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Comissão discute importância do tombamento de patrimônios naturais do Estado

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A Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai realizar, nesta quarta-feira (17/4/24), às 16 horas, uma audiência pública para debater a importância do tombamento de patrimônios naturais do Estado como forma de protegê-los de atividades como a mineração.

Solicitada pela deputada Beatriz Cerqueira (PT), a reunião vai ocorrer no Auditório do andar SE do Palácio da Inconfidência.

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Serão abordados, com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), os casos da Pedra Grande, entre Itatiaiuçu, Igarapé e Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH); da Serra dos Pires, em Congonhas, na Região Central; da Serra de São José, em Tiradentes, também na Região Central; e do conjunto de serras de Piumhi, no Centro-Oeste de Minas.

Para a audiência, foram chamados, entre outros, representantes do Iepha, das prefeituras de Congonhas e Tiradentes, do Conselho Municipal de Cultura de Igarapé, de associações de moradores, além de especialistas em arquitetura, urbanismo e história.

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A deputada ainda reforça que, para além dessa razão, há o respeito e a necessidade de proteção das comunidades locais com seus modos de vida próprios, as quais desenvolvem atividades econômicas, culturais e sociais que giram em torno das riquezas naturais de seus territórios.

Ainda de acordo com ela, essa perspectiva de proteção e respeito não tem sido observada pelo poder público em Minas Gerais e muito menos pelas empresas mineradoras.

Mineração pode colocar em risco patrimônios

Em relação a Pedra Grande, a mineradora Usiminas obteve licença ambiental para instalar empreendimento a cerca de 500 metros do monumento.

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Segundo a assessoria da deputada, a Pedra Grande tem 37 cavidades já catalogadas, além de vestígios associados a antepassados que merecem ser estudados e preservados. Além disso, nesse complexo está a Serra Azul, com inúmeras nascentes e corredor ecológico.

Por temer impactos socioambientais, a pequena comunidade de Vieiras, em Itatiaiuçu, tem se mobilizado contra a atividade. A deputada Beatriz Cerqueira já realizou visita ao monumento e audiência sobre o assunto neste ano para acompanhar a situação.

Na Serra dos Pires, parte do cartão-postal de Congonhas, a mineração já tem trazido reflexos negativos para a população com prejuízos no abastecimento de água, conforme moradores e ativistas. Eles demandam que as montanhas sejam transformadas em área protegida ou incluídas no tombamento paisagístico, o qual hoje resguarda apenas uma parte da serra.

Conforme o gabinete da parlamentar, a Serra dos Pires tem um rico patrimônio natural e cultural e ainda guarda espécies endêmicas de flora e fauna e campos rupestres ferruginosos em abundância, um tipo de formação extremamente rara e essencial para a recarga das águas subterrâneas.

Outra serra parte de cartão-postal, dessa vez de Tiradentes, a Serra de São José, também ficou sob ameaça. Uma área de dez hectares, equivalente a 100 mil metros quadrados ou dez campos de futebol, quase foi vendida para uma mineradora e empresas interessadas em construir resorts e hotéis no local.

Mas, o Tribunal de Justiça atuou e concedeu a posse da área ao Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF).

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Essa região, de acordo com a assessoria da deputada, é repleta de biodiversidade, nascentes e cachoeiras, áreas de lazer e convivência para a população local.

Serras de Piumhi

As serras de Piumhi também estão sob risco. Conforme noticiado, mineradoras têm interesse em realizar a exploração de minério de ferro, cromo e manganês na região.

Piumhi fica localizada entre o Parque Nacional da Serra da Canastra, onde fica a nascente do Rio São Francisco, e o Lago de Furnas, lugares com atrativos naturais reconhecidos.

Essas serras abrigam ainda muros de pedra, considerados sítios arqueológicos (Sítio Arqueológico Caxambu), segundo o gabinete. Além da importância arqueológica, elas também guardam fauna, flora e nascentes em abundância.

Os empreendimentos poderiam impactar a região da Serra do Andaime e o Vale do Ribeirão Araras, áreas onde se localizam as nascentes dos principais mananciais que abastecem a cidade, além de ser a região onde está localizada um dos símbolos da cidade, a Cachoeira da Belinha, mesmo havendo leis municipais para proteger esses espaços.

Em resposta à especulação, moradores de Piumhi fundaram o movimento Amigos do Araras e Belinha. Eles buscam o estabelecimento da Área de Proteção Ambiental (APA) Serra e Águas de Piumhi.

Para fazer frente ao problema, a deputada Beatriz Cerqueira acionou o Ministério Público, solicitando a tomada de providências para a preservação do patrimônio cultural e natural do município, o cumprimento da legislação municipal, a suspensão e anulação de licenças em processo de concessão ou já concedidas, e a escuta das famílias das comunidades.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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