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Ciclo de debates alerta sobre desafios da luta contra a obesidade

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As taxas de obesidade quase triplicaram nos últimos 50 anos, afetando pessoas de todas as idades e grupos sociais. Entre crianças e adolescentes a situação é ainda mais preocupante: o aumento foi de quase 500% nesse período segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). As causas da obesidade são variadas e entre elas estão questões genéticas, estilo de vida e o ambiente onde se vive.

Esses dados preocupantes começaram a ser debatidos na tarde desta segunda-feira (2/10/23) no “Ciclo de Debates – Obesidade é doença: o desafio é de todos”, realizado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A programação do evento prossegue nesta terça-feira (3/10/23), no Auditório José Alencar, com especialistas de diversas áreas para debater os desafios relacionados à obesidade.

Ao traçar um raio x do problema neste primeiro dia de debates foi lembrado que o panorama no Brasil e em Minas Gerais não é diferente.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os adultos, 60,3% apresentam excesso de peso, sendo 26,8% já com obesidade. E o Mapa da Obesidade em Minas Gerais, desenvolvido pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), aponta que 61,9% dos mineiros têm sobrepeso e, desses, 28% estavam com algum grau de obesidade.

Autor do requerimento para a realização do ciclo de debates, o deputado Coronel Sandro (PL) coordenou os trabalhos. Segundo o parlamentar, os diagnósticos e propostas apresentados durante o debate poderão subsidiar o poder público, incluindo estado e municípios a fazer leis e políticas públicas de enfrentamento à obesidade.

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A palestra de abertura “Obesidade como doença: um problema de saúde pública” foi conduzida remotamente pela coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Kelly Poliany de Souza Alves, e, presencialmente, pela professora do Departamento de Nutrição e Saúde da UFV, Helen Hermana Miranda Hermsdorff.

Esta última é também coordenadora do programa Rede para Enfrentamento da Obesidade em Minas Gerais (Renob-MG) e do Programa de Atenção à Saúde Cardiovascular (Procardio) da UFV. Helen Hermsdorff explicou que a obesidade na população mineira tem aumentado ano a ano e, em pouco mais de uma década, de 2008 a 2021, segundo o estudo da UFV, mais que dobrou.

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Segundo ela, isso aconteceu inclusive no semiárido, em locais como Vale do Jequitinhonha e Nordeste do Estado, o que mostra que não são apenas as regiões economicamente mais desenvolvidas que enfrentam o problema. Nessas regiões, a obesidade cresceu de 10% em 2008 para 25% em 2021 entre os adultos.

“É uma situação bastante preocupante. A análise do consumo alimentar pode nos dar uma explicação. Para ser uma ideia, descobrimos que entre crianças até 9 anos 88% delas já consomem alimentos ultraprocessados, com muito açúcar gordura e corante. É o caso dos salgadinhos, refrigerantes, biscoitos recheados. São alimentos não saudáveis reconhecidos como fator de risco para obesidade”, aponta Helen Hermsdorff. Dados do IBGE apontam que no País a obesidade já atinge cerca de 6,7% das crianças e adolescentes.

Mas, de acordo com a especialista, é preciso também enfrentar o estigma da obesidade. “Biologicamente a gente entende que a obesidade vem de um consumo excessivo de calorias frente a um gasto de energia insuficiente. Isso leva a gente a pensar que a pessoa com esse excesso de gordura é a única responsável por esse balanço energético positivo, o que nem sempre é verdade”, aponta.

Outra avaliação feita pelos especialistas é de que o poder público deve colaborar oferecendo condições para que haja mudança de hábitos, o que inclui condições para alimentação mais saudável e a prática de atividades físicas.

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“Antes de tudo é preciso orientar as pessoas que enfrentam a obesidade a buscar um atendimento médico. Isso já é complicado com todo o estigma que cerca o problema. E também precisamos de políticas públicas para, por exemplo, incentivar a prática regular de atividade física, promover uma alimentação mais saudável e garantir acesso ao tratamento mais adequado, inclusive com medicamentos. É um problema de saúde que precisa ser enfrentado como um problema de saúde”, explicou, ainda, a médica Flávia Coimbra Pontes Maia.

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Ambientes também pode ser obesogênicos

Na sequência da programação do ciclo de debates na tarde desta segunda (2) aconteceu ainda o primeiro painel do evento, com duas exposições. A primeira foi sobre o tema “Promoção da saúde e prevenção da obesidade no ambiente escolar: desafios e possibilidades”.

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Ela foi apresentada pela professora do Departamento de Nutrição dos programas de Pós-graduação em Nutrição e Saúde, em Saúde da Criança e do Adolescente e em Saúde Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Larissa Loures Mendes. Ela também lidera o Grupo de Estudos, Pesquisas e Práticas em Ambiente Alimentar e Saúde.

No mesmo painel, a segunda apresentação tratou do tema “Ambientes obesogênicos no trabalho e na comunidade”, sendo conduzida pela professora dos Programas de Pós-Graduação em Saúde e Nutrição da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e Nutrição e Saúde da UFMG, Mariana Carvalho de Menezes.

“A maior parte dos adultos passam boa parte do seu tempo no ambiente de trabalho e geralmente realizam mais uma refeição ali. Isso tem que ser levado em conta para estimular escolhas alimentares mais saudáveis e combater a obesidade. Onde eu moro e onde eu trabalho vai influenciar diretamente o acesso a alimentos saudáveis”, pontuou Mariana Menezes.

“O que se percebe muitas vezes é um estigma culpabilizador, como se faltasse ao indivíduo ter mais força de vontade para ter uma vida mais saudável, o que não é verdade. Vivemos num ambiente que leva ao ganho de peso”, avaliou, ainda, a especialista.

Ao final das palestras e debates ainda foram exibidos vídeos relatando estratégias e ações práticas para a prevenção da obesidade implementadas por municípios como Divinópolis (Centro-Oeste), Jesuânia e Seritinga (Sul) e Virgem da Lapa (Jequitinhonha/Mucuri).

O ciclo de debates também faz parte das atividades da Casa para marcar o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado anualmente em 11 de outubro. A data foi instituída pela Lei Federal 11.721, de 2008, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção à obesidade, livre de estigma e com informações baseadas em evidências científicas.

Além do ciclo de debates, outra atividade que marcará o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade é a iluminação especial do Palácio da Inconfidência, sede da ALMG, nas cores laranja e azul, entre os dias 2 e 11 de outubro, a partir das 18 horas.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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