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Comissão e Secretaria de Educação vão trabalhar em lei para equiparar escola rural à pública

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O assessor de Relações Institucionais da Secretaria de Estado da Educação (SEE), Fernando Pinheiro, comunicou que buscará meios para criar um instrumento perene que estenda direitos da educação pública à educação do campo. Para que isso se viabilize, disse que vai conversar com a deputada Beatriz Cerqueira, presidenta da comissão, com o deputado Leleco Pimentel, ambos do PT, e com a área técnica da SEE, sobre as alterações necessárias na legislação.

Realizado pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o Debate público: Educação do Campo em Minas Gerais teve início na manhã desta segunda-feira (23/10/23) e continuou por toda a tarde.

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Ao final do evento, Fernando Pinheiro demonstrou ainda preocupação com o problema da alimentação escolar, que não é garantida pelo Governo do Estado às escolas do campo, devido a restrições legais. Atualmente, a merenda nessas unidades é fornecida com base em convênios, instrumento frágil que não pode ser utilizado em anos eleitorais.

“Precisamos da mesma segurança dos repasses do Fundeb na alimentação escolar para as escolas rurais”, defendeu. O gestor ainda anunciou que, em acordo com Leleco Pimentel, vai viabilizar o uso de emendas parlamentares desse deputado para custear a distribuição de mobiliário nessas unidades.

Mesmo lamentando a presença de mais gestores da SEE somente no fim do debate, Beatriz Cerqueira avaliou que, “se o governo concorda que o problema precisa ser resolvido, então o caminho está bem adiantado”. Ela completou que já tramita na Casa o Projeto de Lei (PL) 511/23, que cria o marco regulatório para a Educação do Campo, das Águas e das Florestas, equiparando as escolas famílias agrícolas às escolas públicas.

E que vai pedir que a proposta seja enviada à SEE e à Associação Mineira das Escolas Famílias Agrícolas (Amefa) para análise e apresentação de propostas. Ela comemorou a realização do debate, considerando-o um marco sobre educação do campo em Minas Gerais, com mais de 400 participantes, e que “guiará os passos da comissão nesta legislatura”.

Em consonância, Leleco Pimentel avaliou que a análise conjunta do PL de sua autoria é uma proposta palpável e que os participantes do evento não esperavam uma “resposta “bamba” do Estado. “Peço ao Fernando Pinheiro que leve em consideração que nós temos o caminho e que o Estado pode resolver o problema. A fresta que se abriu é de muita luz e nós não vamos desperdiçar nenhum facho”, avisou.

Defendida aprovação de PL federal sobre o tema

Idalino dos Santos, secretário executivo da Associação Mineira das Escolas Famílias Agrícolas (Amefa), defendeu a aprovação do projeto federal 4215/21, que trata da política nacional de educação do campo. De acordo com o gestor, que participou da sessão vespertina do evento, a proposta do deputado federal Padre João (PT-MG) equipara as escolas do campo às escolas públicas.

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Lembrou que alunos de Escolas Família Agrícola (EFAs) e outras escolas do campo, ao fazerem o ENEN, não são considerados alunos de escolas públicas. Abordou também a restrição ao transporte escolar, que impede seu pagamento pelo Estado por esse mesmo motivo. Santos participou da Mesa 3 do debate, que tratou das Demandas educacionais dos sujeitos do campo e os marcos legais da educação do campo.

Também defendeu a criação de programa interinstitucional do Estado que permita aos técnicos em agropecuária formados pelas EFAs (600, neste ano) atuarem na área de assistência técnica do governo. “Por que não pensar em um programa para esses jovens fazerem seus estágios numa Emater, Epamig ou Ima local? Temos muito a oferecer”, questionou.

Fechamento de EFAs

A vereadora de São Francisco (Norte) Gessica Almeida criticou resolução da SEE que permite o fechamento de escolas da educação infantil, assim como de EFAs, pelos municípios. Também condenou a formação de professores do campo no formato do Trilhas do Futuro. “Isso não interessa a eles; deveríamos ter educação sobre a terra”, apontou.

