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Comissão constata precariedade do sistema de transporte da RMBH

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Graves problemas no transporte público de passageiros ficaram evidentes no Terminal Metropolitano do Move, do bairro São Benedito, em Santa Luzia (Região Metropolitana de Belo Horizonte). Em visita ao local na noite desta quinta-feira (26/10/23), parlamentares da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) constataram que é grave a situação do transporte metropolitano. 

Representando a Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização, as deputadas Bella Gonçalves (Psol) e Macaé Evaristo (PT) percorreram todo o terminal, acompanhadas de outras autoridades. Elas conversaram com usuários, que fizeram várias críticas à estrutura precária e as deficiências no funcionamento do sistema. 

Atrasos

As principais queixas recaíram sobre os ônibus, em sua maioria velhos, alguns chegando a 18 anos de uso, com problemas no ar condicionado e falhas constantes durante as viagens. Outro gargalo é o número insuficiente de veículos, levando usuários a esperarem até 1 hora para conseguir embarcar e depois, ficarem mal acomodados em ônibus lotados.  

A dificuldade se agrava nos fins de semana e feriados ou após 23 horas, quando muitas linhas deixam de operar. Dessa forma, passageiros que chegam ao terminal no Move para pegar outros ônibus até suas casas, muitas vezes são obrigados a ir a pé, devido à interrupção da linha naquele período. 

Alguns passageiros reivindicaram ainda a integração de linhas suplementares ao Move, para que, com uma única passagem, possa fazer o percurso de seus bairros até Belo Horizonte. 

Passagens caras

Mesmo estando com melhor aparência devido a uma reforma recente, o Terminal São Benedito não oferece letreiros com informações on-line dos horários de chegada de ônibus. No local, há banheiros, mas é cobrado o valor de R$ 2 para usá-los, o que também é alvo de reclamações. Diversos usuários disseram que já pagam passagem cara, na faixa de R$ 8 e ainda tem que pagar pelo uso do banheiro. 

Outra queixa foi quanto ao uso de catracas duplas que dificultam a entrada de mães com crianças de colo e de obesos, entre outros. Alguns cidadãos de Santa Luzia pediram que fosse instalada cobertura para todo o terminal, já que a pista dos ônibus é aberta. 

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Toda essa situação leva a confusões e brigas no terminal, segundo o usuário Jobert Ribeiro. Segundo ele, não há fiscalização e os motoristas fazem o que querem, sem qualquer respeito aos passageiros. E quando o passageiro reclama ainda é maltratado. “Vocês da Assembleia avisaram que iam fazer a visita; aí, tem ônibus toda hora; mas venham aqui num domingo, sem avisar. O ônibus demora mais de uma hora”, reclamou.

Alguns presentes disseram que já fizeram reiteradas reclamações ao Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem (DER-MG) quanto ao funcionamento do terminal e não obtiveram retorno. Da mesma forma, tentaram junto à Rodap, empresa que detém as linhas em Santa Luzia, e não tiveram resposta. 

Média de idade da frota é de 10 anos

O diretor de Fiscalização de Transporte Coletivo da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), Diovane Leopoldino, falou em nome do governo. Ele reconheceu que há de fato ônibus com 18 anos de uso, e que a média de idade da frota, que tem 2600 veículos, é de 10 anos. Complementou que aos poucos estão sendo trocados ônibus velhos por mais novos, tanto que em 2023, foram 300 trocas.

Questionado por Bella Gonçalves sobre o monitoramento dos ônibus pela Seinfra, Diovane respondeu que a pasta conta com um sistema de monitoramento de toda a frota. A parlamentar sugeriu uma visita técnica ao local para conhecer seu funcionamento. 

Ela ainda perguntou ao gestor sobre a fiscalização sobre a manutenção dos ônibus, ao que ele respondeu que essa responsabilidade era do DER-MG. Diovane lamentou o baixo número de fiscais do órgão para realizar o trabalho na RMBH – apenas 12 fiscais para todas as cidades -, sugerindo sua reestruturação.

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Sobre as catracas duplas, Diovane disse que elas reduziram muito a evasão e a vandalização de estações do Move. Se antes a média mensal por cada estação era de 60 a 80 mil passageiros, atualmente, caiu para 20 a 200.  A Estação do Move São Benedito recebe de 27 mil a 30 mil passageiros por dia.

Pandemia

Marcos Negraes, gerente do Setor de Fiscalização do Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano (Sintram), disse que a pandemia causou sérios prejuízos ao sistema, devido à redução de 30% nos passageiros. Mas a entidade negocia com o Governo de Minas para promover a renovação da frota gradualmente. 

Ainda citou como gargalos a evasão, a criminalidade e a violência presentes nos terminais. O transporte clandestino de passageiros também foi considerado um vilão, por retirar recursos do transporte convencional, desequilibrando ainda mais o sistema. 

O defensor público Paulo Almeida avaliou que o desafio é enorme na área de transporte, pois o problema se arrasta há anos. Ele defendeu a revisão do contrato com as empresas de transporte que prestam o serviço na RMBH, o que propiciaria melhorias aos usuários. O contrato do transporte metropolitano tem duração de 30 anos e está completando 15 anos, quando é possível revisá-lo.

Novas visitas

Ao final da visita, Macaé Evaristo anunciou providências a serem tomadas. A comissão vai fazer visitas à Seinfra, ao Sintram, ao DER-MG, à Estação Morro Alto do Move. E ainda, uma visita surpresa à Estação Justinópolis do Move.

Bella Gonçalves completou que será encaminhada uma representação ao Ministério Público para que atue junto ao governo no sentido de exigir: a fiscalização da frota da RMBH, apurando falhas de manutenção que provocaram acidentes e danos aos usuários.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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