Política
Comissão opina por manter veto total à ampliação da Estação Ecológica de Fechos

Foi aprovado na noite desta segunda-feira (22/4/24), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), parecer ao Veto Total 9/24, que incide sobre a Proposição de Lei 25.628, de 2023, a qual amplia a área da Estação Ecológica de Fechos, em Nova Lima (RMBH).
O relator na comissão especial criada para analisar a matéria, deputado Cássio Soares (PSD), recomendou a manutenção do veto. Em reunião mais cedo, o parecer já havia sido distribuído em avulso (cópias) para análise dos parlamentares que compõem o colegiado.
A proposição tem origem no Projeto de Lei (PL) 96/19, da deputada Ana Paula Siqueira (Rede), que pretendia acrescentar 222 hectares à área, para reforçar a proteção da Bacia do Ribeirão dos Fechos, considerada importante para o abastecimento de água da RMBH.
A alteração, segundo Zema, traria possíveis prejuízos fiscais, econômicos e sociais ao Estado, já que avançaria sobre uma área com potencial de lavra de 7 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. A exploração dessa jazida poderia gerar empregos diretos e indiretos e arrecadação de impostos ao Estado, conforme justificativa do chefe do Executivo.
Ainda de acordo com o governador, o veto não implicaria alteração ou redução da área original da unidade de conservação estabelecida pelo Decreto 36.073, de 1994, nem impediria posterior aumento dos limites da Estação de Fechos por decreto.
Conforme argumentou, a ampliação da área da estação, realizada de forma diversa à pretendida pela proposição de lei, possibilitaria o aproveitamento do potencial econômico da área ao mesmo tempo em que ampliaria a proteção ambiental local.
Nesse sentido, Cássio Soares pontuou em seu parecer que o Governo de Minas publicou o Decreto 48.760, de 2024, que ampliou a área da Estação de Fechos em 269,5 hectares. A ação encontraria respaldo no parágrafo 7º no artigo 44 da Lei 20.922, de 2013, que dispõe sobre as políticas florestal e de proteção à biodiversidade no Estado.
“Assim, considerando o novo cenário jurídico imposto pelo Decreto 48.760 e a possibilidade de comprometimento fiscal, econômico e social do Estado aventada pelo governador, opinamos pela manutenção do veto”, finalizou o relator.
Deputada critica parecer e lembra o Dia da Terra
Votaram favoravelmente ao parecer o presidente e vice da comissão, respectivamente deputados Gil Pereira (PSD) e João Magalhães (MDB), que também é o líder de governo, e o relator Cássio Soares (PSD). O único voto contrário foi justamente de Ana Paula Siqueira, autora do projeto que deu origem à proposição de lei.
Ainda na discussão, ela lamentou a conclusão do parecer, que foi analisado justamente no dia 22 de abril, quando é celebrado o Dia da Terra. A data, conforme pontuou, foi criada justamente para discutir práticas sustentáveis que garantam uma perspectiva melhor de futuro para a humanidade diante de um cenário de crise climática e escassez hídrica.
“O governador alegou contrariedade ao interesse público, mas sobre qual público ele se refere?”, criticou Ana Paula Siqueira. Ela denunciou que o veto contemplaria na prática o interesse da mineradora Vale, que deseja expandir as minas Tamanduá e Capitão do Mato, situadas na região, destruindo quatro nascentes e ameaçando o abastecimento de água de 38 bairros de Nova Lima e Belo Horizonte.
“Ele fala em prejuízo social se não aproveitarmos a área para minerar, mas qual dano social é maior do que a falta de água? Na prática, o governador voltou a agir como despachante das mineradoras”, emendou a deputada.
Ana Paula Siqueira lembrou ainda que, no total, a proposta tramitou por 14 anos na ALMG e foi aprovada na votação final nesta legislatura com votos favoráveis de 57 dos 77 parlamentares, após três audiências públicas, ampla consulta popular e discussões técnicas com vários setores da sociedade.
Por fim, sobre os argumentos do governador referendados pelo parecer, ela lembrou que os supostos empregos gerados pela mineração são, em sua maioria, pouco qualificados e temporários, já que a área minerada se esgota. E que a suposta ampliação da estação ecológica promovida pelo Executivo já em 2024 são, na verdade, glebas isoladas por duas estruturas da mineração, uma barragem e uma pilha de estéril (rejeitos).
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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