reaproveitamento de óleo, usado para fazer sabão. “Hoje já é possível fazer biodiesel”, afirmou. A compostagem de material orgânico também foi pontuada.

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Nesse sentido, os catadores sugeriram a troca de experiências com quem já vem investindo na geração de valor. Itamar de Jesus Pereira, de Igarapé (RMBH), contou que na associação local, apenas o papelão é entregue a atravessadores. “Usamos o PET para fazer vassouras e trituramos alguns materiais que podem ser injetados para fazer rodos de pia, por exemplo”, disse.

As dificuldades de quem ainda engatinha no negócio também foram expostas. Mônica Raque Ribeiro Souza, catadora autônoma, contou que ela e outras três mulheres trabalham num espaço sem água ou banheiro, fazendo a triagem de materiais no chão. Somente há pouco tempo, saíram do sol, porque conseguiram um recurso para colocar telhado na área. “Já tivemos que dividir R$ 76 por quatro, como renda mensal”, afirma.

Coordenação anuncia início de projetos

Na coordenação do CMRR há pouco mais de um mês, Ana Paula Gonçalves reiterou o desejo de retomar as atividades, a partir da escuta às associações de catadores e de moradores. “Queremos entender as demandas para fazer os projetos”, reforçou. Um dos focos, segundo ela, deve ficar na formação de catadores para gestão de projetos de coleta seletiva.

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Kleynner Jardim, representante da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), responsável pelo CMRR, também reforçou a intenção de movimentar o espaço. Segundo ele, a equipe realizou visitas em cidades com experiências exitosas na área.

“Estamos finalizando alguns ajustes, como a instalação do sistema de gás na cozinha industrial. E já estamos em contato com o Servas e a Abrasel para retomar as formações”, afirmou. A Abrasel é a associação que reúne bares e restaurantes.

Máquinas de costura também já estão montadas no local, segundo Kleynner, para início de um curso de aproveitamento de retalhos para produção de artesanato. O CMRR tem ainda um anfiteatro com 300 cadeiras, biblioteca com publicações diversas sobre meio ambiente e um enorme pátio externo, além de outras salas.

A deputada Ana Paula Siqueira (Rede), presidenta da comissão e autora do requerimento para a visita, reforçou o desejo de que o CMRR volte a ser a grande referência que foi para o tratamento de resíduo e atendimento aos catadores. Ela lembrou que instalações artísticas ao longo de toda a Avenida dos Andradas já chamavam atenção para o local.

Citação

Para a deputada, as populações do entorno também devem ser trazidas para a iniciativa. Uma das ideias, segundo Kleynner, é a reinstalação de estrutura para voltar a receber a coleta solidária de materiais, feita por moradores da região. Essa estrutura foi desarticulada como o centro foi fechado.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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