Já a professora da Uemg Nágela Brandão questionou qual seria “o campo da educação do campo”. Com isso, quis falar sobre a missão pedagógica dessa modalidade, considerando particularidades regionais, entre outros aspectos. Ela reverberou demandas dos sujeitos do campo, como a ampliação de recursos para equipar as EFAS, com melhoria do espaço físico, da estrutura, e com valorização profissional, por meio de bons salários e condições de trabalho.

Peculiaridades da educação do campo devem ser consideradas

Já na segunda mesa do evento, que debateu Políticas públicas para a educação do campo, ficou evidente a necessidade de se contemplar peculiaridades dessa modalidade, como a reforma agrária e o direito à terra, a agroecologia e a segurança alimentar. “Qualquer política que formos pensar tem que ter o diálogo entre tudo isso”, pautou Ivana Lovo, professora da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

A especialista defendeu também a reversão do fechamento de escolas do campo e o fim da “crueldade” com crianças que levantam de madrugada e ficam horas no transporte escolar ou adolescentes que não conseguem fazer o sexto horário do Novo Ensino Médio porque moram longe da escola.

Beatriz Cerqueira, também autora do requerimento para o debate público, junto com Leleco Pimentel, citou o exemplo de Nova União (RMBH). A escola do município que atendia assentamentos e comunidades rurais foi transferida para o centro da cidade como parte do projeto Mãos Dados, do governo do Estado.

Analise da Silva, coordenadora do Fórum Estadual Permanente de Educação de Minas Gerais (Fepemg), cobrou a ampliação da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no campo. Segundo ela, há pesquisas que indicam que quando os pais estudam, incentivam os filhos. Ela também tratou da Conferência Nacional de Educação, que será lançada em Minas no próximo sábado (28). “Metas e estratégias já estão postas. Agora temos que falar de táticas, de como efetivar essas metas”, defendeu.

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Formação multidisciplinar

Já Tatiana Barrella, professora da Universidade Federal de Viçosa (UFV) tratou da formação de professores do campo e da dificuldade em se entender a formação multidisciplinar, por áreas de conhecimento. Ela deu exemplo de concursos públicos que ainda são por disciplina. “A própria classificação das escolas – entre do campo e urbanas – também precisa ser revista”, acrescentou.

A representante da SEE, Fabiana Benchetrit, diretora de Modalidades de Ensino e Temáticas Especiais, salientou o número de 708 escolas do campo em Minas e a proposta do Estado de construir políticas públicas para o setor por meio da Comissão Permanente de Educação do Campo. Já em relação às EFAs, são 22, sobretudo nos Vales do Mucuri e Jequitinhonha e na Zona da Mata, conforme destacou Rogério Jesus dos Santos, tesoureiro da Associação Mineira das EFAs (Amefa).

“É difícil entender como algo que transforma a nossa vida é tão desprezado”, lamentou Rogério, com críticas ao governo do Estado. Também a coordenadora-geral Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Denise de Paula Romano, citou a proposta do Executivo de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal e previu a destruição de políticas públicas, entre as quais a da educação.

Políticas públicas da União foram citadas por Clebson Souza de Almeida, professor de Licenciatura em Educação do Campo da UFVJM, como exemplos que poderiam ser adaptados para as EFAs, como o Prouni ou o programa de livros didáticos. Ele também propôs que as EFAs se tornem escolas públicas. “Precisamos sonhar alto”, defendeu.

Educação gratuita, de qualidade e diversa

Os debatedores na terceira mesa apresentaram várias demandas. Taynara Guedes, aluna da UFV, disse que não queria “inventar a roda”, mas somente que o governo cumprisse o que está na lei para as escolas rurais: educação no campo gratuita, de qualidade e que respeite a diversidade.

Roseli Augusto, da Comissão Pastoral da Terra, defendeu um marco legal para as EFAs. Ela propôs que nessa lei exista artigo proibindo o fechamento de escolas do campo. E lamentou que o governo do Estado precarizaria essas escolas, propiciando seu fechamento.

Vitória Evangelista, aluna da EFA de Araponga (Mata), deu seu depoimento em favor dessas unidades: “Elas focam em acolher os alunos, com uma pedagogia humana. Nos sentimos mais ouvidos, acolhidos. Somos ensinados a ter autonomia, a sermos articulados”.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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